terça-feira, novembro 13, 2007

Daily match

(clique no título para ouvir um extrato da música)



You go up
And I go down
There is no left
No right



I go up
And you go down
There is no right
No wrong



Cause everyday
Is everyday
The same
The same
The same



Cause everyday we do the same
Again
Again
Again


Lali Puna
Daily match, do EP Micronomic


andré

domingo, novembro 04, 2007

Dias frios

As Maçãs, Abel Manta

Brrr!... Tragam-me uma manta quente e maçãs assadas com canela.



evva

sábado, novembro 03, 2007

A Outra Margem


Muit 'nito.
Personagens fortes e bem construídas, dos protagonistas aos secundários, sem excepção.
Vão ver.


evva

quinta-feira, novembro 01, 2007

Rodrigo Leão



Esta é uma das músicas do mais recente álbum de Rodrigo Leão, a banda sonora do documentário televisivo 'Portugal, Retrato Social', que passou este ano na RTP. Foi sem dúvida uma combinação feliz entre realização, investigação e composição musical.

Eu gosto muito da música do Rodrigo Leão. Não porque é de excelente qualidade, não porque a acho inovadora, mas porque me soa bem, porque a acho bonita.
Agrada-me sentir que ele a faz por prazer, porque gosta, não porque quer provar alguma coisa, não porque está preocupado em seguir um estilo ou outro.

Pelo que ouço, parece gostar de música erudita e da música de cabaret (ou música ligeira, chamem-lhe o que quiserem), e, em ambos os casos, parece gostar sobretudo da voz.
Mas em algumas peças instrumentais a melancolia, also similar à que podemos encontrar nos Madredeus, invade tudo o resto. Como o mar. É linda, muito linda mesmo.

Enquanto escrevo, ouço 'Os Poetas - Entre nós e as palavras', obra em que participa com os companheiros do costume, Gabriel Gomes e Fraancisco Ribeiro, e que para mim é talvez a obra mais conseguida. Combinação perfeita entre música e poesia. A entoação forte e sóbria da voz de Herberto Helder em 'Minha cabeça estremece' e a voz frágil e incisiva de Mário Cesariny em 'Queria de ti um país…' transmitem momentos de absoluto delírio, igual ao das palavras que se ouvem.

Agora só me resta esperar até ouvir o novo álbum. Entretanto, vou continuando a rever o documentário, em que tudo é português. É como regressar a casa…


andré







Para todos/as que queiram ver ou rever os 7 episódios do documentário de António Barreto, realizado por Joana Pontes, e com música de Rodrigo Leão, aqui fica o link:

http://www.rtp.pt/wportal/sites/tv/portugal_retrato/index.shtm


andré

quarta-feira, outubro 24, 2007

Outono em Sheffield







As fotos não são minhas mas são aquilo que eu vejo todos os dias.

andré

terça-feira, outubro 23, 2007

Isto ainda vai demorar algum tempo a entender…

P. A palavra autoridade [nas relações familiares] tem para si uma carga positiva ou negativa?
R. Eu creio que em Portugal e em Espanha, onde vivemos ditaduras, a palavra autoridade está mal interpretada. Entende-se como fascismo ou ditadura. A autoridade é necessária. É necessária sobre nós mesmos: o auto-governo, a disciplina. Mas também faz falta no lar, na rua, na escola. E é fundamental o respeito. A uma mulher grávida, a uma pessoa mais velha, ás plantas, aos objectos dos outros.

Extrato da entrevista Pessoal e Transmissível de Carlos Vaz Marques na TSF, com Javier Urra, um psicólogo espanhol, a propósito do livro deste intitulado "O pequeno ditador".

sexta-feira, outubro 19, 2007

Sem rumo…

António VariaçõesErva Daninha Alastrar
do álbum Dar e Receber
(Para ouvir um extrato da música, clique no icon play E NÃO no nome da música)

Só eu sei,
Só eu sei que sou terra,
Terra agrestre por lavrar,
Silvestre monte maninho,
Amora, fruto sem tratar.

Só eu sei que sou pedra,
Sou pedra dura de talhar,
Sou pedrada em aro,
Calhaus em forma de encastrar.

A cotação é o quiserem dar,
Não tenho jeito pra regatear,
Também não sei se a quero aumentar.

Porque eu não sei se me quero polir,
Também não sei se me quero limar,
Também não sei se quero fugir deste animal
Que ando a procurar.

Só eu sei que sou erva,
Erva daninha alastrar,
Joio trovisco, ameaça
Das ervas doces de enjoar.

Só eu sei que sou barro,
Dificil de se moldar,
Argila com cimento e cérebro,
Nem qualquer sabe trabalhar.

Em moldes feitos não me sei criar,
Em formas feitas podem-se quebrar,
Também não sei se me quero formar

Porque eu não se me quero polir,
Também não sei se me quero limar,
Também não se quero fugir deste animal
Que ando a procurar."


andré

quarta-feira, outubro 17, 2007

Descoberta tardia…



Estas eram as The Organ, um grupo que viveu entre 2001 e 2006. Para a história fica um álbum e alguns EPs. É pena! Tinham um som bem porreiro!

andré

terça-feira, outubro 16, 2007

Mais Radiohead



In the deepest ocean
The bottom of the sea
Your eyes
They turn me
Why should I stay here?
Why should I stay?

