Fruta da época...

«Imagination is memory» James Joyce

Dedicado a Fátima Campos Ferreira, na sequência de um post no blog Equilíbrios.
A macdonaldização da Antena 22008-12-13Mário Vieira de Carvalho(Musicólogo. Professor universitário )"A Antena 2 tem de estimular a literacia da escuta e definir, a partir daí, uma estratégia de alargamento da sua audiênciaCarecemos de uma esfera pública mais forte e dinâmica e com maior incidência em questões de cultura. Como explicar, por isso, o retrocesso na missão de serviço público da RTP/RDP através da Antena 2 - um retrocesso que remonta a 2003?Antes de mais, a Antena 2 tem de fixar o seu público-alvo, que não pode ser o mesmo de uma rádio generalista. Tem de estimular aquilo a que poderíamos chamar a literacia da escuta e definir, a partir daí, uma estratégia de alargamento da sua audiência. Mas não se pode ganhar mais pessoas para a literacia, se se começa por promover a iliteracia.Eis, precisamente, o que se passa com a música. Assiste-se a um recuo histórico da sua presença na Antena 2 e, portanto, na esfera pública. Deixou de haver em Portugal uma rádio que cultive realmente a integridade da escuta musical. Só por excepção se consegue ouvir uma sinfonia ou uma sonata completas. O andamento desgarrado de um quarteto de cordas é transmitido com o mesmo à-vontade caprichoso e arbitrário, a mesma falta de escrúpulos, o mesmo alvar "porreirismo" com que se apresentaria ao ouvinte a estrofe desgarrada de um soneto. A programação começa logo por pressupor o enfado do ouvinte, a sua incapacidade de concentração, ou simplesmente a sua preferência pelo entertainer (locutor) a pretexto da música. Exclui-se, ao mesmo tempo, um tipo de ouvinte muito comum: o que mergulha subliminarmente no discurso ininterrupto da música enquanto se ocupa de outras coisas. Um modo de percepção que não impede que a música se entranhe e se reconstrua no seu todo, deixando intactas no subconsciente as associações que permitem depois reconhecê-la e antecipá-la no seu desenrolar - a base da literacia da escuta."Vibrato", "Baile de máscaras", "Boulevard", etc., que preenchem manhãs e tardes inteiras, são nomes diferentes para a mesma receita: a dos antigos "serões para trabalhadores". Coisas truncadas, mutiladas, aligeiradas, abreviadas... para "o Outro inferior". Música a metro, ou a retalho, leiloada a pataco - "quatro minutos" deste, "três minutos" daquele -, como quem propusesse "20cm x 10cm" de tal ou tal tela pintada. O alinhamento espartilhado em "horas" impõe o tempo burocrático ao tempo musical. Para uma sinfonia de Mahler, só cortando as "extremidades"....Amordaçada, estropiada, a linguagem da música deixa de falar por si. Mal a gente mergulha no universo do indizível, logo a palavra irrompe, banal e intrusiva, liquidando a experiência musical. Bombardeiam-nos com comentários fúteis ou pormenores pitorescos, observações a despropósito, erros, imprecisões... A pseudo-abertura à comunicação informal esconde o défice de profissionalismo. Nunca houve tantos profissionais da música e da musicologia em Portugal, e nunca a Antena 2 teve tão poucos deles nos seus quadros!... A programação planificada cede o lugar à improvisação atabalhoada. Por isso se recuou também no aproveitamento das novas possibilidades oferecidas pela Internet.Salvo os programas ou apontamentos de divulgação assinados por colaboradores com créditos firmados, a Antena 2 transformou-se numa rádio de apartes, de spots publicitários, de reclames a música que não chega a ser difundida. Os ouvintes que se contentem com as amostras. Se querem mais, que comprem o CD.Mas, qualquer dia, nem isso. A iliteracia vicia. Como os hamburguers. Acaba-se o gosto pela música, e resta apenas a frequência aditiva do fast food musical. A obesidade da mente. "
O jornalista iraquiano, para além de dizer "este é o teu beijo de despedida, cão", disse ainda "és filho de quarenta cães". Pensei na Besta Ladrador dos romances arturianos...
