segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Há coisas que não queremos esquecer



A propósito de mais um final cut de Blade Runner

andré

Splish-dash!


Para as amigas do Sul enfrentarem a intempérie. Nós por cá estamos bem, obrigada. Céu cinzento mas não chove. Toca a chapinhar! Depois enviem as fotos.


evva

Desabafos

«Exma. Senhora Ministra da Educação


Um dia destes colocaram, no placar da Sala dos Professores, uma lista dos
nossos nomes com a nova posição na Carreira Docente.

Fiquei a saber, Sr.ª Ministra, que para além de um novo escalão que
inventou, sou, ao final de quinze anos de serviço, PROFESSORA.

Sim, a minha nova categoria, professora!

Que Querida! Obrigada!

E o que é que fui até agora?

Quando, no meu quinto ano de escolaridade, comecei a ter Educação Física,
escolhi o meu futuro. Queria ser aquela professora, era aquilo que eu queria
fazer o resto da minha vida. Ensinar a brincar, impor regras com jogos,
fazer entender que quando vestimos o colete da mesma cor lutamos pelos
mesmos objectivos, independentemente de sermos ou não amigos, ciganos,
pretos, más companhias, bons ou maus alunos. Compreender que ganhar ou
perder é secundário desde que nos tenhamos esforçado por dar o nosso melhor.
Aplicar tudo isto na vida quotidiana.

Foi a suar que eu aprendi, tinha a certeza de que era assim que eu queria
ensinar! Era nova, tinha sonhos...

O meu irmão, seis anos mais novo, fez o Mestrado e na folha de
Agradecimentos da sua Tese escreve o facto de ter sido eu a encaminhá-lo
para o ensino da Educação Física. Na altura fiquei orgulhosa! Agora, peço- te
desculpa Mano, como me arrependo de te ter metido nisto, estou envergonhada!

Há catorze anos, enquanto, segundo a Senhora D. Lurdes Rodrigues, ainda não
era professora, participava em visitas de estudo, promovia acampamentos,
fazia questão de ter equipas a treinar aos fins-de-semana, entre muitas
outras coisas. Os alunos respeitavam-me, os meus colegas admiravam-me, os
pais consultavam-me. E eu era feliz. Saia de casa para trabalhar onde
gostava, para fazer o que sempre sonhará, para ensinar como tinha aprendido!

Agora, Sr.ª Ministra, agora que sou PROFESSORA, que sou obrigada a cumprir
35 horas de trabalho, agora que não tenho tempo nem dinheiro para educar os
meus filhos. Agora, porque a Senhora resolveu mudar as regras a meio (Coisa
que não se faz, nem aos alunos crianças!), estou a adaptar-me, não tenho
outro remédio: Entrego os meus filhos a trabalhadores revoltados na
esperança que façam com eles o que eu tento fazer com os deles. Agora que me
intitula professora eu não ensino a lançar ao cesto ou a rematar com
precisão à baliza, não chego, sequer a vestir-lhes os coletes.

Passo aulas inteiras a tentar que formem fila ou uma roda, a ensinar que
enquanto um 'burro' mais velho fala os outros devem, pelo menos, nessa
altura, estar calados. Passo o tempo útil de uma aula prática a mandar
deitar as pastilhas elásticas fora (o que não deixa de ser prática) e a
explicar-lhes que quando eu queria dizer deitar fora a pastilha não era para
a cuspirem no chão do Pavilhão. E aqueles que se recusam a deita-la fora
porque ainda não perdeu o sabor? (Coitados, afinal acabaram de gastar o
dinheiro no bar que fica em frente à Escola para tirarem o cheiro do cigarro
que o mesmo bar lhes vendeu e nunca ninguém lhes explicou o perigo que há ao
mascar uma pastilha enquanto praticam exercício físico). E os que não tomam
banho? E os que roubam ou agridem os colegas no balneário?

Falta disciplinar?

Desculpe, não marco !

O aluno faz a asneira, e eu é que sou castigada? Tenho que escrever a
participação ao Director de Turma, tenho que reunir depois das aulas (E quem
fica com os meus filhos?). Já percebeu a burocracia a que nos obriga? Já viu
o tempo que demora a dar o castigo ao aluno? No seu tempo não lhe fez bem o
estalo na hora certa?

Desculpe mas não me parece!

Pois eu agradeço todos os que levei!

Mas isto é apenas um desabafo, gosto de falar, discutir, argumentar com quem
está no terreno e percebe, minimamente do que se fala, o que não é, com toda
a certeza, o seu caso.

Bastava-lhe uma hora com o meu 5ºC. Uma hora! E eu não precisava de ter
escrito tanto! E a minha Ministra (Não votei mas deram-ma. Como a médica de
família ,que detesto, mas que, também, me saiu na rifa e à qual devo estar
agradecida porque há quem nem médico de família tenha - outro assunto)
entendia porque não conseguirei trabalhar até aos 65 anos, porque é injusto
o que ganho e o que congelou, porque pode sair a sexta e até a sétima versão
do ECD que eu nunca fui nem serei tão boa professora como era antes de mo
chamar!

Lamento profundamente a verdade!



Viana do Castelo



Ana Luísa Esperança

PQND da Escola EB 2,3 Dr. Pedro Barbosa»

Recebido por mail.

