sábado, fevereiro 18, 2006

As Portas do Paraíso

Chema Madoz (s/t, 1992)

[evva]

Bahaus


Uma das minhas bandas favoritas de sempre actuou hoje no Porto. Confesso que não pensei sequer em reservar bilhete.

Deixei-me de lirismos há uns anos, depois de uma série de desilusões com bandas que actuam em Portugal já passado o prazo de validade. The Waterboys sem violino não são os Waterboys, entendem? Podiam ao menos ter arranjado alguém que substituísse o violinista naquele concerto do Hard Club... Foi a gota de água.

O tempo não volta atrás. Prefiro pôr a rodar os velhinhos discos de vinil e voltar a saltar bem alto com o Kick In The Eye, ou dançar o Bela Lugosi's Dead com aquele ondear com que o Peter Murphy nos interrogava no teledisco. Ou ainda gritar o The Passion Of Lovers até enrouquecer. Há letras que nunca se esquecem:

She had nut painted arms
That were hers to keep
And in her fear
She sought cracked pleasures
The passion of lovers is for death said she
Licked her lips
And turned to feather

And as I watched from underneath
I came aware of all that she keep
The little foxes so safe and sound
They were not dead
They'd gone to ground

The passion of lovers is for death said she
The passion of lovers is for death
The passion of lovers is for death said she
The passion of lovers is for death

She breaks her hear
Just a little too much
And her jokes attract the lucky bad type
As she dips and wails
And slips her banshee smile
She gets the better of the bigger to the letter

The passion of lovers is for death said she
The passion of lovers is for death
The passion of lovers is for death said she
The passion of lovers is for death
The passion of lovers is for death said she
The passion of lovers is for death
The passion of lovers is for death said she

evva

P.S.: Não trocava o meu mergulho a pique desta noite na filologia medieval pelo concerto dos Bahaus no Coliseu. Estarei a ficar velha? Alguém consegue imaginar o gozo enorme que é justificar a ausência de ressonância nasal no adjectivo 'boo' e argumentar com uma série de ocorrências em textos coevos? Indescritível!



Adenda: Ainda não descobri como se coloca música no blog, mas se quiserem vibrar com Peter Murphy e sus muchachos visitem o Queridos Anos 80, um blog que acompanho assiduamente (o que também é válido para os 0,0000000001% de infiéis que nunca ouviram falar dos Bauhaus... Cinquenta chibatadas ao som do She's In Parties!)

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

O elogio da Filologia


«um sentimento íntimo da vida da linguagem, um tacto fino e delicado no discriminar e apreciar os fenómenos, mesmo os que ao primeiro exame parecem mais subtis, estranhos e contraditórios»

Elogio académico do Professor José Joaquim Nunes, Gustavo Cordeiro Ramos, antigo ministro da Educação Nacional, 27 de Fevereiro de 1937


evva

A irrelevância de muitos Mestrados dava uma óptima Tese de Doutoramento

A ler: Mestrado em Irrelevância, por Rui Ângelo de Araújo, n' Os Canhões de Navarone.

Um dia, quando se redigir a história do ensino superior português na alvorada do século XXI, ficará registado como, por motivos de sobrevivência e escassez de alunos de licenciatura, pulularam neste país pós-graduações e mestrados absolutamente medíocres.

Pior: as gerações vindouras conseguirão compreender como se poderá recusar uma Dissertação de Mestrado sobre Filosofia ou Narrativa Medievais para creditação na carreira docente do Ensino Não-Superior, com base no argumento único e inquestionável de que o Mestrado se intitulava 'História e Cultura Medievais' e nada disso contribui para a valorização científica e pedagógica de professores de português e filosofia do ensino secundário, e se continue a aceitar, para os mesmos grupos disciplinares, a creditação de Dissertações em Administração, Estatística, Ciências da Educação (se alguém me conseguir explicar o que significa, agradeço; eu que estou há mais de um década no ramo ainda não consegui perceber...), "A angústia (ou falta dela) do cábula antes do teste de avaliação", ou "Mil e uma maneiras de passar de ano os alunos preguiçosos para melhorar as estatísticas de 'sucesso educativo' "...?


Ou ainda: como compreender que se aprovem (por vezes com Muito Bom, quando essa classificação existe) certas Dissertações de Mestrado ou Teses de Doutoramento fraquíssimas só porque o candidato em causa é docente da casa (apesar do arguente não o ser, eu sei) e, coitado, tem de defender depressa a tese ou então, coitadinho, vai para a rua...? Já agora, alguém me explica o que é o Português Arcaico Médio?