Outra coisa interessante, foi a análise "antropológica" das palavras e dos actos do jornalista iraquiano:
"cão" é um dos piores insultos no mundo árabe. Sim, pois e em Portugal não...
e um jornalista da BBC cita peritos " who have informed the public that "throwing a shoe at someone's face is considered an insult in Islam". Deve ter sido por isso que o George W. Bush não pareceu ficar afectado com a agressão, já que no mundo Ocidental, atirar sapatos à cara de outras pessoas é um acto que revela amor e respeito pela pessoa a quem o sapato é atirado...
Orientalismo de pacotilha....
Joana
Já é segunda ...
"Os professores, sindicatos e uma oposição cada vez mais lamentável querem voltar a um passado recente em que os alunos apenas serviam para perturbar as masturbações pedagógicas dos professores que transformaram a escola pública em algo muito pouco recomendável."António Ribeiro Ferreira, JornalistaSobrancelha farta, cabelo grisalho, gravata lisa com nó esganado, casaco afável e com um padrão “de toda a gente”, braços cruzados e mãos bem guardadas, um olhar sério e convincente a brincar com a câmara, um reflexo de flash na vidraça… Quanta humildade!Posa como o “vizinho do lado”, veste como o “inspector de finanças”, olha como o “dirigente sindical”, mas escreve com a “caneta” apontada para a sanita – masturbações pedagógicas!Que grande ejaculação jornalística!Nasça-se alguém ou ninguém, tanto faz. Mas é preciso morrer-se alguém: vizinho António, inspector Ribeiro, dirigente Ferreira, ou outra fabricação derradeira. Tal como escreveu o Eça – trata-se de cair bem, meus amigos, como os antigos gladiadores: «Oh egoísmo mundano, os que vão morrer saúdam-te!».No final, o cadáver de um escravo no chão da arena, arrastado pelos bois, terá o merecido aplauso de um resto de humanidade.Se, pelo menos, despisse o fatinho e montasse a armadura – com a ferrugem, o sangue seco, tudo..."É evidente que a culpa nunca pode ser dos professores, muitas vezes licenciados em universidades da treta, com cursos da treta, com diplomas da treta, que arranjaram emprego na escola pública."António Ribeiro Ferreira, JornalistaNão existem universidades da treta!Jornalista, de armadura, que conheça uma universidade da treta, saberá bem o que pode e deve fazer com tal informação e, se não o fizer, ou não será jornalista ou não terá armadura – terá fatinho.Porém – está visto – existem jornalistas dispostos a trocar a palavra pela treta.Entre as duas, há uma que se vende e uma que não se compra.O professor não faz a opinião dos outros…O professor não faz escárnio das outras profissões…Professores e jornalistas serão assim tão diferentes?Serão assim tão iguais?"
Venho aqui falar
Eu hoje venho aqui falarduma coisa que me anda a atormentare quanto mais eu penso mais eu cismocomo é que gente tão socialistadesiste de fazer o socialismoé querer fazer arroz de cabidelasem frango nem arroz nem a panelaEu hoje venho aqui falarduma coisa que me anda a atormentare quanto mais eu penso mais eu vejoque esta grande obra de reconstruçãoparece mas é uma acção de despejoé como para instalar uma janelaatirar primeiro os vidros para a vielaEu hoje venho aqui falarduma coisa que me anda a atormentare penso e vejo de todas as coresjá libertaram pides e bombistasdeve ser para lá pôr trabalhadoresé como lançar cobras na cidadee pôr dentro dentro da jaula a liberdadeEu hoje venho aqui falarduma coisa que me anda a atormentare vejo e de ver tiro conselhoaquilo que é mesmo reforma agráriaé para alguns o demónio vermelhoesses querem é ver anjos cor-de-rosaentre Castro Verde e Vila ViçosaEu amanhã posso não estar aquimas também,para o que eu aqui repeti...é que eu não sou o único que achoque a gente o que tem é que estar unidaunida como as uvas estão no cachounida como as uvas estão no cacho.
