Addicted
Manhã de domingo a preguiçar entre lençóis:
ELA: Queriiidooo! Nunca mais chegam as férias... Queria tanto a ilha Formosa, o mar, a praia...
ELE: Querida... (Suspiros ensonados) Eu só quero o meu computador...
evva
«Imagination is memory» James Joyce
Manhã de domingo a preguiçar entre lençóis:
ELA: Queriiidooo! Nunca mais chegam as férias... Queria tanto a ilha Formosa, o mar, a praia...
ELE: Querida... (Suspiros ensonados) Eu só quero o meu computador...
evva
You Were a Porcupine |
![]() You have created your own path in life, and you encourage others to do the same. Even as life progresses, you always maintain a sense of wonder and innocence. |
Parabéns, Isabel!
É uma honra partilhar contigo grandes e pequenas demandas.
evva

(Foto via arquivos d' A Cidade Surpreendente)
evva
Como defini-la
quando está vestida
se ela me desbunda
como se despida?
Como defini-la
quando está desnuda
se ela é viagem
como toda nuvem?
Como desnudá-la
quando está vestida
se está mais despida
do quando nua?
como possuí-la
quando está desnuda
se ela é toda chuva?
se ela é toda vulva?
Ferreira Gullar, Obra Poética, Edições Quasi, 2003, p. 496.
[evva]
Adenda: Oops, esqueci de agradecer a quem me deu a conhecer pela primeira vez o poeta excepcional que é Ferreira Gullar. Sorry, Dulce, não sei se vou conseguir devolver-te o livro...
Ainda a propósito do 25 de Abril (é como o Natal, há datas que se comemoram sempre que o homem quiser...), vejam o que se passou no programa da manhã liderado pelo Sr. Manuel Luís Goucha neste 25 de Abril.
Sucedeu que as duas convidadas do dia (pertinentíssimas para a data!), Lili Caneças e Cinha Jardim, partilharam as suas ilustres opiniões sobre o dia da Liberdade. E já estou como o outro, todos gostam de dar as suas «opiniães», pois não pagam imposto nem exigem sabedoria de quem as profere. O caso que me ocorre, todavia, comentar, é a questão das palmas do estimado público convidado pelo programa: Lili Caneças dizia que se hoje ainda há pobreza em Portugal, antes do 25 de Abril o povo realmente passava sérias dificuldades e muitas misérias que obrigaram a uma emigração massiva, e que hoje há a liberdade para expor estas questões, coisa que não era permitida durante a ditadura. Ó tempora! Ó mores! De facto, os aliados podem por vezes encontrar-se junto das pessoas mais insuspeitas! Qual a reacção do público do programa? Nem uma única palma! Comentário da tia Cinha: o 25 de Abil foi responsável pela descolonização, pela miséria de muitos retornados (que aí exploravam os autóctones e as riquezas naturais..., comentário meu), pela morte de sua mãe(certamente de desgosto, pois as únicas mortes desta revolução poética foram causadas pelos PIDES, comentário meu), etc, etc. Reacção do público: estrondosas palmas!
Ah! Que não se diga não haver por aí muitos saudosos do antigamente, e não apenas entre aqueles que realmente saíram economicamente prejudicados pela mudança para a democracia! Entre a gente ignorante e pobre também se encontram muitos nostálgicos do 24 de Abril, permanecendo na ignorância em que o Salazarismo os quis (e parece ter conseguido) manter. Citarei a Bíbila, «Senhor, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem!», ou Sophia, «Senhor, perdoai-lhes, porque sabem o que fazem?»
Cristina Costa Vieira
Não tenho sangue azul. Aliás, ninguém tem sangue azul...
Desde que há 33 anos a minha mãe ME DEU À LUZ,
todo o sangue que percorre meu corpo é vermelho.
E o sangue é que me faz viver, e a vida é que me faz sonhar,
e o sonho é que me faz crer que...
PARA O ANO A ÁGUIA HÁ-DE SER A RAINHA DOS CÉUS,
AFUGENTAR OS LEÕES NA TERRA,
E BICAR DOLOROSAMENTE OS DRAGÕES.
ESPEREM LÁ...
ESSE ANIMAL NEM SEQUER EXISTE
Com fair-play
(Este ano mereceram!)
HENRIQUE
O 25 de Abril pode ser apenas uma data, tal como qualquer outra que se considera importante. Pode ser um motivo de amuo ou de frustração para muitos que gostariam que o futuro tivesse sido outro.
Infelizmente não é razão suficiente para o povo português vir para as ruas celebrar, tal como faz a propósito da vitória do seu clube na primeira liga.
Mas também digam-me lá, de entre as mais importantes para a memória histórica do país, quais as celebrações que o povo reconhece como suas?
Felizmente há uns quantos que sorriem pelo facto de poderem estar a escrever e a falar livremente, e pelo facto de haver ainda pessoas que ainda não entenderam por completo o facto de que a sua frustração não advém do que se passou a seguir mas sim do facto não saberem exactamente o que esse futuro lhes vai trazer. O drama da insegurança e do medo, tão bem retratado naquele desenho animado do filme “Bowling for Columbine” de Michael Moore.
Obrigado Isabel, obrigado Filipe.
Felizmente vamos poder continuar a sorrir. Sorrateiramente. Para não ofender.
andré