As Instituições portuguesas de Ensino Superior, sobretudo as Faculdades de Letras, têm de repensar com urgência a sua função e estratégia e questionar se serão ou querem ser meros redutos de formação de professores para o desemprego ou preferem tornar-se centros de excelência, de investigação, defesa e publicação de um saber que é a pedra angular da formação de qualquer indivíduo.


Nada melhor do que os medievais para nos recordarem, lá dos confins da sua Tenebrosa Idade, o que um intelectual que se preze devia valorizar, sempre:


«Somos anões aos ombros de gigantes: vemos mais longe».


evva

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Philologia


«para mim, filologia tem verdadeiramente coincidido com busca da verdade num sentido total, absoluto, na vida mais ainda que nos textos literários»

Luciana Steggagno Pichio
A Lição do Texto. Filologia e Literatura. I A Idade Média, Edições 70, Lisboa, 1979

evva

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Esplendor

Ver-te é como ter à minha frente todo o tempo
é tudo serem para mim estradas largas
estradas onde passa o sol poente
é o tempo parar e eu próprio duvidar mas sem pensar
se o tempo existe se existiu alguma vez
e nem mesmo meço a devastação do meu passado.

Ruy Belo

[evva)

É triste, muito triste, o politicamente correcto deste país

"Gaspar Castelo-Branco – foi decidido esquecê-lo

Com este título, o hoje moribundo jornal “O Semanário”, nomeava Gaspar Castelo-Branco como a figura nacional do ano de 1986.

Era Director-Geral dos Serviços Prisionais quando, a 15 de Fevereiro de 1986, véspera da segunda volta das eleições presidenciais, foi assassinado pelas FP-25 Abril com dois tiros na nuca. Foi o mais alto cargo dirigente do Estado a ser vítima de um brutal e cobarde ataque no pleno exercício das suas funções.

Nessa altura, os terroristas das FP-25A, por excesso de tolerância e decisão política, estavam em regime de cela aberta e misturados com presos de delito comum. Após a fuga de um grupo dos mais perigosos terroristas da Penitenciária de Lisboa, em Setembro de 1985, impôs medidas e condições duras de isolamento e separação entre reclusos. Estas eram contestadas pelos terroristas com uma pretensa “greve da fome”. Não cedeu. “Em países ocidentais os governos não cedem às greves da fome e pouca importância lhes dão” dizia. Mas por cá, era constantemente pressionado pela Comissão Parlamentar de Direitos Liberdades e Garantias, em particular por alguns deputados socialistas, bem como alguns movimentos cívicos de duvidosa parcialidade, mas que obtinham ainda assim algum eco na imprensa.

Perante as críticas da comunicação social e dos ditos movimentos, o Ministro da tutela, Mário Raposo, declinava responsabilidades encaminhando-as para o seu director-geral, como se a orientação deste não fosse tomada de acordo com o próprio Ministro. O culpado seria o Director-Geral. Perante a demissão dos seus superiores hierárquicos e o silêncio imposto pelo governo, Gaspar Castelo-Branco assumiu as responsabilidades, que verdadeiramente não lhe cabiam, em circunstâncias particularmente difíceis. Só isso fazia sentido: por personalidade era um homem corajoso e frontal com um enorme sentido do dever e do bem público. Tornou-se o bode expiatório e pagou-o com a vida.

O Governo acobardou-se e quinze dias após o seu brutal assassinato, os presos retomaram a cela aberta durante o dia, apenas fechada durante a noite. Conforme escreveu na altura José Miguel Júdice, parecia que afinal o assassinato teve uma justificação e uma razão de ser.
A partir desse dia, o País apercebeu-se que o terrorismo era uma ameaça real. Nos dias seguintes, Cavaco Silva, então primeiro-ministro, mudou-se com a família para a residência oficial em São Bento. Todos os ministros, sem excepção, passaram a andar com guarda-costas e escoltados por vários seguranças pessoais. Os juízes e procuradores do processo FP-25A passaram a ser guardados dia e noite, pernoitando, às vezes, em locais alternados e sempre secretos.