Daqui a pouco, também eu vou iniciar mais uma semana de 'aulas'. Não uma semana de 'trabalho', porque não fiz outra coisa este 'fim-de-semana'. Estou desde as seis da manhã a corrigir testes, ou melhor, desde sábado de manhã que os corrijo, apenas com breves intervalos para refeições, dormidas e para vir até aqui arejar um pouco a cabeça, sempre que sentia estar a perder a imparcialidade, tal a quantidade de asneiras que me passou pela frente. Desta vez, nas turmas mais fracas, dei um 'teste modelo' para trabalho de casa, a ver se alguém aparecia na aula de revisões com dúvidas sobre a matéria leccionada. Apenas os melhores alunos tiveram a preocupação de olhar para ele e, como estudam todos os dias (fazem o trabalho de casa, como é da sua responsabilidade), praticamente não tinham questões a colocar sobre a matéria. Tive depois a preocupação de copiar parte deste teste de avaliação formativa para o teste sumativo. As notas melhoraram? Nem por isso. Por isso vim para aqui desabafar um pouco, a ver se a minha raiva não prejudica a imparcialidade da correcção.
Tenho o dia repleto de aulas, só com uma hora de intervalo para almoço, até às 18h35. Depois, mais uma 'reunião intercalar', que com sorte terminará antes das 21h A que horas regresso a casa? Não faço idéia. Apenas sei que, quando regressar, e depois dos afazeres domésticos, ainda terei uma longa noite de trabalho pela frente.

evva

Porque o terrorismo também passou (passa?) por aqui

Um texto de leitura imprescindível, no 31 da armada:

«Porque há histórias que não devem ser esquecidas
Gaspar Castelo-Branco – foi decidido esquecê-lo

Era uma tarde de sábado, de chuva miudinha, igual a tantas outras. Gaspar Castelo-Branco tinha amigos para jantar e faltava-lhe o queijo. À primeira aberta, já ao cair da noite, resolve dar uma saltada ao comerciante da zona. Saiu, por uns minutos. Foi morto com um tiro na nuca, disparado à queima-roupa, no passeio em frente à casa onde morava.

Era véspera de eleições, dia de reflexão. Os portugueses ficaram com que pensar, até ao dia seguinte pelo menos: o terrorismo em Portugal não é uma abstracção, existe mesmo.
O assassinato, a sangue frio, de um homem que era então o director geral dos Serviços Prisionais, poderá ter sido um choque para a opinião pública ou para aqueles que têm por dever o ofício de lidar com o fenómeno, mas não suscitou a indignação que seria de esperar (veja-se o que acontece por esse mundo fora em casos semelhantes). Não houve manifestações, campanhas de imprensa, abaixo-assinados de protesto, proclamações de repúdio. Foi este jornal dos poucos a fazer imprimir diante do “cobarde assassinato” uma posição de revolta, perplexidade e preocupação.
Outros calaram-se, confirmando que o Dr. Castelo-Branco tinha razão quando dizia ao nosso repórter: “se me derem um tiro quero ver como reagirão os grandes defensores dos direitos humanos…” Os grandes defensores viraram a cara para o lado - é um facto. Mas até nisso a morte do director-geral das cadeias teve importância: desacreditaram-se os grandes defensores.

Gaspar Castelo-Branco era um homem marcado e sabia-o.

“Tem recebido ameaças?” – perguntou-lhe Manuel Arouca, quando com ele contactou para conversar sobre a situação das prisões. “Constantemente” – foi a resposta. “E não tem medo de ser morto?” O director-geral encolheu os ombros. Alguns amigos, poucos, falariam mais tarde de “coragem, verticalidade, sentido do bem-comum, cumprimento do dever”. Castelo-Branco assumiu as suas responsabilidades, todas. Em algumas circunstâncias terá assumido mesmo “perante a demissão de outros, responsabilidades que verdadeiramente não lhe cabiam”, como afirmou a propósito o deputado Nogueira de Brito, seu amigo.

Terá sido o que se passou por exemplo quando foi preso em Portugal um homem que dizia chamar-se Al-Awad, membro do célebre grupo terrorista de Abu Nidal e aparentemente culpado de ter assassinado em Montechoro o dirigente da OLP Issam Sartawi. O próprio Abu Nidal, de seu nome verdadeiro Sabril Khalil el Banna, começou a telefonar ao director-geral Castelo-Branco, ignora-se por recomendação de quem. O chefe terrorista exigia que libertassem ou deixassem fugir o seu militante. Dava sugestões de como isso deveria fazer-se: “numa transferência de prisões”, “bastava que os guardas fossem mijar” e “a carrinha ficasse abandonada o tempo suficiente”. Seria preciso é claro prevenir atempadamente o grupo Abu Nidal da operação e deixar livre campo aos seus operacionais para fugirem com segurança do País... Castelo-Branco recusou indignado. Passou a mandar gravar pela DCCB os telefonemas que continuou a receber de Abu Nidal, cada vez mais ameaçadores. Soubemos que pelo menos um magistrado recebeu idênticos telefonemas e pressões. Al-Awad acabou por ser libertado cumprida mais de metade da pena a que foi condenado “por uso de passaporte falso”, menos de 24h depois Gaspar Castelo-Branco ter sido assassinado, por coincidência, certamente.

Na morte de Castelo-Branco o caso Al-Awad não passa de um “fait divers”. Ele dizia ao nosso colaborador Manuel Arouca: “… sou sempre eu o responsável. Os FP fogem: sou o responsável por não lhes dar um regime mais duro. Não cedo à greve da fome dos FP: criticam-me porque estou a ser duro demais. Os outros tiram a água do capote”.