"José Sócrates não precisa de comprar a paz social, escorado na sua maioria absoluta de deputados cordatos, não da Nação, mas do Partido, à boa e velha moda estalinista. José Sócrates apenas precisa de comprar a paz com os banqueiros. A bem do futuro profissional de alguns dos seus ministros e de uma campanha eleitoral desafogada. E tenta que os outros confundam isso com coragem, quando apenas se limita a ser forte com os fracos e fraco com os fortes. O resto é aquilo que tecnicamente se designa, em Sociologia Avançada, por treta." Paulo Guinote (fragmento retirado daqui) Sónia
«Professor do ano foi aquele que, com depressão profunda, persistiu em ensinar o melhor que sabia e conseguia.
Professor do ano foi aquele que tinha cancro e deu as suas aulas até morrer.
Professor do ano foi aquela que leccionou a 200 km de casa e só viu os filhos e o marido de 15 em 15 dias.
Professor do ano foi aquela que abandonou o marido e foi com a menina de 3 anos para um quarto alugado. como tinha aulas à noite, a menina esperava dormindo nos sofás da sala dos professores.
Professor do ano foi aquele que comprou o material do seu bolso porque os alunos não podiam e a escola não dava.
Professor do ano foi aquele que lutou contra a corrente para dar um ensino de qualidade aos seus alunos e se envolveu em projectos para dinamizar a escola.
Professor do ano foi aquele que teve 5 turmas e 3 níveis diferentes.
Professor do ano foi aquele que acompanhou o aluno em risco e esteve presente quando a Segurança Social se omitiu e a família baqueou.
Professor do ano foi aquele que que leu, investigou, reflectiu e se expôs, partilhando o seu saber e os seus materiais com os colegas.
Professor do ano foi aquele que fez mestrado, suportando todos os custos e sacrificando os fins-de-semana com a família.
Professor do ano foi aquele que foi agredido e voltou no dia seguinte.
Professor do ano foi aquele que sacrificou os intervalos e as horas de refeição para aconselhar um aluno ou tirar mais umas dúvidas.
Professor do ano foi aquele que organizou visitas de estudo, mesmo sabendo que Jorge Pedreira considerava que ele estava a faltar.
Professor do ano foi aquele que encontrou forças para motivar os alunos depois de ser insultado e indignamente tratado pelos seus superiores do ME.
Professor do ano foi aquele que se manifestou ao sábado, sacrificando um direito para preservar os seus alunos.
Professor do ano foi aquele presidente de executivo que viveu o ano entre o dever absurdo, a pressão do ME e a escola a que quer bem e os colegas que estima e respeita.
Professores do ano, todo o ano, fomos nós, professores que o continuamos a ser, mesmo após uma divisão absurda.
Professor do ano... tanto professor do ano em cada escola, tanto milagre em cada aluno»
(recebido por mail)
evva
"Cara Sra. jornalista Fernanda Câncio,O seu artigo com o título "UM, DOIS, TRÊS, VAMOS CONTAR OUTRA VEZ", disponível em http://dn.sapo.pt/2008/12/05/opiniao/um_dois_tres_vamos_contar_outra_vez.html, tem algumas coisas positivas. O tom de escrita é leve, fácil de ler, e, até certo ponto, original.Apesar disso, fica-se por aqui no que de positivo tem. Tudo o resto revela uma postura tendenciosa e pouco (ou nada) aberta! O que, à partida, me parece inconsistente com uma imagem de jornalista moderna e, diria, quase radical que parece querer transmitir.Concordei com uma frase sua: "Simplesmente, estou farta deste e não vejo o ponto da sua continuação.". Eu também estou. Infelizmente, vamos ter de continuar. A Razão assim o demanda.Se, para si, abertura é arrogância. Se, para si, diálogo é autoritarismo (muito diferente de autoridade - e os professores sabem-no bem). Se, para si, democracia é governar para os números. Se, para si, democracia é afirmar "A" à segunda e "não A" à terça. Se, para si, democracia é ser dono da verdade. Se, para si, democracia é desrespeitar a lei. Se, para sim, democracia é dizer uma coisa e fazer outra. Se, para si, democracia é fazer tudo o que de anti-democrático este governo PS tem feito. Então, não sei o que é democracia.Já votei PS. Mas, PS, com este(s) sr.