Apesar disso o Presidente da República em exercício Ramalho Eanes ou o recém-eleito Mário Soares não estiveram presentes no enterro tal como faltou o primeiro-ministro Cavaco Silva. Não houve um gesto visível de apoio público à vítima pelos seus superiores hierárquicos e membros dos órgãos de soberania. Curiosamente, nesse mesmo mês, na vizinha Espanha, um agente da Guardia Civil era assassinado pela ETA. O seu funeral teve honras de estado e contou com a presença de Felipe Gonzalez e Juan Carlos.

“Se me derem um tiro, como reagirão os defensores dos direitos humanos, os mesmos que pretendem condições mais brandas para os terroristas?” - afirmava numa entrevista a um jornal 15 dias antes de morrer. A verdade, é que a sua profecia se realizou e não houve um único acto de repúdio público aos ditos movimentos.

Em Outubro do mesmo ano começava o julgamento da organização. O maior fracasso do Estado de Direito do Portugal democrático. Não conseguiu condenar quem contra ele atentou.

Mário Soares, com uma visão muito própria sobre a justiça, preferiu primeiro indultar e depois amnistiar as FP-25A com total passividade do governo PSD. Preferiu cumprimentar Otelo Saraiva de Carvalho após a sua saída da prisão e recusou uma legítima condecoração, proposta pelo governo, para o mais alto funcionário do Estado a cair no cumprimento do seu dever no Portugal democrático. Para ele, as vitimas e as suas famílias eram um pormenor desagradável num processo que queria resolver politicamente.

O tempo pode atenuar a dor de um filho, mas não apaga a vergonha que o País sente por não ter sido feita justiça: os assassinos não cumpriram a pena, apesar de julgados e condenados em tribunal, e as vítimas foram esquecidas.

[Manuel Castelo-Branco]"


evva

Doctor Subtilis


JOHN DUNS SCOTUS (1265-1308), um dos mais 'difíceis' filósofos da Escolástica, cuja complexidade muitos apelidaram de apurada subtileza. Escutêmo-lo:
«Todo o filósofo estava certo de que o que postulava como primeiro princípio era um ser; por exemplo, um estava certo e que o fogo era um ser e outro de que a água era um ser. Mas não estava certo de que era um ser criado ou incriado, primeiro ou não-primeiro. De facto, não estava certo de que era primeiro, pois então estaria certo de algo falso e o falso não é susceptível de saber rigoroso. Nem estava certo de que fosse um ser não-primeiro, porque então não teria postulado o oposto.
Este primeiro argumento é confirmado da seguinte maneira: Alguém, vendo os filósofos discordarem entre si, pode estar certo de que o que quer que seja que qualquer um deles postulou como primeiro princípio é um ser. No entanto, por causa da contrariedade das opiniões dos filósofos, poderia duvidar se o primeiro princípio é este ou aquele ser. Se se fizesse, para tal pessoa em dúvida, a demonstração conclusiva ou refutativa de algum destes conceitos inferiores, por exemplo, de que o fogo não é o ser primeiro, mas um determinado ser posterior ao ser primeiro, não se destruiria o primeiro conceito certo que esta pessoa teve [de que é um ser], mas tal conceito ainda se encontraria no conceito particular que fosse provado do fogo. Assim prova-se a proposição suposta na última consequência deste argumento, isto é, que o conceito que de si não é nenhum dos dois conceitos duvidosos encontra-se em ambos.» Opus Oxoniense, I, d. 3, parte 1, q. 1 (tradução de C. A. Nascimento e R. Vier).

[Subtilezas destas conseguem dar um 'nó escolástico' no raciocínio mais exercitado...]

evva

Calendário

O fabuloso Calendário 2006 da Federação Portuguesa de Hóquei



Direcção artística, fotografia e design de Armando Vilas Boas.


evva

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Agora eu era linda outra vez
e tu existias e merecíamos
noite inteira um tão grande
amor


agora tu eras como o tempo
despido dos dias, por fim
vulnerável e nu, e eu
era por ti adentro eternamente


lentamente
como só lentamente
se deve morrer de amor


valter hugo mãe

O Resto Da Minha Vida seguido de A Remoção das Almas (2003)
Porto, Cadernos do Campo Alegre

[evva]

mistério de ambos em cada criatura

Como recebeu ela Adão?
Despojou-o,
e o desflorou, ajudando?

Adão, brutal ou terno?
Acometeu, cervo
ou foi penetrante andorinha?

Arrancou de si
sementes, o coração
latindo, cão grato?

Felizes, torturantes,
aprendizes, falsos,
sortílegos, infames?

Inteiraram-se um no outro?
Desejaram a morte
de quantos séculos?