Em não ter cedido à greve da fome dos FPs, poderá residir a explicação da sua morte. Soube-se depois – e sabia-o o Director-Geral desde o início – que aquela greve da fome não era para levar muito a sério. Mas os ecos dela, que então chegaram à opinião pública, eram de partir os corações: os réus, um pelo menos, estava a morrer, já tinham entrado também em greve da sede, em 48 horas, teríamos não sei quantos “Bobby Sands” na penitenciária de Lisboa. Passaram-se vários dias. Um advogado em Monsanto falava de “comportamento criminoso” do responsável prisional e anunciava uma queixa-crime contra Gaspar Castelo-Branco. Depois, enfim, quando os “media” já desesperavam de poder noticiar o aparecimento de um “Bobby Sands” entre nós, a greve acabou e ninguém mais voltou a falar do assunto. E quando o réu João Gomes apareceu a depor em Monsanto, ágil como uma gazela, ninguém se lembrou de notar que ali estava o recordista mundial de greves da sede. A menos que – nós não queremos acreditar – o seu advogado tenha mentido. Gaspar Castelo-Branco não cedeu à greve, ou pseudo-greve da fome porque, dizia ele, “em nenhum País da Europa, um governo cede a greves da fome” e “mesmo os grandes defensores dos direitos humanos, pouca importância lhes dão”.

Nisso também o comportamento do ex-director geral foi exemplar. Será difícil no futuro encontrar justificação para cedências dessas. Pagou com a vida, Gaspar Castelo-Branco, morto pelas FP's ao cair da noite do dia 15 de Fevereiro, véspera de eleições. Nada mais será como dantes. Mesmo se numa das celas do EPL continuar escrito, sem reacção dos actuais responsáveis prisionais um dístico deste teor: “morte ao Castelo-Branco”. E depois em letra mais recente: “Este já está”.

Julgamos que os responsáveis do aparelho de estado têm a obrigação de mandar apagar este “graffiti”: quanto mais não seja pelo respeito devido ao mortos!

Hoje passam 22 anos sobre o cobarde assassinato do meu pai e por isso decidi reproduzir aqui o artigo do meu amigo José Teles, publicado no jornal "O Semanário" a 27 de Dezembro de 1986.

PS: As FP 25 de Abril foram responsáveis por 18 atentados mortais, entre os quais um bebé de dois anos e vários cidadãos inocentes. Até hoje não houve por parte dos membros da organização qualquer sinal de arrependimento. A última vítima foi o agente Álvaro Militão que caiu no cumprimento do dever, num cerco a fugitivos das FPs em 1986. Mas não foi só aos mortos que o País não mostrou o seu reconhecimento e gratidão: funcionários corajosos, agentes da Judiciária, da Direcção Geral do Combate ao Banditismo, juízes como Martinho de Almeida Cruz, Adelino Salvado e procuradores como Cândida Almeida, entre muitos outros.

Manuel Castelo-Branco»

[evva, sublinhados meus]

domingo, fevereiro 17, 2008

Estou encantado



Daydreamer,
sitting on the seat
Soaking up the sun
he is a real lover,
Making up the past
And feeling up his girl
like he's never felt her figure before
A jaw dropper
Looks good when he when he walks,
He is the subject of their talk
He would be hard to chase,
But good to catch
And he could change the world
with his hands behind his back,
Oh

You can find him sitting on your doorstep
Waiting for the surprise
It will feel like he's been there for hours
And you can tell that he'll be there for life

Daydreamer,
with eyes that make you melt
He lends his coat for shelter
because he's there for you
When he shouldn't be
But he stays all the same,
waits for you,
then sees you through
There's no way I could describe him
All I say is,
just what I'm hoping for

But I will find him sitting on my doorstep
Waiting for the surprise
It will feel like he's been there for hours
And I can tell that he'll be there for life
You can tell he'll be there for life

andré

PS: Vamos ver se a rapariga não tem o mesmo destino que a Amy Winehouse, que descarrilou completamente com a fama.

Vá lá, parece que para já tanto o Presidente da República como o Ministro dos Negócios Estrangeiros têm sido algo prudentes nas reacções (apesar das declarações de Luís Amado constituirem um implícito reconhecimento da independência), evitando alinhar no politicamente correcto lambe botas dos Estados Unidos. Esperemos que dure. Quanto a mim, que gostava de ver uma recusa liminar por parte do Estado português, não ponho as mãos no fogo por estes dirigentes.

evva

Vaia de professores deixa Sócrates irritado

O que acho "lamentável" é o que o Primeiro Ministro e a Ministra da Educação, enquanto figuras institucionais, só queiram saber o que pensam os professores do Partido Socialista e não os dos outros Partidos e os que não têm Partido. Também acho que "em todos estes anos de Democracia (??)" já vi, sim, qualquer coisa parecida com condicionar a actividade partidária: as recentes propostas de alteração à Lei dos Partidos, por exemplo...

Sónia


(para aceder à notícia, clicar no título deste post)

Um grande, enorme erro

(foto EPA)

Pelas quinze horas sérvias (quatorze em Lisboa), a Europa dá um passo atrás. Uma etnia maioritária (80% da população em 1999, 92% em 2008, depois de criteriosa limpeza étnica) proclama hoje unilateralmente a independência do território* em que vive, com a devida anuência dos Estados Unidos e da União Europeia.


