sábado, julho 15, 2006
quinta-feira, julho 13, 2006
Which Horrible Affliction are you?
Congratulations, you're rabies!
Transmitted by rabid animals, you're most commonly found infecting creatures such as raccoons, skunks, bats and foxes. But don't worry, you affect humans too, causing either paralysis or hyperactivity in your advanced stages, and ultimately death.
Your most famous symptom is hypersalviation - that delightful foaming at the mouth that we have come to know and indeed love. However, you can also cause hallucination; think of the fun you could have at parties!
If you wish, you can proudly tell the world that you kill dogs with the following fine graphic:

Which Horrible Affliction are you?
evva
quarta-feira, julho 12, 2006
Saudades


Morei os primeiros meses, de Outubro a Fevereiro, na rue du Parlement, em pleno Quartier du Château onde nasceu Henri IV, o tal que conclui que 'O meu reino vale bem uma missa' e se converteu para poder subir ao trono de França:
Em pleno Quartier du Château. O restaurante da esquerda é o 'Reine Margot', que também enlouqueceu por aqui. Viram o filme de Patrice Chéreau?
O Parc Beaumont. Ainda me lembro de andar por aqui a cantarolar a Carmen, numa altura em que estudava a novela de Prosper Mérimée em que Bizet se inspirou.

Até sempre.
evva
Sem perdão
Até eu era incapaz de me ficar se ouvisse uma coisa destas. Estás desculpado, Zizou. On t'aimera pour toujours.
evva
(via nortadas)
Da Finlândia
- Podemos ser o país com maior nível educacional, mas nada disso nos faz felizes. Temos uma das mais elevadas taxas de suicídio do mundo.
Ok, pensei. Burros mas felizes. Venha o diabo e escolha.
evva
segunda-feira, julho 10, 2006
sábado, julho 08, 2006
Sosseguem as hostes

Afinal O Desejado regressou há muito. Há quase 500 anos que este país suspira pela sua vinda redentora e afinal o esqueleto repousa nos Jerónimos, num túmulo de mármore sobre dois elefantes. Parece que foi um tal Filipe II de Espanha, no ano da graça de 1581, quando andava por aqui a fingir que se interessava, que mandou transladar para Lisboa um corpo que alegava ser do ansiado messias, a ver se punha termo à paranóia sebastianista. Sem sucesso.
Estará Portugal preparado para reconhecer que no túmulo do Fundador se guardam os ossos de um qualquer plebeu estropiado? E que no Mosteiro dos Jerónimos se armazena o esqueleto de um equídio?
Porque no fim de contas, meus amigos, toda a gente sabe que o tempo dos redentores da pátria já lá vai e o verdadeiro D. Sebastião jaz actualmente no Palácio de Belém.
evva
sexta-feira, julho 07, 2006

Não te vou cobrar nada.
Apenas quero de ti
alento na caminhada
que escolhi.
O que te dei - não dei.
Apenas te devolvi
parte daquilo que eu sei
que me vem de ti.
Torquato da Luz, no Ofício Diário
evva
quarta-feira, julho 05, 2006
É a vida…

