segunda-feira, julho 30, 2007
domingo, julho 29, 2007
sábado, julho 28, 2007
Obituário
quinta-feira, julho 26, 2007
Banda sonora de um Verão inesquecível II
Pensar em você
(Chico César)
É só pensar em você
Que muda o dia
Minha alegria dá prá ver
Não dá prá esconder
Nem quero pensar
Se é certo querer
O que vou lhe dizer
Um beijo seu e eu vou só
Pensar em você
Se a chuva cai
E o sol não sai
Penso em você
Vontade de viver mais
E em paz com o mundo
E comigo
[Se a anterior 'Banda sonora de um Verão inesquecível' homenageava as viagens empoeiradas a caminho da Samouqueira, tão empoeiradas que ninguém conseguia adivinhar a cor do bólide, este tema de Chico César animou intermináveis discussões filosóficas sobre as potencialidades de janelas descidas e cabelos ao vento relativamente ao ar condicionado, por entre lagoas e vulcões adormecidos, sempre com a recomendação avisada de 'se uma vaca aterrar em cima do carro, arranquem-lhe o selo da orelha, ou não me pagam os estragos!', o que nos obrigou a conduzir constantemente de nariz no ar, com receio de ameaças bovinas caídas do céu. Manias...]
evva
Bang Bang...
A preparar visita ao novo Tarantino ao som do anterior:
I was five and he was six
We rode on horses made of sticks
He wore black and I wore white
He would always win the fight
Bang bang, he shot me down
Bang bang, I hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, my baby shot me down.
Seasons came and changed the time
When I grew up, I called him mine
He would always laugh and say
"Remember when we used to play?"
Bang bang, I shot you down
Bang bang, you hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, I used to shoot you down.
Music played, and people sang
Just for me, the church bells rang.
Now he's gone, I don't know why
And till this day, sometimes I cry
He didn't even say goodbye
He didn't take the time to lie.
Bang bang, he shot me down
Bang bang, I hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, my baby shot me down...
evva
P.S.: I always shoot people down, I know. Não consigo evitar, está-me no sangue taurino.
quarta-feira, julho 25, 2007
O admirável "Plano Tecnológico da Educação"
Desassombradamente e de forma profissional, a jornalista soube ardilosamente desmontar a farsa – não só os alunos eram fictícios, contratados por uma agência, como tudo aquilo tresandava a show-off propagandista – e contar a história. Mas o facto da história ser mais do mesmo – propaganda barata sobre temas sérios elevados a utopias à lá Aldous Huxley – não me preocupa. O que me preocupa é eles – primeiro-ministro, ministros e responsável pelo emblemático Plano Tecnológico – acreditarem naquilo. O que me preocupa é eles acreditarem piamente que são aqueles meios – que supostamente corrigirão a mão azelha do professor que ao tentar desenhar um equilátero no quadro de ardósia lhe sai um T0 na Musgueira – que irão melhorar o ensino em Portugal. Pensar que são aqueles écrans espalhados pela sala de aula - mais o quadro mágico que desenha as figuras geométricas na perfeição, mais o programinha que indica logo quantos erraram - que irão resolver os problemas do ensino e substituir a «escola do passado» pela «escola do futuro». Pensar que a «escola do futuro» é aquilo. Um dos mais brilhantes professores que encontrei no antigo Preparatório, e em toda a minha vida, dava aulas de matemática num quadro de ardósia. Ali, na André de Resende (em Évora). Tinha uma caligrafia horrenda e um jeito para o desenho equivalente ao do Dr. House para a diplomacia. Era desajeitado e desorganizado. Odiava calculadoras. E, contudo, ensinou-me matemática como mais ninguém. E ensinou-me a gostar de matemática – mania que eu ainda hoje cultivo e aprecio. É inútil e escusado explicar isto ao Sr. Primeiro-Ministro e à Sra. Ministra da Educação. Pelo que se viu na reportagem, estúpido, até.
(via 31 da armada; sublinhados meus)
evva
terça-feira, julho 24, 2007
Banda sonora de um Verão inesquecível
[é o que dá estar submersa em trabalho com um sol maravilhoso e ameno a convidar-nos a outras paragens...]
evva
Deixa-me cá ver se eu compreendi
"Mulheres que querem fazer um aborto têm que ser atendidas em cinco dias, quando uma consulta de ginecologia pode demorar meses"
in Público, 23.07.2007, pag. 12.
Pois… Eu juro que entendo o problema, e a posição aparentemente radical do governo.
…mas ao fim de 9 meses já não vale a pena ter consulta, pois não?
andré
segunda-feira, julho 23, 2007
A não perder
*Reparem no pormenor da laranja descascada de faca e garfo. Adorável.
quinta-feira, julho 19, 2007
En Barcelona
terça-feira, julho 17, 2007
sexta-feira, julho 13, 2007
segunda-feira, julho 09, 2007
20 anos depois
Já passaram 20 anos desde que As montanhas ou esta Cidade nos encantaram. Eram Os Dias da Madredeus, uma experiência de 5 músicos, uns conhecidos outros nem por isso, que depois evoluiu para o mais popular fenómeno musical da música portuguesa contemporânea.