António Osório

[evva]

Frases inaugurais, em Português

No Geração-Rasca, aberturas memoráveis da ficção em língua portuguesa. Eis algumas das minhas favoritas, numa lista alternativa:

«Aqui o mar acaba e a terra principia»
do meu romance preferido de Saramago, O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984)

«Começou por me dizer que o seu caso era simples - e que se chamava Macário...»
Singularidades de Uma Rapariga Loura, Eça de Queirós

«Muitas vezes, pela tarde, quando o Sol, transpondo a baía de Carteia descia afogueado para a banda de Melária, dourando com os últimos esplendores os cimos da montanha piramidal do Calpe, via-se ao longo da praia vestido com a flutuante estringe o presbítero Eurico, encaminhando-se para os alcantis aprumados à beira-mar.»
Eurico o Presbítero (1844), de Alexandre Herculano, páginas que agitaram a minha imaginação adolescente e fixaram para sempre uma paixão desmedida e incurável pela Idade Média

«Vespera de Pinticoste foi grande gente asũada em Camaalot, asi que podera homem i veer mui gram gente, muitos cavaleiros e muitas donas mui bem guisadas»
Demanda do Santo Graal (anónimo, séc. XIII)

«Fecharam os telhais.»
Esteiros (1941), de Soeiro Pereira Gomes, o neo-realismo poético

Mas a abertura que elejo como a melhor de sempre de um romance em língua portuguesa é de Fernando Assis Pacheco, em Trabalhos e Paixões de Benito Prada (1993). Não resisto a transcrevê-la na íntegra, só ela dava um romance inteiro:
«Quando o Padeiro Velho de Casdemundo teve a certeza de que Manolo Cabra lhe desfeiteara a irmã, em dois segundos decidiu tudo. Nessa mesma noite matou-o de emboscada, arrastou o cadáver para o palheiro e foi acender o forno com umas vides que comprara para as empanadas da festa de San Bartolomé.
O irmão do meio encarregou-se de cortar a cabeça ao morto. O Padeiro Velho amanhou-o e depois chamuscou-o bem chamuscado. Às duas da manhã untou o Cabra de alto a baixo com o tempero, enfiando-lhe um espeto pelas nalgas. Às cinco estava assado.
"Caramba", disse o irmão do meio, que admirava todas as invenções do mais velho, "é à segoviana!".
"Mas não lhe pões o dente", cortou o outro.
Entretanto o mais novo, regressado já do Pereiro, aonde fora avisar o Padre Mestre, manifestou desejos de capar Manolo Cabra. O do meio olhou muito sério para o Padeiro Velho. Este cuspiu enojado e decretou:
"É tudo para os cães. E agora tragam-me lá a roupa do fiel defunto, que já não tem préstimo senão no inferno".
Se perguntassem ao Padeiro Velho o que mais queria naquelo momento, teria respondido:
"Assar-lhe até a memória"»

evva

P.S.: Quis incluir também as primeiras linhas do Finisterra (1978), de Carlos de Oliveira, mas não o encontrei. Se alguém não se importar de mo devolver, agradeço desde já.

São Valentim

Cativos do consumismo, não se esqueçam dos presentes. Eis algumas sugestões, bem a propósito:

Chema Madoz (sem título, 2001)


Chema Madoz (s/t, s/d)

evva

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Frases inaugurais

A American Book Review elenca as cem melhores aberturas de romance do Cânone Ocidental. Se bem que qualquer lista deste tipo é pródiga em omissões, sobrevalorizações várias e inclusões discutíveis, constatei com agrado que a minha favorita de sempre ocupa o quarto lugar:

«Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendía haveria de recordar aquela tarde remota em que o pai o levou a conhecer o gelo.» Cem Anos de Solidão (1967), Gabriel Garcia Márquez.

Se bem que o 33º lugar de Gertrud Stein a tenha colocado no 1º da minha lista de compras:

«Once an angry man dragged his father along the ground through his own orchard. "Stop!" cried the groaning old man at last, "Stop! I did not drag my father beyond this tree."» The Making of Americans (1925).

evva

domingo, fevereiro 12, 2006

Já é oficial


No próximo Verão, mais um sobrinho/a. Iupi!

evva

P.S.: Ou muito me engano, ou este/a já nasce a falar latim. São os ares da serra.