Hoje sinto-me feliz por usar esta frase que tão má impressão nos deu sobre aquilo que somos.
Perdemos como podíamos ter ganho. Mas jogámos até ao fim. Sem baixar os braços. Porque perder também faz parte. Porque é também na derrota que se vêem os campeões.
Para os que estão mais afastados do Desporto eu lembro que nos últimos 10 anos o nosso país já conseguiu ficar entre os 10 melhores (a nível europeu e mundial) no Andebol, no Judo, no Triatlo, no Atletismo (pois com certeza), no Futebol, na Canoagem, no Ciclismo, na Vela, e provavelmente noutras modalidades de que não me recordo agora.
Quando começa a ser frequente chegar ao topo a probabilidade da derrota começa igualmente a ser maior. Mas o importante é não esquecer o que já se conseguiu, pois isso ninguém consegue tirar. Se calhar é por isso que quase nenhum dos jogadores se pronunciou a "quente" sobre a arbitragem (que foi boa). Eles, mais do que ninguém, sabem o que fizeram e o que os Franceses fizeram mais do que eles.
Parabéns a todos.
andré
PS: Será que com as declarações que fez no fim do jogo, a culpar o árbitro, Scolari está a preparar a sua saída?
Eu por mim dava-lhe um grande abraço, pedia ao Prof. Cavaco que o tornasse Comendador, e estendia-lhe uma passadeira vermelha até ao avião a caminho do Brasil.
Vai, vai e não voltes. Foi bom enquanto cá estiveste mas estou farto do teu futebol conservador e da tua avidez ao risco. Junto como o teu colega Parreira, fazes do Futebol uma guerra, retiras-lhe a beleza, e eliminas o jogo. Vai ser dificil suceder-te. Afinal, em 66, foi também com um treinador brasileiro que conseguimos o 3º lugar.
segunda-feira, julho 03, 2006
Como avaliar os professores malucos?
«Nunca conheci um professor que gostasse de avaliar; é ingrato; quase sempre injusto. Mesmo em ciências exactas é difícil avaliar justamente as aprendizagens. Um bom aluno pode mostrar-se incapaz de realizar um exercício específico, e ter aprendido muito mais do que qualquer outro, globalmente; ser excelente. Por isso, classificações obtidas numa situação de avaliação nem sempre reflectem a aprendizagem realizada. Os professores sabem-no; o ministério sabe-o e, anualmente, emana despachos normativos e circulares inúmeras aconselhando moderação, ponderação, discussão das classificações, que são apenas sugeridas pelos professores das disciplinas, e aprovadas, ou não, pelos conselhos de turma.
Os professores do sistema, sentadinhos na secretária, com seus fatinhos de saia e casaco de fazenda azulinha ou de calça e casaco, cinzentinhos, as mãozinhas brancas de dedo curto com aliança, muito graves e científicos, gostosamente entalados na forma canónica, e incapazes de sair dela, sempre me causaram... borbulhagem.
sábado, julho 01, 2006
cavalarias
Num fim de tarde em que os sorrisos abundam, aproveito a alegria que também sinto (grande, grande, grande Ricardo!!!!!!!) para começar a fazer o balanço anual. Como sou professora, costumo começar a colocar as venturas e desventuras do ano nesta altura em que o calendário lectivo também chega frenéticamente ao fim.
A ventura às vezes conduz-nos para encruzilhadas que nos apresentam aventuras difíceis, sobretudo se o nosso percurso cavaleiresco se parece afastar cada vez mais da Távola Redonda.
Como Perceval, sentimo-nos a deambular pela floresta, frustradas por não termos acedido ao enigma, sem ânimo para regressar para junto dos que sentimos nossos.
Vemo-nos rodeados por Florestas da Serpe, no meio da Terra Gasta, e às tantas perdemos o rumo que queriamos dar ao nosso morzelo... Não sabemos, como Boorz soube, responder aos nossos dilemas. Porque são dificeis, mas sobretudo porque mexem connosco. Com o brilho que temos nos olhos. Por amor de um ideal, em serviço de uma causa e de um, ainda, nobre cavaleiro, percorremos lagos ferventes. fontes enganadoras, enfrentámos falsas Genevras e donzelas diabólicas. E hoje, numa encruzilhada, sentimos falta do nosso leal companheiro. Como o nobre Galeote, caímos do nosso cavalo porque os nossos pensamentos nos doem demais para vermos a carreira em que seguimos.
Suplicamos a Lancelot, embora tentando disfarçar a nossa coita, que continue a partilhar venturas na nossa corte. Não raptamos genevras, nem oferecemos reinos grandiosos. mas estamos dispostos a prescindir de sono, a percorrer viagens desgastantes, até a convencer o resto da nossa mesnada com palavras eloquentes. Mas a Távola Redonda não admite cavaleiros estrangeiros. Faltar-nos-á o baptismo de Palamedes? Não sei.
Sei que me sinto muito só e cada vez mais longe do graal. Cada vez com mais provas da espada ao meu alcance. cada vez com menos partilha.
cada vez com menos tempo.
Só uma das pessoas deste blogue entenderá, suponho, esta prosa enredada. E estou certa de que a sentirá como sua. Ainda que, tendo partido hoje em mais uma demanda em que eu, por estar longe da corte dos eleitos, não estive, se tenha esquecido de um relato, com o fizera Boors, seu antigo cavaleiro. Ainda que a Távola Redonda se fique pelo elogio dos meus feitos, mas não faça sequer um esforço que dê a entender que o meu lugar na Távola não se transformou na seda perigosa.
E estou em muitas encruzilhadas. E hoje vou resolver uma delas. Deixo este blog, para sempre, com esta longa prosa, porque não faz sentido. Porque o tempo já é tão pouco. Porque sentimos longe os sorrisos. Os brindes que não fizemos. Só a voz cndescendente que nos diz. Nós compreendemos. Mas que eu esperava ouvir, como dantes, vem. Sem ti é diferente.
Com este egoísmo volto a embrenhar-me nas outras escolhas, estas mais dificeis. E requerem noites de descanso, ponderação e algum consilium. Ou então esperar um sinal de um cavaleiro Branco que nos desvende a narrativa nestas carreiras enredadiças.
Isabel Sofia
terça-feira, junho 27, 2006
Jogar Bonito

