Banda sonora de um Verão inesquecível
[é o que dá estar submersa em trabalho com um sol maravilhoso e ameno a convidar-nos a outras paragens...]
evva
«Imagination is memory» James Joyce
[é o que dá estar submersa em trabalho com um sol maravilhoso e ameno a convidar-nos a outras paragens...]
evva
"Mulheres que querem fazer um aborto têm que ser atendidas em cinco dias, quando uma consulta de ginecologia pode demorar meses"
in Público, 23.07.2007, pag. 12.
Pois… Eu juro que entendo o problema, e a posição aparentemente radical do governo.
…mas ao fim de 9 meses já não vale a pena ter consulta, pois não?
andré
Já passaram 20 anos desde que As montanhas ou esta Cidade nos encantaram. Eram Os Dias da Madredeus, uma experiência de 5 músicos, uns conhecidos outros nem por isso, que depois evoluiu para o mais popular fenómeno musical da música portuguesa contemporânea.
Acusados pelos mais conservadores de serem um meio termo (um rosé), os Madredeus foram para além do Fado com um som nostálgico e melancólico mas nem tão triste nem tão trágico. O ensemble que daí nasceu, e que entretanto se perdeu, trouxe-nos o Pastor, o Mar, as Ilhas dos Açores, o Pomar das Laranjeiras, a Cantiga do Campo, a Vaca do Fogo, e muitas outras coisas que deliciaram muita gente e deram origem uma enorme legião de fãs.
Depois do Espírito da Paz, não sei se foi o sucesso, a fixação na voz (que nunca foi o essencial) ou se foi outra coisa qualquer, que condenou o grupo à redundância e indulgência. Tornaram-se o clube dos adoradores da menina, agora senhora, e que entretanto mudou de voz, mais afinada, mais aguda, mais límpida, mais esterilizada.
Foi-se o acordeão e o violoncelo, perdeu-se a emoção e a intensidade.
Não era fado, e ainda bem. Mas o destino foi trágico. E triste.
andré
Uma voz lá do sul falou-me que tinha escutado um canto novo.
Eu fiquei curioso e fui à procura…
E fiquei encantado.
Há mais no Youtube. Eu gosto bastante da versão ao vivo do By your side.
andré

Há uns tempos atrás ficou escrito neste blog que toda a arte é inútil. E ainda bem.
Herói faz parte de uma moda recente que pretende dar aos filmes de artes marciais uma profundidade que eles nunca tiveram, nem (creio eu) ambicionaram.
O Tigre e o Dragão é talvez o único exemplo de uma revisão feliz do estilo, pois manteve-se fiel à estrutura simples deste tipo de histórias mas melhorando de sobremaneira a sua qualidade visual, acabando com o típica aspecto artesanal.
Sim. As cores e o cenário em Herói são muitas vezes belos e quase irreais. Mas são excessivos e muita das vezes supérfluos. Quem viu Segredo dos punhais voadores deve entender muito bem onde quero chegar.
Concordo. Quer a história que a narrativa são interessantes. Mas então para quê toda a parafernália à sua volta?
Depois há toda a entourage que me deixa sempre com a pulga atrás da orelha. Realizador, actor (Tony Leung) e actriz (Maggie Cheung) galardoados em Cannes, a actriz revelação (Ziyi Zhang), o compositor premiado em Hollywood (Tan Dun), Itzhak Perlman nos solos de violino, etc etc etc.
E depois há sempre o eterno problema da justificação da violência. Nos filmes de Bruce Lee a violência e o combate são o próprio contexto do filme, depois cada um faz o seu juízo sobre se gosta ou não. Mas desde que Matrix glorificou a câmara lenta e os planos imóveis, toda gente se esqueceu que o Jean Claude Van Damme já utiliza há muito a câmara lenta nos seus filmes de qualidade muito duvidosa.
E aqui reside o problema. Herói, Tigre e o dragão, Segredo dos punhais voadores e seus derivados não são mais do que versões mais requintadas e pretensiosas da mesma receita que Bruce Lee tornou famosa no ocidente. Pelo menos nessa altura não eram mais do que filmes de pancada…
Quem quiser ver um filme como deve ser, por favor não perca o Paris je t’aime, uma das mais belas homenagens ao cinema. E a Paris.
andré
Vou às Areias deleitar-me com um carneirinho assado e já volto para escrevinhar qualquer coisa.
evva

Ai, ai, ai, não empurrem, ainda caímos todos ao rio
(foto Cidade Surpreendente)
São João, santo bonito,
bem bonito que Ele é, (bis)
com os seus caracóis d'ouro
e o cordeirinho ao pé. (bis)
Não há nenhum assim!
Pelo menos para mim...
Nem mesmo São José!
Santo António já se acabou
O São Pedro há-de acabar
São João, São João, S. João
Dá cá um balão para eu brincar.
Tam tam taram taram tam...
[repetir vezes sem conta, até a voz doer]
evva
Ora leiam o artigo do Robert Fisk no The Independent.
Escusado sera dizer que concordo 100 % com o que ele diz...
Joana
"Instead of going to England or to another non Jewish country, many Jews decided to go to British mandate Palestine, where his majesty's government had promised them a homeland.
There was one problem however: there was already another people in Palestine who had been living there for centuries, namely, Palestinian arabs."
In World Stories: A house in Jerusalem, um podcast integrado no Documentary Archive da BBC World Service
andré