Para o André

Já posso dizer? Já posso dizer? Só lamento não conseguir utilizar caracteres especiais para respeitar a ortografia, mas a pronúncia é esta:

Veels geluk met jou verjaarsdag! (Afrikaans)

Urime ditelindjen! (Albanês)

Taredartzet shnorhavor! ou Tsenund shnorhavor! (Arménio)

Eida D'moladukh Hawee Brikha! (Assírio)

Ois guade winsch i dia zum Gbuadsdog! (em Viena de Áustria)


Suma Urupnaya Cchuru Uromankja! (na Bolívia)

Ad gunun mubarek! (no Azerbeijão)

Shuvo Jonmodin! (no Bangladesh)

Maogmang Pagkamundag! (nas Filipinas)

Deiz-ha-bloaz laouen deoc'h! (Bretão)

Chestit Rojden Den! (Búlgaro)

Som owie nek mein aryouk yrinyu! (no Cambodja)

Per molts anys! Bon aniversari! Moltes Felicitats! (Catalão, o meu preferido)

Sun Yat Fai Lok! (Cantonês)

qu ni sheng er kuai le (Mandarim)

San ruit kua lok! (em Shangai)

Sretan Rodendan! (Croata)

Vsechno nejlepsi k Tvym narozeninam!! (Checo)

Tillykke med fodselsdagen! (Dinamarquês)

Ne gelukkege verjoardach! (em Antuérpia)

Fan herte lokwinske! (na Frísia)

Happy Birthday! (esta não preciso dizer!)

Felichan Naskightagon! (Esperanto)

Palju onne sunnipaevaks! (na Estónia)

Zorionak zure urtebetetze egunean! (Euskera, um dia ainda irei descobrir donde veio esta língua...)

Tillukku vid fodingardegnum! :) (Ilhas Faroë)

Joyeux Anniversaire! (Se não sabes esta...)

Lá breithe mhaith agat! Co` latha breith sona dhut! Breithla Shona Dhuit!
(Gaélico irlandês)

Co` latha breith sona dhuibh! (Gaélico escocês)

Ledicia no teu cumpreanos! (Galego... mas isso existe?)

Gilotcav dabadebis dges! (na Geórgia)

Ois Guade zu Deim Geburdstog! (na Baviera)

Allet Jute ooch zum Jeburtstach! Ick wuensch da allet Jute zum Jeburtstach! (em Berlim)

Es Muentschi zum Geburri! (em Berna)

Ewllews Gewtew zewm Gewbewrtstewg. Mew! (Alemão 'Camelottisch'; pronto, foi daqui que veio o rei Artur)

Haerzliche Glueckwuensche zum Geburtstag! (no Lichtenstein)

Alles Gute zum Geburtstag! (Alemão)

Eytyxismena Genethlia! Chronia Pola! (Grego)

Janma Divas Mubarak! (Gujarati, Índia)

Saal Mubarak! (Gujarati, no Paquistão, já se sabe que não é bem a mesma coisa...)

Vy-Apave Nde Arambotyre! (Guarani, mas sem aqueles desenhos assustadores da GM)


Hau`oli la hanau! (no Hawai)

Yom Huledet Same'ach! (Hebreu)

Janam Din ki badhai! or Janam Din ki shubkamnaayein! (Hindu)

Boldog szuletesnapot! or Isten eltessen! (Húngaro)

Til hamingju med afmaelisdaginn! (na Islândia)

Selamat Ulang Tahun! (Indonésio)

Buon Compleanno! (Italiano)

Bun Cumpleani! (Piemontês)

Otanjou-bi Omedetou Gozaimasu! (Japonês)

Slamet Ulang Taunmoe! (Ilha de Java)

Voharvod Mubarak Chuy! (em Cachemira)

Tughan kuninmen! (no Cazaquistão)

Saeng il chuk ha ham ni da! (Coreano)

Rojbun a te piroz be! (Curdo)


Tulgan kunum menen! (na Quirguízia)

Fortuna dies natalis! (Latim!)

Daudz laimes dzimsanas diena! (Letão)

Sveikinu su gimtadieniu! Geriausi linkejimaigimtadienio progal! (Lituano)

Vill Gleck fir daei Geburtsdaag! (au Luxembourg)

Sreken roden den! (na Macedónia)

Selamat Hari Jadi! (Malásio, o Sandokan diria assim...)