Acusados pelos mais conservadores de serem um meio termo (um rosé), os Madredeus foram para além do Fado com um som nostálgico e melancólico mas nem tão triste nem tão trágico. O ensemble que daí nasceu, e que entretanto se perdeu, trouxe-nos o Pastor, o Mar, as Ilhas dos Açores, o Pomar das Laranjeiras, a Cantiga do Campo, a Vaca do Fogo, e muitas outras coisas que deliciaram muita gente e deram origem uma enorme legião de fãs.
Depois do Espírito da Paz, não sei se foi o sucesso, a fixação na voz (que nunca foi o essencial) ou se foi outra coisa qualquer, que condenou o grupo à redundância e indulgência. Tornaram-se o clube dos adoradores da menina, agora senhora, e que entretanto mudou de voz, mais afinada, mais aguda, mais límpida, mais esterilizada.
Foi-se o acordeão e o violoncelo, perdeu-se a emoção e a intensidade.
Não era fado, e ainda bem. Mas o destino foi trágico. E triste.
andré
sexta-feira, julho 06, 2007
terça-feira, julho 03, 2007
segunda-feira, julho 02, 2007
sábado, junho 30, 2007
Cocorosie
Uma voz lá do sul falou-me que tinha escutado um canto novo.
Eu fiquei curioso e fui à procura…
E fiquei encantado.
Há mais no Youtube. Eu gosto bastante da versão ao vivo do By your side.
andré
sexta-feira, junho 29, 2007
A propósito de Herói, filme de Zhang Yimou

Há uns tempos atrás ficou escrito neste blog que toda a arte é inútil. E ainda bem.
Herói faz parte de uma moda recente que pretende dar aos filmes de artes marciais uma profundidade que eles nunca tiveram, nem (creio eu) ambicionaram.
O Tigre e o Dragão é talvez o único exemplo de uma revisão feliz do estilo, pois manteve-se fiel à estrutura simples deste tipo de histórias mas melhorando de sobremaneira a sua qualidade visual, acabando com o típica aspecto artesanal.
Sim. As cores e o cenário em Herói são muitas vezes belos e quase irreais. Mas são excessivos e muita das vezes supérfluos. Quem viu Segredo dos punhais voadores deve entender muito bem onde quero chegar.
Concordo. Quer a história que a narrativa são interessantes. Mas então para quê toda a parafernália à sua volta?
Depois há toda a entourage que me deixa sempre com a pulga atrás da orelha. Realizador, actor (Tony Leung) e actriz (Maggie Cheung) galardoados em Cannes, a actriz revelação (Ziyi Zhang), o compositor premiado em Hollywood (Tan Dun), Itzhak Perlman nos solos de violino, etc etc etc.
E depois há sempre o eterno problema da justificação da violência. Nos filmes de Bruce Lee a violência e o combate são o próprio contexto do filme, depois cada um faz o seu juízo sobre se gosta ou não. Mas desde que Matrix glorificou a câmara lenta e os planos imóveis, toda gente se esqueceu que o Jean Claude Van Damme já utiliza há muito a câmara lenta nos seus filmes de qualidade muito duvidosa.
E aqui reside o problema. Herói, Tigre e o dragão, Segredo dos punhais voadores e seus derivados não são mais do que versões mais requintadas e pretensiosas da mesma receita que Bruce Lee tornou famosa no ocidente. Pelo menos nessa altura não eram mais do que filmes de pancada…
Quem quiser ver um filme como deve ser, por favor não perca o Paris je t’aime, uma das mais belas homenagens ao cinema. E a Paris.
andré
domingo, junho 24, 2007
Libertango
Vou às Areias deleitar-me com um carneirinho assado e já volto para escrevinhar qualquer coisa.
evva
sábado, junho 23, 2007
Bom S. João!

Ai, ai, ai, não empurrem, ainda caímos todos ao rio
(foto Cidade Surpreendente)
São João, santo bonito,
bem bonito que Ele é, (bis)
com os seus caracóis d'ouro
e o cordeirinho ao pé. (bis)
Não há nenhum assim!
Pelo menos para mim...
Nem mesmo São José!
Santo António já se acabou
O São Pedro há-de acabar
São João, São João, S. João
Dá cá um balão para eu brincar.
Tam tam taram taram tam...
[repetir vezes sem conta, até a voz doer]
evva
Mais achas para a fogueira
Ora leiam o artigo do Robert Fisk no The Independent.
Escusado sera dizer que concordo 100 % com o que ele diz...
Joana
sexta-feira, junho 22, 2007
Bem me queria parecer…
"Instead of going to England or to another non Jewish country, many Jews decided to go to British mandate Palestine, where his majesty's government had promised them a homeland.
There was one problem however: there was already another people in Palestine who had been living there for centuries, namely, Palestinian arabs."