I'd be crazy not to follow
Follow where you lead
Your eyes
They turn me

Turn me on to phantoms
I follow to the edge of the earth
And fall off
Everybody leaves
If they get the chance

And this is my chance

I get eaten by the worms
Weird fishes
Picked over by the worms
Weird fishes
Weird fishes
Weird fishes

I'll hit the bottom
Hit the bottom and escape
Escape

I'll hit the bottom
Hit the bottom and escape
Escape

Weird Fishes/Arpeggi (ainda antes do lançamento de In Rainbows)

andré

Sem rumo…



Everything is open
Nothing is set in stone
Rivers turn to ocean
Oceans tide you home
Home is where your heart is
But your heart had to roam
Drifting over bridges
Never to return
Watching bridges burn
Youre driftwood floating underwater
Breaking into pieces pieces pieces
Just driftwood hollow and of no use
Waterfalls will find you bind you grind you
Nobody is an island
Everyone has to go
Pillars turn to butter
Butterflying low
Low is where your heart is
But your heart has to grow
Drifting under bridges
Never with the flow
And you really didnt think it would happen
But it really is the end of the line
So Im sorry that you turned to driftwood
But youve been drifting for a long long time
Everywhere theres trouble
Nowheres safe to go
Pushes turn to shovels
Shovelling the snow
Frozen you have chosen
The path you wish to go
Drifting now forever
And forever more
Until you reach your shore
Youre driftwood floating underwater
Breaking into pieces p ieces pieces
Just driftwood hollow and of no use
Waterfalls will find you bind you grind you
And you really didnt think it would happen
But it really is the end of the line
So Im sorry that you turned to driftwood
But youve been drifting for a long long time
Youve been drifting for a long long time
Youve been drifting for a long long
Drifting for a long long time


andré

segunda-feira, outubro 15, 2007

Pronto…

… não há nada a fazer… começou mais um ano do Gato Fedorento…





andré

Caramba…





… os Radiohead editaram um novo álbum! Agora não consigo fazer mais nada senão ouvi-lo. O pessoal no escritório não compreende porquê…
…insensíveis…


andré

sábado, outubro 13, 2007

Soneto dos 45 anos

por Fernando Pinto do Amaral. Mas que retrata com fidelidade os meus 35:

Que soubeste fazer da tua vida
depois de tantos anos à procura
do que chamavas terra prometida
no meio da floresta mais escura?

Por que deste consolo a essa ferida
que ainda continua a arder sem cura
se do teu coração não há saída
e o tempo te devora em lenta usura?

O que te ensina hoje cada dia
se já pouco te dói como doía
e tudo se transforma em quase nada?

Apenas o amor, que será só
memória de quem és, do pó ao pó
- cinza talvez, mas cinza apaixonada.

A Luz da Madrugada, Dom Quixote.

Tudo isto é fado, nada disto é cinema

Carlos Saura com Caetano Veloso
nas gravações de Fados
(foto EFE)

O cinema não passa por aqui. Nem sequer sob a forma de documentário. Parece mais um longo teledisco onde desfilam as escolhas do autor (ou de Carlos do Carmo, o consultor português?). Se bem que pareça pretender contar a história do fado (apesar de Carlos Saura o negar), não acredito que um espectador menos familiarizado com ela consiga compreender o alcance das muitas referências que o filme exibe, da música africana à brasileira, mas onde a ausência do tango, filiação estudada por Rui Vieira Nery (referido na ficha técnica!), é incompreensível.


Neste video clip pseudo-biográfico, Amália é pouco mais do que uma nota de rodapé, mas Carlos do Carmo, of course, e Marisa omnipresentes. Não me queixo do Camané, por razões óbvias, apesar de Saura filmar o seu lado menos fotogénico e por isso mais autêntico (também gostei das rugas de Caetano Veloso a assassinar Estranha Forma de Vida e de Chico Burque), mas que dizer do esquecimento de Maria Teresa de Noronha, Mísia ou Kátia Guerreiro? Não pretendia este filme(?) encerrar a trilogia de Saura sobre «três formas de expressão musical urbanas do século XX»? E o fado de Coimbra não é urbano?

De qualquer forma, para quem venera o fado como eu, há actuações inesquecíveis: Cuca Roseta com a melhor interpretação de SEMPRE de Rua do Capelão, ou Novo Fado da Severa (quem perceber mais disto do que eu, por favor elucide o título exacto da composição escrita pelo injustiçado Júlio Dantas*) e Lilla Downs a não envergonhar Lucília do Carmo na Travessa da Palha. Mas tudo isto não deixa de ser uma estranha forma de cinema.

evva

* Ainda está por escrever a enorme contribuição deste homem para a cultura portuguesa. Voltarei a ele um dia destes.

sexta-feira, outubro 05, 2007

Dia do professor

Aos colegas que hoje se manifestaram contra os tempos que correm (para trás).
Muito especialmente aos do ensino superior que, sem protecção no desemprego, estão tão fora deste tempo.