("Nós não desistiremos do Kosovo", foto de Andrej Isakovic/AFP)

O Presidente da República, Anibal Cavaco Silva, chamou ontem a atenção para o grave precedente que esta declaração constitui. Veremos com que celeridade aclamará hoje a independência do Kosovo albanês.

evva


(Dimitar Dilkoff/AFP)

*Onde se situam as minas Trepca, uma das jazidas minerais mais ricas do mundo. Já as tropas hitlerianas por lá andaram desinteressadamente. Após Hitler ter ocupado o Kosovo em 1940, as minas forneceram às fábricas de munições alemãs 40 por cento do seu chumbo.

O meu preferido



Livro de Horas (c. 1475) de Robinet Testard
(França, 149 x 107 mm, M. 1001, fol. 98, detalhe)

A Luxúria encanta-se consigo mesma e desordena o mundo.
O cavaleiro é agora um jovem, bem vestido e de longos cabelos cacheados. Repare-se no símbolo fálico das esporas e na sexualidade que o bode ostenta. Traz um pássaro na mão (não um falcão), que seduz com seu canto.
Na cena inferior, o diabo, de nome Smodeus, longos chifres, parece impulsionar o pecado com a sua mão direita. Na cena principal, uma mulher é assediada por três homens (um agarra-a mesmo por detrás); exibida, parece deleitar-se com a corte. À direita, uma outra mulher é violentada por um homem. Tenta repeli-lo, mas ele é forte e domina-a. Uma jovem de vestido vermelho assiste a tudo, extasiada.

evva

sábado, fevereiro 16, 2008

Bom Domingo...


Andy Warhol, Blow Job (1964)

Festejar só a 14 de Fevereiro? Nada disso!!!!

Sónia

Do Orgulho e da Inveja

Livro de Horas (c. 1475) de Robinet Testard
(França, 149 x 107 mm, M. 1001, fol. 84, detalhe)

O Orgulho embevecido.
Montado num nobre e vigoroso leão, o cavaleiro contempla a sua própria beleza reflectida num espelho. Em baixo, o diabo, grossa corrente azul com uma maça dourada e pontiaguda envolvendo o pescoço, aponta para a vaidosa sociedade humana: homens e mulheres exibem a sua superioridade.




Livro de Horas (c. 1475) de Robinet Testard
(França, 149 x 107 mm, M. 1001, fol. 86, detalhe)


A Inveja queima, envenena e dói.
O invejoso cavalga, exibindo-se, com um corvo nas mãos. Na cena inferior, o diabo amarelo aponta três homens que murmuram, corroídos de inveja, a riqueza do burguês. O princípio da inveja, Tomás de Aquino dixit, é impedir a glória alheia, que é o que entristece o invejoso, o que faz diminuindo o bem do outro ou falando mal dele; disfarçadamente, pela murmuração, ou abertamente, com a detracção.

evva

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

No fim de uma semana de trabalho



(Fotografia: Paulo Duarte)


... chega um fim-de-semana de trabalho!
Tudo nos cai em cima!!!

Sónia 
(professora)


quinta-feira, fevereiro 14, 2008

14 de Fevereiro


Andy Warhol (1963) com música de Wim Mertens


Não alimento o comércio, mas quando" a causa é justa",  14 é uma data tão boa para celebrar como outra qualquer.

Sónia

Melhorar a paisagem



Este é apenas um exemplo daquilo que o movimento Improv Everywhere consegue fazer. Mais exemplos podem ser encontrados aqui.


andré

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Primeiro dia de aulas



What did you learn in school today

What did you learn in school today,
Dear little boy of mine?
What did you learn in school today,
Dear little boy of mine?
I learned that Washington never told a lie.
I learned that soldiers seldom die.
I learned that everybody's free,
And that's what the teacher said to me.

Chorus
That's what I learned in school today,
That's what I learned in school.

What did you learn in school today,
Dear little boy of mine?
What did you learn in school today,
Dear little boy of mine?
I learned that policemen are my friends.
I learned that justice never ends.
I learned that murderers die for their crimes
Even if we make a mistake sometimes.

Chorus

What did you learn in school today,
Dear little boy of mine?
What did you learn in school today,
Dear little boy of mine?
I learned that Government must be strong;
It's always right and never wrong;
Our leaders are the finest men
And we elect them again and again.

Chorus

What did you learn in school today,
Dear little boy of mine?
What did you learn in school today,
Dear little boy of mine?
I learned that war is not so bad;
I learned about the great ones we have had;
We fought in Germany and in France
And someday I might get my chance.

Chorus

Sónia

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Regresso ao trabalho


Fragmento de "Metropolis" de  Fritz Lang, com música de Michael Nyman

Sónia

Intérprete


San Isidoro de Sevilla por Bartolomé Esteban Murillo


"El que está en medio de dos (inter partes) lenguas distintas y traduce de la una a la otra. Se denomina también así al que comprende a Dios y transmite a los hombres los misterios divinos."

(San Isidoro de Sevilla, Etimologías)


Sónia

Cu-cu

Assim não vale, festejar o aniversário tão longe! Aqui vai um presentinho, a festa fica para daqui uns meses, sim?





Gros bizouzous


evva

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Plenário de professores e educadores



Sónia

Platão "dixit"


(Platão retratado por Rafael em "A Escola de Atenas" - pormenor)

"A penalização por não participares na política, é acabares a ser governado pelos teus inferiores".

Era pouco provável que tivesse sido Sócrates a dizê-lo...

Sónia



domingo, fevereiro 10, 2008

E pronto.

— E até quando pensa o senhor que podemos continuar neste ir e vir dum caralho? — perguntou-lhe.
Florentino Ariza tinha a resposta preparada há já cinquenta e três anos, sete meses e onze dias com todas as suas noites.
— Toda a vida — disse.