In World Stories: A house in Jerusalem, um podcast integrado no Documentary Archive da BBC World Service
andré
terça-feira, junho 19, 2007
ORATIO IN L. CATILINAM PRIMA
IN SENATV HABITA
I. Quo usque tandem abutere, Catilina, patientia nostra? quam diu etiam furor iste tuus nos eludet? quem ad finem sese effrenata iactabit audacia? Nihilne te nocturnum praesidium Palati, nihil urbis vigiliae, nihil timor populi, nihil concursus bonorum omnium, nihil hic munitissimus habendi senatus locus, nihil horum ora voltusque moverunt? Patere tua consilia non sentis, constrictam iam horum omnium scientia teneri coniurationem tuam non vides? Quid proxima, quid superiore nocte egeris, ubi fueris, quos convocaveris, quid consilii ceperis, quem nostrum ignorare arbitraris? O tempora, o mores!
I. Até quando, Catilina, abusarás da nossa paciência? Por quanto tempo ainda há-de zombar de nós essa tua loucura? A que extremos se há-de precipitar a tua audácia sem freio? Nem a guarda do Palatino, nem a ronda nocturna da cidade, nem os temores do povo, nem a afluência de todos os homens de bem, nem este local tão bem protegido para a reunião do Senado, nem o olhar e o aspecto destes senadores, nada disto conseguiu perturbar-te? Não sentes que os teus planos estão à vista de todos? Não vês que a tua conspiração a têm já dominada todos estes que a conhecem? Quem, de entre nós, pensas tu que ignora o que fizeste na noite passada e na precedente, em que local estiveste, a quem convocaste, que deliberações foram as tuas?
Oh tempos, oh costumes!
(tradução do padre António Joaquim)
Oh tempos, oh costumes! Uma das mais famosas frases de todos os tempos, foi pronunciada há mais de 2000 anos por Cícero, ao discursar perante o Senado de Roma e começando a destruir um tentativa de golpe de estado contra a República. Cícero confirmara os seus dotes oratórios quando sete anos antes, em 70 a.C., tinha conseguido que o corrupto governador da Sicília Caio Verres fosse impugnado mas agora, enquanto cônsul de Roma, o caso era mais grave.
A conspiração contra o Senado dirigida por Lúcio Sérgio Catilina, candidato vencido ao cargo de cônsul nas eleições de Julho de 64 a.C. assim como nas de 63, lugar-tenente de Sila durante a ditadura deste, antigo governador da província de África, amigo de Júlio César e de Crasso, os dois dirigentes do Partido Popular em Roma, tinha começado em Setembro de 63 a.C., após a realização das eleições e já tinha provocado reacções de Cícero e do Senado, mas o chefe da conspiração tinha conseguido até aí não ser incriminado.
Na noite de 6 para 7 de Novembro Catilina reuniu novamente os dirigentes da conspiração para acertar os últimos detalhes antes da nova tentativa de golpe, mas Cícero foi informado da reunião e das decisões aí tomadas e decidiu convocar o Senado para o Templo de Júpiter Estátor, no dia seguinte. Quando o chefe da conjura apareceu na reunião, Cícero ficou tão indignado que se dirigiu directamente a Catilina, acusando-o violenta e directamente, no primeiro de quatro célebres discursos - as Catilinárias -, que acabaram por convencer o incrédulo Senado da existência da conspiração e das culpas de Catilina. Mas neste primeiro discurso Cícero sabia que por lei não poderia condenar, nem mesmo mandar desterrar Catilina e por isso tentou que este saísse voluntariamente da cidade, o que de facto conseguiu. Em meados de Novembro Catilina entrou em revolta aberta e acabou por ser condenado à morte pelo Senado em princípios de Dezembro, após um discurso de Cícero - a quarta Catilinária - mas tendo recusado entregar-se foi morto em Janeiro de 62 a.C. no campo de batalha de Pistóia, o que lhe valeu um elogio de Floro: «Bela morte, assim tivesse tombado pela Pátria.»
evva
Hurt
I hurt myself today
To see if I still feel
I focus on the pain
The only thing that's real
The needle tears a hole
The old familiar sting
Try to kill it all away
But I remember everything
[Chorus:]
What have I become
My sweetest friend
Everyone I know goes away
In the end
And you could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt
I wear this crown of thorns
Upon my liar's chair
Full of broken thoughts
I cannot repair
Beneath the stains of time
The feelings disappear
You are someone else
I am still right here
[Chorus:]
What have I become
My sweetest friend
Everyone I know goes away
In the end
And you could have it all
My empire of dirt I will let you down
I will make you hurt
If I could start again
A million miles away
I would keep myself
I would find a way
Composto por Trent Reznor, este tema foi incluído no album Downward Spiral (1994) dos Nini Inch Nails. Quando Johny Cash o gravou pouco antes da sua morte, em 2002, Reznor considerou-a «a song that isn't mine anymore»:
domingo, junho 17, 2007
Quelqu' un m'a dit...
On me dit que nos vies ne valent pas grand-chose,
Elles passent en un instant comme fannent les roses,
On me dit que le temps qui glisse est un salaud,
Que de nos chagrins il s'en fait des manteaux.