“En efecto, de no ser religiosos o no tener medios profesionales de fortuna, la situación de los profesores de humanidades era sencillamente angustiosa. Los documentos de Alcalá del siglo XVI nos hablan de las peticiones de ayuda económica del maestro Ibarra en 1572; los de Salamanca, de la súplica de ayuda en 1561 del bachiller Martín de Munguía “ora por vía de limosna, ora por vía de aumento de su cátedra”, porque era pobre y había servido a la universidad dando una clase de griego por 6000 maravedíes al año; y del préstamo de 100 reales de plata que le hizo el rector al catedrático de dicha materia, el maestro Gaspar de León, en 1591. La prosa burocrática de los documentos del siglo XVII refleja patéticamente en su estilo formulario las estrecheces económicas del profesorado. En Alcalá piden anticipos Sebastián de Lirio en 1605 y Fernando Caupena en 1614. [...]
Los documentos más desgarradores, sin embargo, son las peticiones de socorro de las viudas de los profesores salmantinos.”

Luis Gil Hernández (1997): Panorama Social del Humanismo Español (1500-1800), Madrid, Tecnos, p. 392.


Sónia

quinta-feira, outubro 04, 2007

Esta semana…





Esta semana, no meio de uma pilha de raiva que vinha acumulando desde a semana anterior, dei-me de frente com dois filmes sobre pais. O primeiro, já antigo, é o Interiors do Woody Allen. O outro, de 2006, é Dinamarquês, realizado por Susanne Bier, e chama-se Before the Wedding.
No primeiro é a figura da mãe, que como disse Herberto Helder “mexe aqui e ali” e é como um “poço de petróleo” na cabeça das filhas perturbadas pela insuportabilidade da sua presença. No segundo, é um pai que planeia em segredo a vida que quer para a sua família após a sua morte prematura. Dois filmes tocantes e de um poder emocional tremendo.
Puxa! Como é que a tristeza pode ser tão bela?!…


andré


…mas se calhar fui só eu e a minha irritação que os viram assim.

terça-feira, setembro 11, 2007

Bloggers de todo o mundo, uni-vos

Para quem não teve a oportunidade de disfrutar da Festa do Avante como teria gostado, porque ficou a trabalhar por cá ou porque foi trabalhar para lá, aqui fica uma hiperligação para saltar ao som da Carvalhesa:

http://www.youtube.com/watch?v=3ILYx0qewm0

Sónia

Hóquei no campo

Eurohockey Nations Challenge II Men
Predanovci, Eslovénia








andré

quinta-feira, setembro 06, 2007

O futuro fica lá à frente?

Nesta altura em que o ano lectivo reabre em muitas escolas, noutras é época de fecho. Queria sublinhá-lo recordando as notícias que, há algum tempo atrás, saíram a público sobre o fecho da EB2,3 Padre Agostinho Caldas Afonso, em Pias (Monção).
O encerramento da Escola em si não singulariza a notícia entre - infelizmente – muitas outras notícias do fecho de – infelizmente – muitas outras escolas pelo país fora. O que me faz trazer aqui esta situação em particular é o que a respeito da escola de Pias li em devido tempo no editorial da revista do meu sindicato (SPN informação, n.º17, Julho de 2007). O que torna esta situação especial é que esta mesma escola que o Ministério da Educação se propôs encerrar recebeu um prémio internacional de qualidade educativa atribuído pelo Conselho Ibero-americano em Honra da Qualidade Educativa. Passo a transcrever uma passagem do que li: “a única dúvida que persiste é saber se haverá representantes da EB2,3 de Pias na cerimónia de entrega do galardão atribuído, que vai ter lugar no Panamá, nos dias 13 e 14 de Setembro. Se essa presença se confirmar, será curioso saber a reacção das instituições oficiais promotoras do prémio, como Ministérios da Educação de países sul-americanos e a UNESCO, que vão entregar um prémio – anunciado como 'o mais importante reconhecimento outorgado a distintos e prestigiados profissionais e instituições líderes da educação ibero-americana, que promovem os valores éticos nas respectivas especialidades' - a uma escola que já não é, em nome da racionalidade.”
Mas não só em nome da racionalidade se diz fechar a escola: fala-se também em modernidade; fala-se em transferir docentes e discentes para instituições mais modernas e mais eficazes. Acontece que, em alguns desses casos, não se está a mudar para melhores escolas, mas sim para escolas tão boas, tão más ou piores que as de origem. Em alguns desses casos, os alunos têm que que percorrer maiores distâncias e por caminhos menos seguros que anteriormente. É verdade que, noutros tempos, as crianças – e bem pequenas – percorriam descampados e matos para ir à escola ou mesmo para trabalhar. Mas não são estes “tempos modernos”? Provalmente sim, mas à semelhança dos que Chaplin retrata no seu fabuloso filme.
Preferia ter-me “estreado” no blog com um tom menos amargo. Preferia ter falado de música ou de outras coisas de que gosto, mas, enfim, sou professora e não perdi a capacidade de indignação – algo para que sim se deveriam definir serviços mínimos...

Sónia