(s) onde a aparência é uma e a essência é o oposto, nunca mais. A Verdade (em toda a sua plenitude) e os Princípios ainda valem para os Professores. Os Professores, mesmo que zecos, são políticos com uma nobreza incomparavelmente superior à de qualquer dos seus democratas.A propósito, e para que conste. Sou professor. Não sou militante de nenhum partido. Não sou sindicalizado. Nunca votei PCP.Aconteceu assim. Poderia ter acontecido de outra forma. Mantinha-se igual tudo o que escrevi.O único objectivo deste email é contribuir, mesmo que infinitesimamente, para que a sua essência se aproxime um pouco mais da aparência. Não foi isso que vi neste artigo. Não é isso que vejo neste governo. E é por isso que luto. Uma Escola, um País, e um Mundo, mais justos e mais verdadeiros. Não quero um mundo de ilusão."João SáSónia
"O presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia denunciou os métodos de avaliação dos agentes da PSP.Paulo Rodrigues revelou que entre os critérios de avaliação estão o número de multas passadas e a quantidade de detenções efectuadas por cada agente.Agora chegou a vez da PSP.Estou curioso em relação à reacção do Governo.Será que vai dar as mesmas explicações que deu relativamente à avaliação dos professores?Será que vai argumentar que "é apenas um em muitos outros critérios" de avaliação?Será que vai retorquir que os agentes da PSP "não querem ser avaliados"?Será que vamos ouvir o Ministro da Administração Interna a dizer "Era só o que faltava - os polícias não serem avaliados pela quantidade de multas que passam!"?Relativamente aos professores, os profissionais da polícia estão bem melhor porque ainda não lhes foi imposta uma avaliação centrada na diminuição das infracções, tal como acontece com os professores que têm de ser avaliados pela redução do abandono escolar...Porque é que o Governo não é avaliado pela quantidade de manifestantes que se opõem à sua política?Porque é que cada ministro não é avaliado (entre outros factores) pelos "servidores do estado" que tutela? Porque é que não é "simplesmente" avaliado?Porque é que o Governo não gostou nada que Teixeira dos Santos tenha sido considerado, pelo Financial Times, como pior ministro das Finanças entre 19 outros homólogos seus na União Europeia? (http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1046061)Não sabe bem chamar alguém de hipócrita mas, quando os hipócritas nos dão os factos necessários para lhes chamarmos hipócritas, já não sabe tão mal.Então os resultados contam ou não contam?Avaliar ou não avaliar, não é a questão. A questão é "como avaliar?".Ninguém o sabe mas alguns, mesmo assim, querem fazê-lo.Afinal, como diz o Primeiro Ministro, "não há modelos perfeitos".Ainda vamos ter a polícia na rua, a gritar que querem outro modelo de avaliação.Ainda vamos ter, novamente, o PS no governo e com maioria absoluta."Paulo Duarte
Estado do Sítio
É só fumaça
O espectáculo dado por professores, sindicatos e oposição é profundamente lamentável. Neste filme de terceira ou quarta categoria é lamentável que a discussão gire, mais uma vez, em torno dos professores. Nesta monumental encenação, em que até uma grande parte da Comunicação Social e dos que fazem opinião colaboram activamente, é lamentável que os utentes ou clientes [!!!] da escola pública sejam pura e simplesmente ignorados.Neste forró de mentiras, é lamentável que os pais e os alunos não sejam os principais actores de uma história triste, recheada de insucessos, abandonos e falta de qualidade, características marcantes do ensino público nestes 34 anos de Democracia. [ Mas se o são!!! Eles são tão partícipes dessa história como os professores! Eles são a razão pela qual os professores saem à rua: para conseguir condições para trabalhar melhor! O slogan "Deixem-nos ser professores" diz tudo".] Ministério da Educação e a ministra da Educação têm razão. [Em quê e porquê, exactamente? ] E seria um verdadeiro desastre se José Sócrates repetisse na Educação o que fez há poucos meses na Saúde a troco de uns bons milhares de votos de professores e respectivas famílias [O que se defende não é que mude de política a troco de votos, mas a favor de todos nós].