Pourtant quelqu'un m'a dit que tu m'aimais encore,
C'est quelqu'un qui m'a dit que tu m'aimais encore,
Serait-ce possible alors ? (refrain)
On me dit que le destin se moque bien de nous,
Qu'il ne nous donne rien, et qu'il nous promet tout,
Paraît que le bonheur est à portée de main,
Alors on tend la main et on se retrouve fou.
Pourtant quelqu'un m'a dit...
Mais qui est-ce qui m'a dit que toujours tu m'aimais?
Je ne me souviens plus, c'était tard dans la nuit,
J'entends encore la voix, mais je ne vois plus les traits,
"Il vous aime, c'est secret, ne lui dites pas que je vous l'ai dit."
Tu vois, quelqu'un m'a dit que tu m'aimais encore,
Me l'a t'on vraiment dit que tu m'aimais encore,
Serait-ce possible alors?
On me dit que nos vies ne valent pas grand-chose,
Elles passent en un instant comme fanent les roses,
On me dit que le temps qui glisse est un salaud,
Et que de nos tristesses il s'en fait des manteaux.
Pourtant quelqu'un m'a dit...
Quando vi pela primeira vez Carla Bruni cantar não pude deixar de me recordar da Françoise Hardy dos anos sessenta e setenta, a voz quase sussurrada acompanhada apenas por uns acordes de viola, o mesmo talento de songwriter, o corte de cabelo... Comparações à parte, é a melhor banda sonora para uma manhã chuvosa de domingo.
evva
sexta-feira, junho 15, 2007
L'amitié
Beaucoup de mes amis sont venus des nuages
Avec soleil et pluie comme simples bagages
Ils ont fait la saison des amitiés sincères
La plus belle saison des quatre de la terre
Ils ont cette douceur des plus beaux paysages
Et la fidélité des oiseaux de passage
Dans leur coeur est gravée une infinie tendresse
Mais parfois dans leurs yeux se glisse la tristesse
Alors, ils viennent se chauffer chez moi
Et toi aussi tu viendras
Tu pourras repartir au fin fond des nuages
Et de nouveau sourire à bien d'autres visages
Donner autour de toi un peu de ta tendresse
Lorsqu'un un autre voudra te cacher sa tristesse
Comme l'on ne sait pas ce que la vie nous donne
Il se peut qu'à mon tour je ne sois plus personne
S'il me reste un ami qui vraiment me comprenne
J'oublierai à la fois mes larmes et mes peines
Alors, peut-être je viendrai chez toi
Chauffer mon coeur à ton bois
Françoise Hardy (1965)
Letra: Jean-Max Rivière
Música: Gérard Bourgeois
evva
quarta-feira, junho 13, 2007
terça-feira, junho 12, 2007
segunda-feira, junho 11, 2007
domingo, junho 10, 2007
Trilogia musical para um fim de tarde
Por volta das sete-e-meia, ainda pouco habituado ao sol a brilhar por estas bandas, saiu-me isto dos headphones
Há dias com sorte
andré
Comme une image
La beauté est comme un diamant qu'on ne veut jamais poli
Et qui reste toujours à l'intérieur.
andré
Portugal, remorso de todos nós
Portugal
Ó Portugal, se fosses só três sílabas,
linda vista para o mar,
Minho verde, Algarve de cal,
jerico rapando o espinhaço da terra,
surdo e miudinho,
moinho a braços com um vento
testarudo, mas embolado e, afinal, amigo,
se fosses só o sal, o sol, o sul,
o ladino pardal,
o manso boi coloquial,
a rechinante sardinha,
a desancada varina,
o plumitivo ladrilhado de lindos adjectivos,
a muda queixa amendoada
duns olhos pestanítidos,
se fosses só a cegarrega do estio, dos estilos,
o ferrugento cão asmático das praias,
o grilo engaiolado, a grila no lábio,
o calendário na parede, o emblema na lapela,
ó Portugal, se fosses só três sílabas
de plástico, que era mais barato!
*
Doceiras de Amarante, barristas de Barcelos,
rendeiras de Viana, toureiros da Golegã,
não há "papo-de-anjo" que seja o meu derriço,
galo que cante a cores na minha prateleira,
alvura arrendada para ó meu devaneio,
bandarilha que possa enfeitar-me o cachaço.
Portugal: questão que eu tenho comigo mesmo,
golpe até ao osso, fome sem entretém,
perdigueiro marrado e sem narizes, sem perdizes,
rocim engraxado,
feira cabisbaixa,
meu remorso,
meu remorso de todos nós...
Alexandre O'Neill. Poesias Completas (1951/1986), INCM.
[evva]
sábado, junho 09, 2007
Song to the moon
Esqueçam o vídeo. Ouçam a voz.
evva
Domingo, 10 de Junho: Há quem lhe chame a 'diva pop'. De facto, o vídeo chiclete-deita-fora-sem-demora faz pensar o pior, mas, excentricidades à parte, esta é a melhor interpretação da ária da Rusalka, de Dvorak, que ouvi desde a Lúcia Popp, que é quem a interpreta na gravação que tenho cá em casa e que também podem ouvir aqui.