(Últimas linhas de Amor em tempos de cólera de Gabriel Garcia Marquez)


andré

Avaliação

Se bem que os prazos tenham sido alargados (alguém consegue aguentar dias sucessivos de reuniões intercalares à noite, depois de um dia inteiro a aturar miúdos malcriados e encarregados de educação irresponsáveis? E mais reuniões para definir burocaracia avaliativa?), ainda resta eliminar esta pérola de critério:

evva
(imagem recebida por mail)

E que dizer dessa palhaçada do novo estatuto do aluno? Como é que eu vou explicar, na reunião nocturna da próxima semana, à meia dúzia de encarregados de educação interessados com que, graças a Deus, fui abençoada na minha Direcção de Turma, que não posso mandar embora o projecto de 'playboyzinho marginal' que me estraga quase todas as aulas, apesar de já ter ultrapassado o limite de faltas, esgotado a caderneta com recados por assinar e a conta telefónica da escola a ligar para paizinhos que não querem saber e que só se dignaram fazer prova de vida quando o ipod foi apreeendido na aula de Matemática? Ai posso enviá-lo para a Protecção de Menores? Toca a entupir mais uma instituição estatal!

Tenho sono!!!!



(in)sónia

sábado, fevereiro 09, 2008

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Que comam bolos!!!





"Si le peuple n'a plus de pain... qu'il mange des brioches!!"

Sobre o aumento do preço dos cereais...
(Esperemos que não venha a ser argumento apresentado no Parlamento...)

Sónia

Kraftwerk: Trans-Europe Express

Sónia

O solitude

Oiço, oiço, oiço e faz-me tanta companhia...



Henry Purcell (1658/9-1695)
"O solitude, my sweetest choice", Z. 406, by Gérard Lesne
published 1684/5.


"The text of the powerful "O solitude, my sweetest choice" is a translation of a poem by Antoine Girard de Saint-Amant (1594-1661) , "La solitude". Thanslation is by Katherine Philips, known as "Orinda" as she called herself. It appeared in the fourth book of the anthology The Theater of Music in 1686.
(...)
More on Katherine Phillips and her poetry:
 http://www.jimandellen.org/orinda.ord...

and on the original poem bt Saint-Amant with Phillips' translation: 
http://www.jimandellen.org/womenspoet..."

( informação adicionada por civileso: http://www.youtube.com/user/civileso )


Sónia

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Regresso a Berlim

Berlin - Alexanderplatz: watch the red invasion!



(A música é "Metal on Metal" dos Kraftwerk)

Herzlich wilkomen zuruck!!

Sónia

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Relatório da OCDE sobre Educação

Foi publicado publicado pela OCDE o Education at a Glance 2007, em: www.oecd.org/edu/eag2007
Tal como numa mensagem que me chegou ao correio electrónico, aconselho a consultar a versão (2006) - anterior à aprovação da nova versão do Estatuto da Carreira docente - em: http://www.oecd.org/dataoecd/44/35/37376068.pdf
No documento de 2006, ido à página 58, verão desmontada a convicção generalizada de que os professores portugueses passam pouco tempo na escola e que no estrangeiro não é assim. É apresentado no estudo o tempo de permanência na escola, onde os professores portugueses estão em 14º lugar (em 28 países), com tempos de permanência superiores aos japoneses, húngaros, coreanos, espanhóis, gregos, italianos, finlandeses, austríacos, franceses, dinamarqueses, luxamburgueses, checos, islandeses e noruegueses!
Poderão ainda verificar, na página 56, que os professores portugueses estão em 21º lugar (em 31 países) quanto a salários!
Na página 32, que, quanto a investimento na educação em relação ao PIB, estamos num modesto 19º lugar (em 31 países) e que estamos em 23º lugar (em 31 países) quanto ao investimento por aluno.

Atenção: não está publicado no "site" do Ministério da Educação...

Sónia

terça-feira, fevereiro 05, 2008

Vinicius e Toquinho

Porque hoje é... Carnaval!



(de Tom Jobim e Vinicius de Moraes)
Sónia

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Obrigadaaaa



O dia amanheceu limpo e muito azul

evva

Los unos y los otros




Simples não é? Por que será que lhes chamam "indefinidos"? Está tudo muito claro!

Sónia

Crónica de Madrid





Uns amigos que foram recentemente a Madrid, por sugestão minha, calcorrearam tarde e a más horas e muuuuito cansados, toda a “calle Factor” à procura da “Casa Pedro”: deram-me a triste notícia de que tinham acabado por desistir, porque já não existia o Restaurante - triste e constrangedora, pelo que lhes fiz passar; triste, porque este Restaurante é, para mim e para muitos, um lugar especial e não apenas mais um bom restaurante. 
A casa abriu em 1965 e desde o início que se institui como um espaço ligado à resistência e à intelectualidade, ao qual ficaram ligados nomes como os de Silvio Rodríguez, Tuñón de Lara, Paco Rabal, Rafael Alberti, Luis Pastor e outros. Mas também sempre foi um espaço a que qualquer um podia ficar ligado, ainda que não fosse famoso, nem de esquerda, nem tivesse dinheiro para pagar uma boa refeição... Mário Alberto, pintor e cenógrafo, escreveu a respeito de Pedro López - o “mesonero”: “este Pedro tem ajudado muito todos os exilados de todos os países. Ninguém sai sem comer ao lado de Pedro e Petra. Que pena haver tão pouca gente assim.”
Mário Alberto escreveu isto em 1986. Dez anos depois eu estive lá (fará amanhã precisamente doze anos...) e do que me lembro é sobretudo da afabilidade com que fui tratada, do excelente estufado que comi, do chá de hortelã-pimenta feito num genuíno samovar russo, da aguardente caseira oferecida pelo próprio e de me sentir. muito, muito “em casa” quando inevitavelmente falámos de política. As paredes, literalmente forradas com cartazes, convocavam à conversa momentos e figuras de um imaginário de esquerda (nada consensual). A casa institui-se também como “Fundación Museo Antifascista de los que Seguimos Estando Frente a Palacio” e saí de lá carregada de material com que durante a conversa Pedro López me foi aos poucos enchendo os braços: notícias da casa, poemas seus, notícias de Portugal...
Voltei lá há cinco anos: levava um cartaz para juntar aos muitos de que me lembrava e a letra da Grândola que ele me tinha pedido, com uma boa gravação que tinha também arranjado. A casa estava fechada, mas era Verão em Madrid e não estranhei. Consultando por estes dias, no Google só uma das três referências à casa ainda estava disponível:

“Casa Pedro-Torre Narigues: cocina española. Se pueden degustar desde las magníficas carnes elaboradas al estilo del Norte, al sabor del campo andaluz, con su gazpacho o salmorejo. Estupendos pinchos y tapas. Dirección: Factor, 8 (semi esquina a Mayor 86). Teléfono: 91 542 54 54.”

Noutro site, sobre a rua se lia que no mesmo número funcionava ahora outro espaço de restauração, mas Madrid é grande, as confusões são possíveis e este era um sítio muito escondidinho (o que deu jeito para as reuniões clandestinas que aí se fizeram em tempos). Espero que alguém me venha ainda a confirmar que lá posso voltar e levar outro cartaz para a mesma pessoa.



Sónia.

domingo, fevereiro 03, 2008

Na pré-história dos Gatos



evva

Sabedoria popular

Imperativos vários obrigam-nos neste domingo a perscrutar o tempo. Lá do sul (sim, porque cada terrinha abaixo do Douro é sul), avisam-nos para um alerta laranja a prever chuva e vento forte. Socorrendo-nos da festividade celebrada ontem, podemos assegurar que:



Se a Candeia chora, frio fora.
Se a Candeia rir, frio a vir.



E a chuva, senhores!? A chuva!?



Nossa Senhora das Candeias,

Rogai por nós, que recorremos a Vós!

evva


Adenda:

Gente culta e bem informada corrigi-nos o provérbio para

Se a Candeia chora, Inverno fora.
Se a Candeia rir, Inverno a vir.

Estamos tramados!

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Telectu

A propósito do meu último "post", lembrei-me de que a maioria das pessoas talvez só associe o Vítor Rua à fundação dos GNR. Para mim, ele é e merece ser sobretudo os Telectu  (junto com Jorge Lima Barreto). À música deles já lhe chamaram muita coisa: música mimética, música improvisada, jazz de vanguarda, música minimal... e acho que, a verdade é que não sei se alguém sabe exactamente o que lhe chamar, nem se vale a pena preocuparem-se com isso. Para saberem mais sobre o duo acedam ao weblog do Vítor Rua:

http://homepage.mac.com/vitor.rua/iblog/index.html




filmado por Ilda Castro, concerto ao vivo no "maxime", Lisboa 2007

Sónia

Luto



Há 100 anos, foi a Monarquia ferida de morte, numa agonia que durou dois anos e nove meses e que terminou funestamente a 5 de Outubro de 1910. Saibamos honrar hoje aquele que foi, nas palavras de Ramalho Ortigão, um «homem raro, verdadeiro temperamento de herói (...). Perfeito cavaleiro (...), sem medo e sem mancha, firma na consciência do dever cumprido, e fiel à palavra dada.

(...) Arriscando a vida, o rei D. Carlos julgou servir a sua pátria, porque de outros precedentes serviços a pátria lhe deve reconhecimento e gratidão» (Rei D. Carlos, o Martirizado, 1908).


«A árvore não dá flor enquanto a semente não tenha apodrecido no seio da terra»

evva

quinta-feira, janeiro 31, 2008

Trouble is a man



Durante a representação do " Café" de Carlo Goldoni (1707-1793), entre histórias de amores, desamores e traições, tinha constantemente na cabeça  Carmen Macrae a cantar "Come in from da rain". Não encontrei na rede o que queria, mas aqui fica outra excelente canção pela mesma senhora e mais uma nota sobre a música da peça: é interpretada ao vivo, nada menos que por Vítor Rua! 
A ver, no Teatro S. João.

Sónia

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Segunda pessoa

Alguém diz tu. Alguém sem nome.

É a terra e o corpo e é o rasto de um sentido.

Alguém diz tu à imagem que se esgarça,

à certeza de uma longínqua razão.

Longe. O passado. Nomes, errados nomes de desejo.

Cego de insónia, nem lembrar te posso.

Nem mesmo em sonho saberia ver-te.

És só o pronome, tu, a ondular-te na boca,

norte magnético num desespero em surdina.

És a sílaba que dói a dor solar de um sentido.

A história avança na cabra-cega sem rostos,

e eu vivo em ti o tu mais só da minha vida.

(Óscar Lopes)

Em 1985, a Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto editou o livro A Ilha dos Amores onde está publicado este poema de Óscar Lopes, que é o único que se conhece do autor. Descobri-o, contudo, num número especial da Gazeta Literária, comemorativo dos 125 anos da Associação: o quatro , de Outubro de 2007. Pena é que, já publicado em Outubro, só agora me veio parar às mãos.