Maria de Lurdes Rodrigues revelou-se uma excelente ministra. Com erros, obviamente. Mas mostrou que tem coragem [eu diria "teimosia"...] e, mais do que isso, procurou e procura pôr os interesses de pais e alunos à frente dos chamados direitos adquiridos dos professores ["Interesses" à frente de "direitos" ?!?! Que interesses? E os direitos dos alunos e dos seus encarregados de educação e famílias a um sistema de ensino de qualidade ficam onde? À frente, atrás ou no meio?!]. As manifestações, as greves, as vigílias, o folclore montado pelos sindicatos têm pouco a ver com a avaliação [Correcto! É prova de que não é dos nossos interesses que falamos]. A guerra prometida pela Fenprof tem a ver com o Estatuto da Carreira Docente, com a distinção entre professores titulares e não-titulares, com as aulas de substituição, com mais trabalho e mais horas dos professores nas escolas [Correcto! É prova de que se trata de uma crítica à política educativa em geral, a qual afecta, por sua vez, a generalidade da comunidade educativa. Quanto à referência a mais trabalho e mais horas dos professores na escola, agradece-se esse reconhecimento, mas é importante reconhecer também que esse trabalho e esse tempo que todos reconhecem ser útil ao sistema e aos alunos, não deve ser suprido com a sobrecarga dos professores que já o integram, mas, por exemplo, com recurso a mais professores e uma melhor distribuição da componente lectiva e não lectiva e do número de alunos/níveis de escolaridade/ turmas por professor. Fica à vista de todos que, quando a Ministra da Educação afirmou que a sua política educativa não implicaria necessidade de acréscimo de mais recursos humanos e que havia professores "a mais" cometeu, no mínimo, um erro de análise.] Depois vem a avaliação, o modelo e principalmente o facto de os resultados influenciarem a carreira dos docentes [Diz bem: "principalmente"... pois é principalmente essa medida que lança margem de suspeita - que não é o mesmo que razões para suspeita - sobre a fiabilidade da avaliação das aprendizagens e a qualidade das mesmas.]
É tudo isto que está em causa, é tudo isto que os sindicatos e os professores não querem [É sim senhor!] Maria de Lurdes Rodrigues tenta pôr a escola pública ao serviço dos pais e dos alunos[!!!]. Os professores, sindicatos e uma oposição cada vez mais lamentável [Porquê, exactamente? E exactamente que professores, que sindicatos e que oposição? Não é tudo farinha do mesmo saco... !] querem voltar a um passado recente em que os alunos apenas serviam para perturbar as masturbações pedagógicas[!!!] dos professores que transformaram a escola pública [A pública?!] em algo muito pouco recomendável.
É por isso que, neste sítio pobre, manhoso, hipócrita e cada vez mais mal frequentado [Desde que sítio nos fala este senhor?], uma mulher como Maria de Lurdes Rodrigues faz falta. Pelo exemplo, pela coragem e pela capacidade de fazer reformas indispensáveis contra uma corporação [Referir-se-à banca, às grandes finanças...?] ao longo de anos e anos se habituou a mandar no Ministério da 5 de Outubro e na escola pública.