Rusalka foi a penúltima das óperas compostas por Dvorak. O enredo tem como protagonista uma ninfa das águas que se apaixona por um príncipe humano e que pede a uma feiticeira uma poção que lhe permita tornar-se humana e poder amá-lo. Em troca, deverá permanecer muda e o príncipe sempre fiel. A quebra de qualquer uma destas condições poderá provocar a morte de ambos.
Após consultar o pai sobre o desejo de se tornar humana e desposar o príncipe, a ninfa dirige-se à lua:
sexta-feira, junho 08, 2007
Neste excerto do filme Farinelli, voce regina (1994), de Gerard Corbiau, a voz de Lascia ch'io pianga é uma mistura digital de dois registos gravados separadamente e interpretados pelo contratenor Derek Ragin e pela soprano Ewa Godlewskada (os agudos mais altos são dela), para se conseguir atingir uma tessitura de três oitavas, mas continuo a preferi-la no lirismo da voz de um contratenor.
Farinelli (1705-1782), o mais célebre dos castrati, conseguia produzir 250 notas com uma só respiração e sustentar uma nota durante mais de um minuto.
O grande defeito destas gravações: alguém consegue ouvir o som do cravo? Imperdoável.
evva
O Rinaldo de Händel (1711) não sai do leitor de cd há dois meses. O libreto de Giacomo Rossi foi adaptado de um esboço de Aaron Hill do poema épico La Gerusalemme Liberata, de Torquato Tasso, sobre a Primeira Cruzada. Aqui numa interpretação do contratenor Philippe Jaroussky.
Lascia ch'io pianga
Mia cruda sorte
E che sospiri
La liberta!
Il duolo infranga
Queste ritorte
De' miei martiri
Sol per pieta.
evva
quarta-feira, junho 06, 2007
terça-feira, junho 05, 2007
O amigo do público
clique para aumentar



Fonte constante de momentos hilariantes e uma das poucas fontes externas de noticias que faz sentido neste jornal.
andré
domingo, junho 03, 2007
Post com dedicatória
Hope there's someone
Antony and the Johnsons ao vivo em Malmo, Suécia (2005).
Falta muito para as férias?
evva
sábado, junho 02, 2007
You Tube Addicted
Jacqueline tocará com o stradivarius que lhe foi oferecido por um anónimo, em 1964?
Du Pré nasceu em 1945 mas teve de abandonar a carreira de concertista aos 27 anos, quando lhe foi diagnosticada esclerose múltipla. Faleceu na década de oitenta.
Foi uma intérprete prodígio (ganhou o prémio Guilhermina Suggia com apenas 10 anos) e estudou esporadicamente com Pablo Casals, o recentemente falecido Mstislav Rostropovich e Paul Tortelier. Rostropovich terá dito um dia, quando um jornalista lhe perguntou por que não gravara ainda este concerto de Elgar: «Para quê, se Jackie já o gravou?».
Para ouvir o segundo e terceiro andamentos, clicar aqui.
evva
sexta-feira, junho 01, 2007
Paris
je t'aimerais pour toujours*.
evva
*Do filme Paris, Je t'aime, a curta-metragem 14e Arrondissement, a minha preferida, realizada por Alexander Payne e protagonizada por Margo Martindale.
quinta-feira, maio 31, 2007
Fins de tarde na Foz
No, he's not black...
he's like a summer breeze.
E é para já, enquanto não enjoar, a minha música de Verão. Para ouvir com os pés a chapinhar na água e a acompanhar um gin fizz.
evva
Arte
The artist is the creator of beautiful things.
To reveal art and conceal the artist is art's aim.
The critic is he who can translate into another manner or a new material his impression of beautiful things.
The highest, as the lowest, form of criticism is a mode of autobiography.
Those who find ugly meanings in beautiful things are corrupt without being charming. This is a fault.
Those who find beautiful meanings in beautiful things are the cultivated. For these there is hope.
They are the elect to whom beautiful things mean only Beauty.
There is no such thing as a moral or an immoral book. Books are well written, or badly written. That is all.
The nineteenth century dislike of Realism is the rage of Caliban seeing his own face in a glass.
The nineteenth century dislike of Romanticism is the rage of Caliban not seeing his own face in a glass.
The moral life of man forms part of the subject-matter of the artist, but the morality of art consists in the perfect use of an imperfect medium.
No artist desires to prove anything. Even things that are true can be proved.
No artist has ethical sympathies. An ethical sympathy in an artist is an unpardonable mannerism of style.
No artist is ever morbid. The artist can express everything.
Thought and language are to the artist instruments of an art.
Vice and virtue are to the artist materials for an art.
From the point of view of form, the type of all the arts is the art of the musician. From the point of view of feeling, the actor's craft is the type.
All art is at once surface and symbol.
Those who go beneath the surface do so at their peril.
Those who read the symbol do so at their peril.
It is the spectator, and not life, that art really mirrors.
Diversity of opinion about a work of art shows that the work is new, complex, and vital.
When critics disagree, the artist is in accord with himself.
We can forgive a man for making a useful thing as long as he does not admire it. The only excuse for making a useless thing is that one admires it intensely.