Apesar deste ter sido o lema que a NIKE escolheu para a promoção da sua imagem neste Mundial, nem os jogadores que a representam nem os outros o têm seguido muito. E se retirar os 6-0 que essa máquina de jogar futebol que está a ser a Argentina deu à Servia e Montenegro, não me recordo, de entre os jogos que vi, de um que me tenha enchido as medidas. Até há uns momentos atrás quando assisti ao França-Espanha.
Uau! Que coisa tão bonita. Passes consecutivos entre jogadores, alternância constante da posse de bola entre as equipas, trocas de bola ao primeiro toque, desmarcações premanentes dos jogadores, alternância regular do sentido do jogo (direita-esquerda, cima-baixo), pressão sobre a bola à saída da grande área do adversário, ocupação de todo o espaço de jogo, remates, cruzamentos, fintas, golos (4). Ai ai (suspiro)…
E tudo isto com equipas que, apesar de tudo, privilegiam (sobretudo a França) a segurança da defesa ao risco do ataque, e que nem sequer jogam muito rápido. Era como se fosse um grupo de 22 amigos a disputar a partida e a disfrutar do prazer (e o espectador da beleza) do jogo.
No final, a equipa que eu apoiava perdeu por 3-1 com a França. É assim, ganha-se ou perde-se. E quando se tem Patrick Vieira e Zinedine Zidane na equipa e um lateral direito como Ribery a fazer o "jogaço" que fez hoje, pronto. Dá nisto.
Um apontamento para o árbitro italiano Roberto Rosetti (da mesma nacionalidade do deus-árbitro Colina) que fez uma actuação excelente. 1º Teve a ajuda das equipas. 2º Apitou quase sempre em cima das jogadas e quando não o fez foi assistido (na maioria das vezes bem) pelos juizes de linha. 3º Todas os lances em que os jogadores se envolviam fisicamente (intencionalmente ou não) foram assinalados (mais vezes bem do que mal, mas isso não é relevante), evitando assim qualquer margem para conflitos ou querelas individuais entre os jogadores. 4º Sempre que necessário, estava perto do jogador faltoso e garantia, com gestos, expressões faciais ou palavras, a passagem da mensagem ("não repitas isso muitas vezes…"). Resultado: antecipação das situaçõees, controlo do jogo e apenas três cartões amarelos (quase todos no final), mostrados com tanta calma e tranquilidade que até parecia brincadeira de meninos. Erros houve com certeza, mas isso não é o mais importante. O essencial é que os jogadores confiaram nele. E mai' nada!
Como dizia o House no episódio desta semana, "é simples mas é dificil". A razão pela qual os restantes árbitros não fazem o mesmo que este fez ainda me escapa.
Para os apreciadores do jogo bonito, fica aqui o aviso: o Alemanha-Argentina é na sexta-feira às 16h00. Nham, nham…
andré
PS: Portugal ainda não fez um jogo que mereça um comentário assim, mas no sábado pelas 16h00 ninguém me tira da frente do televisor. Coitado do Erikson… está destinado a ter-nos como uma espinha na garganta.
Play fair
Não entendo como é que se pode celebrar uma selecção que será recordada, se mais não fizer, por ter participado, e com uma boa dose de responsabilidade, no jogo mais violento de que há memória num Mundial de futebol. E não me venham dizer que a culpa foi do árbitro por não ter expulsado o carniceiro do Cristiano Ronaldo e mais não sei o quê. Como é que conseguem não aceitar as críticas e acusar quem coloca objecções àquele comportamento lamentável de anti-scolarianismo primário?
evva
segunda-feira, junho 26, 2006
URGENTE!!!
A DIFÍCIL TAREFA DE ARBITRAR