António Ribeiro Ferreira, Jornalista
1)Tendo recebido, da vossa parte (DGRHE), na minha caixa de correio electrónico, um esclarecimento relativo à Avaliação do Desempenho Docente, decidi também esclarecer o seguinte:Exmos. Senhores.(Pontos 1 e 2 do vosso esclarecimento).As medidas tomadas pelo governo no dia 20 de Novembro foram tomadas unilateralmente - nunca houve processo negocial relativamente a essas medidas porque os professores sempre reclamaram a suspensão do modelo e a sua substituição por outro, com a necessária revisão do ECD. Portanto, o referido processo negocial (parcelar ou suplementar) não chegou ao fim porque nunca começou.(Ponto 3 do vosso esclarecimento).Os professores, aliás, ninguém imagina o que V.Exas pretendem afirmar com "abertura de sempre". O Ministério da Educação sempre esteve FECHADO a outros modelos de avaliação e nunca reconheceu que este modelo é injusto, ineficaz, impróprio, falso. O Ministério da Educação nunca reconheceu que os professores não querem um "erro amputado", até porque "amputar procedimentos" não é o mesmo que "simplificar" - bem poderá ser o contrário e a prática, se assim tiver de ser, confirmá-lo-á mais uma vez: um avião sem asas não é um aviãosimplificado. Se, finalmente, houver abertura da parte do ME e se terminaram as negociações suplementares (que nunca houve), então, no dia 15 de Dezembro o Ministério da Educação, finalmente, ouvirá a proposta de modelo alternativo que a Plataforma Sindical tem para apresentar - será um momento histórico. Agora, a vossa "ABERTURA" é que vai ser "AVALIADA".(Ponto 4 do vosso esclarecimento).Por outro lado, se o ponto 4 do vosso "esclarecimento" pretende afirmar que o ME não suspenderá a avaliação de desempenho, então a reunião do dia 15 já não vai ser tão aberta como isso - nem atinge o mínimo de abertura pretendido pelos professores.Insistir num erro nunca foi forma de o resolver e, muito menos, de se sair dele com a "cara lavada" - muito pelo contrário.A inexistência de "modelos perfeitos" não legitima a "imperfeição". Aliás, tal argumento tanto serve este "modelo" como o "anterior", ou outro modelo qualquer. Os professores não querem uma "avaliação qualquer".Paulo DuarteNota:o esclarecimento seguinte, que me foi enviado pela DGRHE, também pode ser consultado em:http://www.min-edu.pt/np3/2925.html(razão pela qual não entendo a necessidade destes envios para o correio electrónico pessoal dos professores).2)Tendo recebido, da parte de V.as. Ex.as (DGRHE), na minha caixa de correio electrónico, um esclarecimento relativo à Avaliação do Desempenho Docente, venho por este meio responder ao mesmo, esclarecendo, pela minha parte, o seguinte:Exmos. Senhores.(Ponto 3 do vosso esclarecimento).O ME (Ministério da Educação) carece de propriedade para usar da expressão "abertura de sempre", já que nunca esteve aberto às propostas alternativas apresentadas pela Plataforma Sindical (que, aliás, insiste em afirmar que nunca chegaram ao seu conhecimento e que estão disponíveis em http://www.fenprof.pt/Download/FENPROF/SM_Doc/Mid_135/Cat_305/Anexos/JF_out.pdf e na versão impressa do n.º 208 do Jornal da FENPROF de Setembro de 2008), assim como não esteve aberto às propostas que os professores, fora do contexto sindical, fizeram chegar até si, quer de forma espontânea, quer através dos órgãos de gestão das suas escolas, pois recusou a generalidade dos pedidos de adiamento e suspensão que lhe foram dirigidos e de que é exemplo o dos professores da minha própria escola (Escola Secundária Dr. Joaquim Gomes Ferreira Alves - Valadares). Espero, no entanto, tal como seguramente esperam muitos outros colegas, que essa propagandeada "abertura" venha a ser comprovada no próximo dia 15 de Dezembro, através de uma resposta positiva às legítimas expectativas de uma reunião de agenda efectivamente "aberta" entre o ME e a Plataforma Sindical.Por outro lado, o vosso esclarecimento, neste ponto, gera, confusão quanto ao que se entende por "reunião sem pré-condições", já que, ao identificar tal situação como aquela em que não se verifica a "exigência de suspensão da avaliação até aqui colocada pelos sindicatos", O ME parece estar precisamente a definir condições prévias ou a assumir que apenas os sindicatos estariam privados de as colocar (o Me não).