Sónia


He's back!




andré

Hoje só me apetece almoçar



Encarregados de Educação.

Vejamos:

Uma grupo de alunos integra uma visita de estudo de duas horas ao Planetário (fica perto, vá lá). Regressando à escola cerca das 16h30, acham por bem indignar-se por a Directora de Turma os obrigar a assistir às restantes aulas da tarde. Numa dessas 'actividades de distracção e ocupação dos educandos' (parece-me ser o termo mais adequado para designar uma 'aula', tal a forma como adolescentes e respectivos Encarregados de Educação as entendem hoje em dia), uma esperteza saloia decide sacar da máquina fotográfica digital e, à socapa, toca a fotografar a aula. Directora de Turma finge que não vê (afinal são só 45 minutos e há que aproveitar a minoria interessada em aprender qualquer coisa), mas murmura com os seus botões "no final da aula conversamos".

Quando tocou, decido chamar a criatura que já me havia chateado a paciência no início da aula para me mostrar as fotos da Visita de Estudo e finjo-me interessada. Lá estão as fotos comprometedoras (ao menos poupou a professora). Dando cumprimento ao Regulamento Interno da Escola, apreendi a arma do crime, a qual só pode ser levantada pelo Encarregado de Educação. O passo seguinte foi exactamente contactá-lo. Atende-me o pai, escandalizadíssimo com o sucedido. «E olhe que já convoquei há duas semanas, via Caderneta Escolar, o Encarregado de Educação para tomar conhecimento de uma participação disciplinar de Matemática, e há mais recados na Caderneta por assinar». Como trabalha à noite e só podia dirigir-se à escola depois do Carnaval, acedo recebê-lo na Escola no dia seguinte, pela hora de jantar, essa refeiçãozinha inócua que os professores do Ensino Secundário não estão autorizados a disfrutar nos últimos tempos.

Corro para a reunião de grupo disciplinar que havia começado às 18h30, durante a qual sou alertada para os protestos de uma Encarregada de Educação que exige falar com a Directora de Turma da filha, «que está para ali no paleio há não sei quanto tempo [eram nove menos tal da noite] e nunca mais se decide a sair da escola». Tudo termina com uma cena rocambolesca com o Grupo de Francês em peso a proteger-se das agressões da mãezinha [afinal, que raio de gente no paleio dentro da escola até àquela hora!?], que queria ao fim da força tirar satisfações da Directora de Turma (ainda fui empurrada e puxada pela senhora não sei quantas vezes).

Hoje à noite há mais uma sessão de 'paleio' até às tantas. Espero que o Encarregado de Educação apareça. Ou a maquineta da filha ainda acaba no e-bay. Quando é que saem as grelhas para avaliarmos os Encarregados de Educação?

evva


Cenas dos próximos capítulos: a história do menino, da mesma turma, que se recusou a assistir às aulas que lhe restavam no horário após ter regressado da visita de estudo e ultrapassou o limite de faltas permitido por lei. Responde-me o pai, do outro lado da linha: «Está-me a dizer que ele vai chumbar por faltas? E também me vai dizer o que vou fazer com ele em casa?».

terça-feira, janeiro 29, 2008

The pipettes - ABC



Uma das minhas preferidas é "Your kisses are wasted on me", mas não encontrei nenhum clip que me agradasse.
Esta faz-me pensar em "I'd rather dance with you" dos Kings of Convenience.

Sónia

Greguerías

"Era tan moralista que perseguía a las conjunciones copulativas."

Ramón Gómez de la Serna, Greguerías, (1910-1960)

Sónia

segunda-feira, janeiro 28, 2008

domingo, janeiro 27, 2008

Até os comemos...



Eu pecadora (e gosto de o ser...) me confesso. Peço desculpa, se alguém achou um abuso: não sou leviana, e reflecti antes de publicar o post que causou a polémica ("Num quiosque perto de si"). Não queria ser indelicada com quem me convidou nem vincular o blog com ideias/instituições que a repugnassem, mas (também sou frontal...) a verdade é que a reacção (nunca melhor dito...) vale para tudo o que eu tenho escrito aqui. Não me pareceu que a indicação da fonte (e a imagem é também isso, para além de uma preocupação gráfica) tornasse o conteúdo mais ou menos "esquerdoso" que o de outros posts, ou mesmo o de outros artigos recolhidos noutra imprensa "insuspeita" (o "Diário económico", por exemplo). Não sou isenta no que escrevo e no que escolho, como não o é ninguém, com ou sem opções partidárias, além de que a informação sobre uma publicação periódica (neste caso uma edição especial do "Avante") surge do facto de ter descoberto um conjunto de outras publicações, culturais, políticas e científicas on-line -nem menos, nem mais importantes - que achava bem divulgar aqui. Por último, quando fui convidada a participar, eu questionei precisamente isto: se o blog estaria aberto a tudo. O facto de sermos vários (e diferentes) a escrever confere-lhe pluralidade ( e nesse sentido, isenção). Se eu procurar ser mais "discreta" essa pluralidade, a meu ver, perde.
Quanto a ter medo... Já devem ter ouvido dizer que “os comunistas comem criancinhas ao pequeno almoço” e, se calhar, até deram crédito, mas não é a verdade: os "comunas", "anarcas" e a "esquerdalha" em geral são igualmente conhecidos por não descriminarem em função de sexo, religião, ideologia... ou idade!!!
Cá fica o que eu penso, ao abrigo do direito de resposta...