All art is quite useless.
Oscar Wilde, prefácio de O retrato de Dorian Gray
andré
quarta-feira, maio 30, 2007
Inglaterra
O verde permanente da paisagem
As mulheres a fazerem o mesmo que os homens
Um travesti crítico de arte num programa da BBC
A BBC radio: world service, radio 3 & 4, o late junction
A telenovela "Coronation Street" que é emitida desde 1960, e a sua concorrente "Eastenders", que começou em 1985
Os comboios que cobrem quase todos os cantos do país
O tempo, que muda constantemente, e que serve como tema constante de conversa
As pessoas a permanecer ordenadamente e em silêncio na fila mesmo quando um estrangeiro passa à frente
A ordem e a contenção como forma de vida
As bebedeiras de sexta e sábado à noite
Os pubs e as cervejas artesanais
As raparigas na rua de mini saia e blusa de alças com 10ºC ou com chuva
A gastronomia do mundo em cada canto, e a inglesa, distante e quase ausente
O sentido crítico apurado, e não o lamento ou o queixume
A pressão para ser sempre objectivo
A angústia do tempo perdido
O sentimento de ilha: a defesa da tradição e da liberdade só é conseguida se nos mantivermos sós
andré
quarta-feira, maio 23, 2007
This charming man
festejou ontem 48 primaveras. Mas ainda está aí para as curvas.
Punctured bicycle
On a hillside desolate
Will nature make a man of me yet ?
When in this charming car
This charming man
Why pamper life's complexity
When the leather runs smooth
On the passenger seat?
I would go out tonight
But I haven't got a stitch to wear
This man said ">
That someone so handsome should care"
Ah ! A jumped-up pantry boy
Who never knew his place
He said "return the ring"
He knows so much about these things
He knows so much about these things
I would go out tonight
But I haven't got a stitch to wear
This man said "it's gruesome
That someone so handsome should care"
La, la-la, la-la, la-la, this charming man ...
Oh, la-la, la-la, la-la, this charming man ...
Ah! A jumped-up pantry boy
Who never knew his place
He said "return the ring"
He knows so much about these things
He knows so much about these things
He knows so much about these things
Música: Johnny Marr
Letras. Morrissey
evva
terça-feira, maio 22, 2007
Receita para um final de dia
Depois de uma manhã passada num seminário interessante
(se só tiver um seminário chato ou assim assim, use na mesma)
Depois de uma tarde passada a limpar o quarto e a passar a ferro
(se quiser usar outra coisa, que seja algo difícil mas que tenha sido foi realizado)
Vá ao supermercado mais próximo e compre o necessário para fazer chili com carne
(também resulta com esparguete à bolonhesa ou arroz no forno)
Traga também cerveja q.b. ou uma boa garrafa de vinho
(não. água não serve. e muito menos coca cola)
Cozinhe ao som dos Divine Comedy
(ou dos Smiths, Beatles, Zero Seven, ou algo britânico mas com alento)
Comer a dançar ao som do Chango Spasiuk
(ou do Astor Piazzola, ou de algo intenso e quente)
Digerir com um passeio com destino ao pôr do sol e, se possível, devidamente bem acompanhado
(creio que em Portugal é mais fácil arranjar companhia sem combinar com antecedência. aqui é um pouco dificil)
Deixe o tempo passar e fique a pasmar até ficar com frio ou sem luz.
Quando regressar a casa, abra a sua boa garrafa de whisky, aguardente ou vinho do Porto.
Misture tudo com muito cuidado e intensidade.
Bom apetite.
andré
segunda-feira, maio 21, 2007
I lost myself on a cool damp night
Gave myself in that misty light
Was hypnotized by a strange delight
Under a lilac tree
I made wine from the lilac tree
Put my heart in its recipe
It makes me see what I want to see...
And be what I want to be
When I think more than I want to think
Do things I never should do
I drink much more that I ought to drink
Because it brings me back you...
Lilac wine is sweet and heady, like my love
Lilac wine, I feel unsteady, like my love
Listen to me... I cannot see clearly
Isn't that she coming to me nearly here?
Lilac wine is sweet and heady where's my love?
Lilac wine, I feel unsteady, where's my love?
Listen to me, why is everything so hazy?
Isn't that she, or am I just going crazy, dear?
Lilac Wine, I feel unready for my love...
andré
Antológico
via Pequeno-Irmão, que por sua vez o foi buscar àquele blogue que acaba se o Liverpool ganhar a Champions.
evva
domingo, maio 20, 2007
sábado, maio 19, 2007
Melómano que é melómano
sexta-feira, maio 18, 2007
IAN CURTIS
Foi há 27 anos...
e acreditem ou não por aqui passou praticamente toda a boa música que se fez nas últimas três décadas.
evva
quarta-feira, maio 16, 2007
Em Londres
(nos headphones a Björk canta All is full of love)
Do último andar do prédio onde toda a gente se despediu vê-se parte da zona sul de Londres mas o horizonte aponta para norte. É uma cidade feia vista dali. Caótica, cinzenta. Nem o London Eye alivia o cenário.