(Ponto 4 do vosso esclarecimento).Aliás, no ponto 4 do vosso esclarecimento, ao sublinhar-se que o ME não suspenderá a avaliação de desempenho e que partiu desse pressuposto para o agendamento da referida reunião, contradiz-se precisamente o que no ponto 3 se afirma a respeito de uma agenda "aberta", pois dessa forma se limitam explicitamente as questões em negociação.Nota: não forneci ao ME da educação o meu e-mail pessoal para efeitos de recepção de informação/propaganda geral, mas apenas para efeitos de concursos/recursos, pelo que agradeceria que, a verificar-se a manutenção dessa necessidade, tais mensagens não sejam enviadas para este endereço, mas sim para um endereço de correio electrónico profissional que, se assim o entender, o ME tem poder para disponibilizar a cada um dos seus funcionários, iniciativa que, aliás, poderia ser uma extensão coerente do Plano Tecnológico que V.as Ex.as pretendem levar a cabo.Na expectativa de encontrar da parte de V.as Ex.as a abertura desejável para ouvir os professores e as suas propostas no próximo dia 15 de Dezembro e de que dessa reunião resulte um processo de avaliação justo, formativo, exequível e à altura da especificidade daquela que é a essência da carreira docente (a sua componente científico-pedagógica), e ao qual (a desenvolver-se nesses moldes) me desejo submeter, despeço-me agradecendo a atenção dispensada.Sónia DuarteProfessora do grupo de Espanhol
Nunca fui muito dada à personagem do 007 ( a minha costela feminista suponho...), mas, de vez em quando, disfarçarmo-nos de Bond Girl sabe bem...
Há um antes, um durante e um depois com “Sur les bombes”.
Há um antes. Sabemos que aquilo que vamos ver já as televisões mostraram dias a fio no verão de 2006, as conversas com os organizadores do festival e com o produtor do filme, os momentos que antecedem a projecção de qualquer filme, um tossicar aqui e ali, o murmúrio para o amigo ali ao lado, o pôr-do-sol artificial das luzes como que a embalar-nos para o sonho.
Há um durante, para o qual acordamos desse processo mecânico com imagens reais do bombardeamento como se levássemos um balde de agua fria. Casas transformadas em ruína, bombas que se multiplicam em explosões e destroem uma e outra e outra vez o que já está destruído. Um som que faz estremecer cadeiras do cinema e o nosso coração. Uma mulher, vinda do estrangeiro, procura com a ajuda do taxista que a transporta, o filho e a irmã no sul do Líbano, por cidades entupidas de refugiados, crianças sem pais, pais sem crianças, por estradas desfeitas, mosteiros isolados, aldeias reduzidas um amontoado cinzento de escombros, Sour, Saida, Naqoura, Qlaya, Marjayoun, Nabatiyeh, Qana, e tantas outras.
E um depois. Sobre o qual não quero falar.
Joana
Segue o texto de outro folheto distribuído pelos professores durante a greve de hoje:
Caríssimos pais e encarregados de educação:- Os professores não estão em luta por aumentos salariais, menos horas de trabalho, mais dias de férias, facilidades de progressão na carreira, melhores condições de reforma ou quaisquer outros benefícios para a sua vida profissional.- Os professores estão em luta porque consideram que as actuais políticas educativas do ministério da Educação para os males do ensino encontram apenas dois tipos de resposta: mais burocracia e facilitismo.- Os professores consideram que a actual equipa ministerial quer aplicar à "avaliação dos professores" a mesma fórmula com que resolveu baixar, num par de anos, o insucesso nas provas de aferição e nos exames nacionais: baixar o grau de exigência!Deste modo, os professores exigem o direito a ser avaliados, mas por um modelo que promova e premeie a excelência e que ajude a detectar e resolver os problemas que possam existir dentro da carreira docente.- Os professores compreendem e reconhecem as implicações que este dia de greve tem sobre os seus alunos e respectivas famílias, mas, como pessoas responsáveis que somos, consideramos que bem pior seria continuar a pactuar com uma política que está a destruir a credibilidade do ensino público português.Atenciosamente, pedindo compreensão para os motivos da nossa indignação pessoal e profissional,Os professores em greve no Concelho de SilvesP.S. - O presente texto foi fotocopiado sem recurso a quaisquer fundos da escola, tendo sido suportado exclusivamente com dinheiro dos professores.