Desde de há uns anos para cá, quando me fartei da clubite insuportável das opiniões sobre futebol e do comportamento inaceitável de alguns adeptos, que torço pelos árbitros e pelos treinadores. Em relação aos segundos creio que é por mero corporativismo, pelo menos em relação àqueles que têm o mesmo curso que eu. Pelos outros, não morro muito de amores.
Quando aos primeiros é por um sentimento de injustiça permanente que sinto haver para com eles e para com a função que desempenham dentro do campo.
De todos os desportos que conheço o futebol é quase de certeza o mais difícil de apitar pelo simples facto de que, para o variado leque de situações e circunstâncias, um árbitro tem apenas três penas possíveis: marcar falta, mostrar um cartão amarelo ou um cartão vermelho. A isto acresce que a avaliação da situação e a penalização têm de ser feitas num mesmo curto instante.
Para os que possam dizer que as circunstâncias são fáceis de analisar e que estamos apenas perante um jogo, eu peço o seguinte favor: tentem imaginar-se numa eliminatória de um campeonato da Europa ou do Mundo num estádio com 60 mil pessoas, milhões a ver na televisão, e isto tudo integrado num fenómeno planetário que envolve paixões, identidades, interesses e dinheiro, muito dinheiro. Tentem imaginar o peso de uma decisão neste contexto. Se ainda acharem fácil, convidos-o, sinceramente, a ir para um estádio ao domingo e insultar quem lhes apetecer, tal qual o adepto comum que provavelmente tanto criticam e lamentam.
O árbitro Valentin Ivanov fez de facto uma lamentável actuação no jogo Portugal-Holanda, e Joseph Blatter, presidente da FIFA, tem razão ao criticá-lo (embora não creia que devesse ser ele a fazê-lo). O mesmo aconteceu ao árbitro Graham Poll (ver secção de desporto do Público de Domingo) e a outros neste Mundial. Não sei se é pelo facto de trabalhar com árbitros noutra modalidade mas agora reparo mais nestas coisas.
O que para mim é interessante é que embora a crítica do sr. Blatter seja feita no momento certo, ela é de facto incorrecta. O árbitro foi consistente, as suas decisões foram coerentes. O problema foi, na minha opinião, que ao penalizar a entrada ao Cristiano Ronaldo com cartão amarelo ele abriu um precedente que não mais conseguiu contornar. Entradas daquelas iriam ser permitidas. A partir daí foi só juntar lume à fogueira e os portugueses quiseram garantir várias vezes que não se iam ficar, reagindo com igual violência.
Com tão poucos instrumentos de penalização, ao árbitro de futebol não interessa ser consistente na penalização mas sim no julgamento e para isso tem de entender que cada situação pode e deve ter uma penalização diferente. É só olhar para o sr. Pier-Luigi Colina (na foto) para perceber isto.
Como que é que num jogo dos oitavos de final de um Campeonato do Mundo pode haver um árbitro que não entende isto é algo que tenho dificuldade em perceber.
andré
domingo, junho 25, 2006
Valeu Maniche...
(foto publicada em O Jumento)evva