O metro é um dos sítios mais solitários que eu conheço. Cheio de gente entalada mas que quase nunca se olha. O iPod é mais do que um sucesso comercial, faz parte do estilo de vida. O livro de bolso também. Ou o jornal gratuito que estiver à mão. Hoje a notícia do dia tem a ver com o Mourinho e o seu cão. Interessante…
(entretanto o David Fonseca canta How come you mean so much to me e depois os Hot Chip acrescentam All the people I love are here).
Há pessoas de vários credos, idade e país. Todos a tentar entrar à bruta na carruagem. Desisto de pensar como será viver aquilo todos os dias.
A estação está inundada de cartazes. O Lord of the Rings transformado em musical, o novo “superb album” da Amerie, com os êxitos “1 thing” e “Be strong” ou “Strong man”, enfim…
E muita, muita publicidade.
(passei à frente os Dead can Dance e os Red House Painters. Agora não me apetece. Mas Badly Drawn Boy parece-me bem)
Sabem que faltam 182 dias para o final das obras em St. Pancras? Eu não. Mas se no placard electrónico estivessem a passar os dias desde que a reconstrução começou, era capaz de não haver espaço para números…
E pronto. Estou no sítio onde comecei, à espera do regresso a Sheffield, onde a calma, os amigos e o conforto da casa ajudam a aliviar o sentimento de despedida. É sempre assim quando parto. É por causa da distância que se percorre. E da sensação de não saber quando se volta.
É claro que se isto se tivesse passado no Porto, eu teria ficado um pouco mais contente…
(entretanto cantaram o Tom Waits com a Crystal Gayle, as Dubstar, os Snow Patrol, o Anthony and the Johnsons, as Três Tristes Tigres e agora que termino, canta a Cat Power. É assim, cada um tenta despistar a solidão à sua maneira).
terça-feira, maio 15, 2007
O lugar onde fomos felizes

Deanie Loomis, uma vez mais. Horas de sono trocadas devido a uma pequena gripe. Um filme na madrugada da Rtp 1 e hoje, entre tudo e todos, Deanie Loomis avança e avança e regressa.
ESPLENDOR NA RELVA
Eu sei que Deanie Loomis não existe
mas entre as mais essa mulher caminha
e a sua evolução segue uma linha
que à imaginação pura resiste
A vida passa e em passar consiste
e embora eu não tenha a que tinha
ao começar há pouco esta minha
evocação de Deanie quem desiste
na flor que dentro em breve há-de murchar?
(e aquele que no auge a não olhar
que saiba que passou e que jamais
lhe será dado a ver o que ela era)
Mas em Deanie prossegue a primavera
e vejo que caminha entre as mais
Ruy Belo, O Bosque Sagrado
(colectânea de poemas sobre cinema)
evva
segunda-feira, maio 14, 2007
Gatos…
Ainda não me habituei totalmente a eles.
Por vezes fico embaraçado com aquilo que mostram. A última rúbrica Tesouros Deprimentes é tão fantástica como constrangedora.
Desde os tempos em que o Herman José ainda fazia humor que não me ria tanto da figura triste dos outros. E da minha, ao rir-me disso.
Aquilo que mais admiro no quarteto fantástico é a desfaçatez e o desafio permanente que colocam áquilo que fazem.
O país parece para já rendido a eles. Não sei por quanto tempo mais. Mas enquanto durar vamo-nos rindo à gargalhada. Uns dos outros.
Faz muito bem.
andré
Imperdoável, George
You are far,
When I could have been your star,
You listened to people,
Who scared you to death, and from my heart,
Strange that you were strong enough,
To even make a start,
But youll never find
Peace of mind,
Til you listen to your heart,
People,
You can never change the way they feel,
Better let them do just what they will,
For they will,
If you let them,
Steal your heart from you,
People,
Will always make a lover feel a fool,
But you knew I loved you,
We could have shown them all,
We should have seen love through,
Fooled me with the tears in your eyes,
Covered me with kisses and lies,
So goodbye,
But please dont take my heart,
You are far,
I'm never gonna be your star,
I'll pick up the pieces
And mend my heart,
Maybe I'll be strong enough,
I dont know where to start,
But I'll never find
Peace of mind,
While I listen to my heart,
People,
You can never change the way they feel,
Better let them do just what they will,
For they will,
If you let them,
Steal your heart,
And people,
Will always make a lover feel a fool,
But you knew I loved you,
We could have shown them all,
But remember this,
Every other kiss,
That you ever give
Long as we both live
When you need the hand of another man,
One you really can surrender with,
I will wait for you,
Like I always do,
Theres something there,
That can't compare with any other,
You are far,
When I could have been your star,
You listened to people,
Who scared you to death,
and from my heart,
Strange that I was wrong enough,
To think youd love me too.
I guess you were kissing a fool,
You must have been kissing a fool.