Uma sugestão para os meus amigos medievalistas:
La Edad Media en el cine. Juan J. Alonso, Enrique A. Mastache, Jorge Alonso. T&B Editores, Colección Cine/Historia. Madrid, 2007. 285 páginas. 19 euros.
"Quando o sol nascea sombra é que é para todos."
A acção nacional de luta, organizada pela Delegação Nacional de Associações de Estudantes do Ensino Secundário e Básico, irá decorrer através do desfile de escolas em vários concelhos do país.«Não se vai assistir a uma manifestação única como aconteceu dia 5 de Novembro, mas a ideia é que seja concelho a concelho e escola a escola uma série de protestos ou greve às aulas ou fecho de escolas ou concentrações em vários locais», disse à Lusa Luís Baptista, porta-voz da Plataforma Estudantil 'Directores NÃO!', uma das associações que aderiu ao protesto.Segundo Luís Baptista, a alteração que foi feita ao estatuto do aluno, nomeadamente a clarificação ao regime de faltas, continua a não satisfazer os estudantes.«Nós consideramos que isto foi quase como dar um docinho a uma criança para ver se ela se cala. Visou mediaticamente tentar parar a luta dos estudantes e consideramos que não, não chega», disse.Este aluno considerou que, mesmo em relação ao regime de faltas, este despacho do Ministério da Educação (ME) apenas considera justificadas as faltas por doença, deixando de fora outras razões, como, por exemplo, morte de um familiar ou tarefas associativas.«O novo modelo de gestão das escolas, ou seja, a criação da figura do Director, o fim da votação directa do Conselho Pedagógico, o fim da Assembleia de Escola e a criação do Conselho Geral, em que se permite a entrada nas escolas das empresas, a educação sexual que ainda não foi não posta em prática nas escolas» são, segundo Luís Baptista, razões para o protesto de quinta-feira.Anunciaram aderir ao protesto associações de estudantes de Lisboa, Porto, Almada, Barreiro, Viseu, Esmoriz, Seixal, Sintra, Sever do Vouga, Albergaria-a-Velha, Aveiro, Ovar, Anadia, Vale de Cambra, Santa Maria da Feira, Águeda, Vagos, Espinho, São João da Madeira e Nazaré, entre outras localidades.Contactado pela agência Lusa, Eduardo Fernandes, da Plataforma Nacional de AE do Ensino Básico e Secundário demarcou-se do protesto.
"É uma ADESÃO SIGNIFICATIVA - no Norte mais de 90,4% dos Professores estiveram em GREVE"
Com esta expressão o ME acaba por reconhecer o que todos sentimos!
Região Norte
Percentagens médias de adesão superiores a 90%.
Mais de 48 mil PROFESSORES DO NORTE EM GREVE!
Alguns exemplos:
Porto - 96,86
Braga - 91,10
Famalicão - 93,40
Monção - 94,95
Viana - 92
S. João da Madeira - 95,10
Póvoa de Varzim - 94,77
Mirandela - 96,10
Vila Real - 97%Dado que falta contabilizar o número de professores que fizeram greve nas escolas que encerraram, podemos estimar que na região norte a percentagem média de adesão à greve será sempre superior a 94%, devendo aproximar-se mesmo dos 100%.Isto significa que, dos 51.869 professores do ensino público que trabalham nesta região (estatísticas de 2007), terão feito greve, na pior das hipóteses, 48.756, o que permite concluir que no âmbito nacional o número de professores em greve excede largamente os 120.000 que se manifestaram no dia 8 de Novembro em Lisboa.
"É respeitado nos países árabes?
Quando estou numa monarquia árabe sou descendente do profeta Maomé.
Porquê?
A rainha Santa Isabel era descendente de um príncipe árabe que era descendente de Maomé. Por isso, a minha posição é completamente diferente da de qualquer embaixador da república portuguesa.
Isso é reconhecido em todo o mundo árabe?
É. Mas quando estou em Israel digo que o D. Afonso Henriques era descendente do Rei David." (excerto da entrevista publicada no jornal "Público", 1/12/2008)
Joana