Nifrahlek ghal gheluq sninek! (Maltês, do Gato e do Corto)

Kia huritau ki a koe! (Maori)

mo swet u en bonlaniverser! (na Mauritânia)

Leleng ambai pa mbeng ku taipet i! (na Papoa, Nova Guiné)

Torson odriin mend hurgee! (Mongol)

bil hoozho bi'dizhchi-neeji' 'aneilkaah! (Navajo)

Janma dhin ko Subha kamana! (no Nepal)

Gratulerer med dagen! (Norueguês)

Masha Pabien I hopi aña mas! (nas Antilhas Holandesas, muito curioso...)

Padayish rawaz day unbaraksha! (Afegão)

Tavalodet Mobarak! (Persa)

Wszystkiego Najlepszego! Wszystkiego najlepszego zokazji urodzin! wszystkiego najlepszego z okazji urodzin! (Polaco)

Janam din diyan wadhayian! (no Punjab)

La Multi Ani! (Romeno)

S dniom razhdjenia! Pazdravliayu s dniom razhdjenia! (Russo)

Ravihi janmadinam aacharati! (Sânscrito, que fique registado em acta que um dia vou aprender esta língua)

Achent'annos! Achent'annos! (na Sardenha)

Vill Glück zum Geburri! (na Suíça germânica)

Srecan Rodjendan! (na Sérvia)

Vsetko najlepsie k narodeninam! (Eslovaco)

Vse najboljse za rojstni dan! (Esloveno)

Feliz Cumpleaños! (por supuesto!)

Suba Upan dinayak vewa! (no ex-Sri Lanka)

Wilujeng Tepang Taun! (no Sudão)

Mi fresteri ju! (no Suriname)

Hongera! or Heri ya Siku kuu! (Swahili)

Grattis på födelsedagen (em Sueco, para ires treinando, se precisares)

San leaz quiet lo! (Taiwan)

Piranda naal vaazhthukkal! (Tamil)

Suk San Wan Keut! (Thai)

Droonkher Tashi Delek! (o Dalai Lama diria assim, é tibetano)

Dogum gunun kutlu olsun! (Turco)

Mnohiya lita! or Z dnem narodjennia! (Ucraniano)

Chuc Mung Sinh Nhat! (Vietnamita)

Penblwydd Hapus i Chi! (Galês)

A Freilekhn Gebortstog! (Yiddish)

Eku Ojobi! (Nigéria)

Ilanga elimndandi kuwe! (Zulu)


Feliz Aniversário! Um grande beijinho de Parabéns.

evva

Instantâneos de uma manhã de Domingo em Serralves

Com um sol quase primaveril, apetece saltar da cama bem cedo e ir inspirar liquidâmbares, castanheiros-da-índia (afinal, parece que são originários da Bulgária, os fingidos), pinheiros mansos, roseiras... O meu preferido continua a ser aquele carvalho que uma enorme muleta ajuda a sustentar, logo após o Lago Romântico e antes de se iniciar o prado da Quinta do Mata-Sete (foto não-disponível; a autora destas linhas ainda não chegou à era da fotografia digital).


O prado da Qinta do Mata-Sete. Hoje pastava por lá uma égua sossegada


Uma remodelação recente, restituiu o ornamento original do 'jardim formal'

Beberiam os pombos esta água no tempo de Jacques Gréber, o arquitecto paisagista responsável pelo projecto dos jardins?

Roseiras suspensas no Inverno

Demora muito, a Primavera?

evva

P.S.: Todas as fotos são emprestadadas. Aos autores, Merci.

sábado, fevereiro 11, 2006

Os melhores diálogos do cinema

Johnny Guitar - How many man have you forgotten?
Vienna - As many woman as you've remembered.
Johnny Guitar - Don't go away.
Vienna - I haven't moved.
Johnny Guitar - Tell me something nice.
Vienna - Sure. What do you want to hear?
Johnny Guitar - Lie to me. Tell me all these years you've waited. Tell me.
Vienna - All these years I've waited.
Johnny Guitar - Tell me you've died if I hadn't come back.
Vienna - I would have died if you hadn't come back.
Johnny Guitar - Tell me you still love me like I love you.
Vienna - I still love you like you love me.
Johnny Guitar - Thanks. Thanks a lot.

Jonny Guitar, Nicholas Ray (1954), um dos filmes da minha vida.


evva

Estou indecisa

Não sei se faça bolo de chocolate ou mousse de manga...

Chema Madoz (sem título)

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

FOTOGRAFIA CONCEPTUAL

Chema Madoz (Madrid, 1958) e o instante poético da fotografia




evva