... para não falar de Wake me up e de A Different Corner (no top ten da banda sonora da minha adolescência), ou as versões únicas de Roxanne ou Desafinado. Não se faz, George!
evva
sexta-feira, maio 11, 2007
segunda-feira, maio 07, 2007
domingo, maio 06, 2007
Memórias de um emigrante

A minha tia disse-me um dia que a diferença entre os ingleses e os portugueses era que os primeiros iam e ficavam, e os segundos iam mas pensavam sempre no dia do regresso. Eu ainda me sinto muito preso a casa, ou pelo menos insisto em alguns hábitos para me sentir perto. Felizmente, ou talvez não, hoje podemos trazer conosco muito daquilo com que vivemos no sítio onde estávamos.
Continuo a ler o único jornal que creio valer a pena ler. É o Público. É português. E vem em versão PDF, a condizer com o nosso tempo. Não tenho paciência para o excesso de opinião dos jornais ingleses, nem dessa mania que já chegou a Espanha, da "orientação editorial", como se o dever de um jornalista não fosse o de tentar ser isento (ainda que por vezes não o consiga).
Mantenho-me ouvinte fiel do "Pessoal e Transmissível" e da "Semana Passada", embora tenha deixado, bem antes de partir, de ouvir a TSF, que passou a ser a RFM das notícias, uma verdadeira amálgama que nem mesmo os seus donos devem saber bem o que é. Ouço também o "Expresso da Meia Noite", da SIC Notícias, em formato áudio. Faz sempre bem ouvir a voz do poder, de vez em quando.
Um dos momentos gloriosos da semana foi saber que podia ver, como é possível constatar pela fotografia, o documentário "Portugal, um retrato social". Tenho gostado muito, mesmo muito de ver. Depois da estupidez do concurso Salazar vs Cunhal, sabe bem ainda haver espaço para fazer televisão a sério, com causas e com qualidade.
O dia-a-dia, esse é estrangeiro por completo. O trabalho é profundamente inglês, o convívio pode ser brasileiro, chinês, malaio, alemão, ou o que mais vier no caminho.
É um novo mundo, uma vida muito, muito diferente.
Mas foi a que eu escolhi.
andré
sexta-feira, maio 04, 2007
Portuguese fragments for intimacy
1) Porto in the first moments of the sunrise. The first rays of light are graciously caressing the way of the soothsayer to Sao Bento: Palacio do Cristal, Cordoaria, Praca de Republica and Batalha. I knew these streets since eternity; I came here to visit in every previous life. I live in Porto and Porto lives in me. We are both familiar to each other like restless seagulls. The Douro takes the Light to the Atlantic under the careful gaze of Raul Brandao. And there the river meets the ocean. Indifferently and since ever.
2) The smell of the Portuguese coffee is plainly strong. The smell of that unique and forgotten café on the way to Foz was way too strong. The air carrying the salty droplets of sea water kept spraying my face and that of Raul Brandao. He stood there staunchly guarding the Lighthouse. And I was compelled to return to the land of the pale sun.
Porto ’s trilogy often visits me in the land of the cold. A mighty Light spelled with the breaking of dawn, a crushing smell of burning stones and a helplessly intense coffee- all these look as real as a guided tour in the Serralves orchestrated by Elsa on a Saturday afternoon.
3) My heart is still flying above Lisbon : Blessed be this stranger, plowing right now the streets of Lisbon and deliciously steeling a first look into a small book of verse by Alvaro do Campos .
Michel Kabalan, Leipzig (April 2007)
terça-feira, maio 01, 2007
300
segunda-feira, abril 30, 2007
quinta-feira, abril 26, 2007
As cartas de Iwo Jima
quarta-feira, abril 25, 2007
domingo, abril 22, 2007
Frase do mês!
"Só quando uma mulher absolutamente incompetente chegar ao topo é que haverá verdadeira igualdade."
in P2 de domingo, no artigo "Madame la…" de Teresa de Sousa
andré
segunda-feira, abril 16, 2007
quinta-feira, abril 12, 2007
terça-feira, abril 03, 2007
All'alba vincerò?
[Il principe ignoto]
Nessun dorma! Nessun dorma! Tu pure, o Principessa,
nella tua fredda stanza
guardi le stelle
che tremano d'amore e di speranza...
Ma il mio mistero è chiuso in me,
il nome mio nessun saprà!
No, no, sulla tua bocca lo dirò,
quando la luce splenderà!
Ed il mio bacio scioglierà il silenzio
che ti fa mia.
[Voci di donne]
Il nome suo nessun saprà...
E noi dovrem, ahimè, morir, morir!
[Il principe ignoto]
Dilegua, o notte! Tramontate, stelle!
Tramontate, stelle! All'alba vincerò!
Vincerò! Vincerò!
[evva]
segunda-feira, abril 02, 2007
E lucevan le stelle
E lucevan le stelle,
e olezzava la terra
stridea l'uscio dell'orto,
e un passo sfiorava l'arena.
Entrava ella, fragrante,
mi cadea fra le braccia.
Oh! dolci baci,
o languide carezze,
mentr'io fremente le belle forme discogliea dai veli!
Svani per sempre il sogno mio d'amore...
L'ora e fuggita e muoio disperato!
E non ho amato mai tanto la vita!
evva


