Sónia

Tenham MEDO, tenham MUITO MEDO


Sobretudo os que se atrevem a conspurcar este blog com propaganda da esquerdalha. E não pensem que se livram por arrastar por aí só pele e osso. Estão no topo da lista. Em caso de necessidade...

evva

Porque..

...sei de mais alguém que também gosta muito desta canção.

Grande filme também!!



Serge Gainsbourg (letra e música) e France Gall (interpretação),"Laisse tomber les filles" (1964) 
Quentin Tarantino, "Death proof" (2007)

Sónia

sábado, janeiro 26, 2008

Contratempo



Coisas que acontecem no contratempo
Não se sujeitam ao consenso
Ficam no fundo
Enquanto o resíduo perece

Sabedorias feitas na manga
Servem ao estado presente
Ficam distinto(s)
Enquanto a maioria embarga

Se a relação do contratempo
E do tempo presente
Assimilarem
Não se precisava de viagens cosmonáuticas
As teorias seriam atendidas
Mas a inteligência limita a autonomia humana

Lali Puna
EP Micronomic

andré

Avaliação de desempenho dos professores


Leiam a notícia transcrita abaixo e, apesar de o desrespeito pela classe ser prática corrente, mantenham a indignação acesa! É o sintoma de que nem nos habituámos a ele nem nos começámos a desrespeitar  a nós próprios...

Divulgadas fichas de avaliação de desempenho dos professores
O Ministério da Educação disponibilizou sexta-feira à noite as fichas de avaliação de desempenho dos professores no seu endereço electrónico.

Os dados foram divulgados cerca das 23:30 de sexta-feira, o dia anunciado pelo ministério para a divulgação das referidas fichas.

A Fenprof questiona o valor jurídico das fichas, que não vão ser publicadas em Diário da República mas apenas objecto de um despacho da ministra da Educação e já anunciou que recorrerá aos tribunais.

"O ministério diz que sexta-feira há fichas e grelhas de avaliação no seu sítio para que as escolas consultem e nós queremos saber como é que isto acontece se essas fichas nem sequer foram negociadas com os sindicatos", afirmou no início da semana à agência Lusa Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof.

"E mais: para que é que serve uma comissão científica de avaliação [Conselho Cientifico para a Avaliação de Professores - CCAP] que segundo a lei deveria pronunciar-se sobre essas fichas e não vai analisá-las nem ser tida em conta porque não está sequer constituída?", acrescentou.

"Isso é um absoluto disparate. As fichas sairão num despacho da ministra da Educação que não carece de mais nenhuma validação. Esse despacho será publicado oportunamente, sendo desde já divulgadas as fichas", afirmou à Lusa o secretário de Estado da Educação, Jorge Pedreira, em resposta às denúncias da Fenprof.

Jorge Pedreira recordou ainda, por exemplo, que os despachos de nomeação de dirigentes são publicados depois de estes já estarem em funções, produzindo efeitos a partir de determinada data.

Garantindo que a avaliação de desempenho vai mesmo realizar-se, o secretário de Estado assegurou que os sindicatos foram ouvidos sobre as fichas de avaliação, não tendo apresentado nenhuma contra-proposta significativa, "apesar de terem sido desafiados a fazê-lo".

"Recebemos apenas uma contra-proposta muito substancial, de um dos 14 sindicatos, relativa à avaliação de professores da educação especial, que foi tida em conta nas fichas de avaliação desses docentes", acrescentou.

Sublinhando que a Comissão Científica não tem de se pronunciar sobre as fichas de avaliação, ao contrário do que afirma a Fenprof, Jorge Pedreira sublinhou que a avaliação de desempenho este ano "só terá expressão classificativa" para os docentes contratados e para os outros, a larga maioria, apenas no próximo ano lectivo.

Diário Digital / Lusa 

26-01-2008 9:12:58


Bom fim-de-semana (apesar de tudo...)
Sónia


sexta-feira, janeiro 25, 2008

Num quiosque perto de si


Face à anunciada decisão do Governo de proceder a alterações à legislação laboral que, ao que se conhece, vão todas no sentido de piorar as já gravosas disposições do Código de Trabalho, aprovado em 2003, o PCP decidiu lançar uma  acção nacional de denúncia destas intenções do Governo, que contrariam, aliás, os compromissos assumidos na altura pelo PS, e repetidos na campanha eleitoral de alterar os aspectos mais gravosos do Código.

Ao contrário, e escondido atrás da Comissão do Livro Branco, a quem encomendou a justificação técnica para as suas opções políticas, o Governo do PS prepara-se agora para introduzir alterações lesivas dos direitos laborais, desregulamentando, precarizando e fragilizando ainda mais a posição dos trabalhadores por conta de outrem.

Nesse quadro, o PCP publicou ontem uma edição especial do jornal Avante!, incluindo um suplemento sobre estas matérias. O jornal foi vendido nas ruas e nas fábricas, mas está ainda à venda nas bancas e pode também ser consultado em http://www.avante.pt/

nota de imprensa do PCP, adaptada por


Sónia

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Não me convenceu



Aqui, tal como em 'Sensibilidade e bom senso'
ou em 'Trigre e o dragão', Ang Lee parece-me
mais um realizador americano do que oriental.
Tudo muito estilizado, asseado, e previsivel.
E se nos filmes anteriores isso não me incomodou,
neste tirou-me grande parte do encanto. Até
porque estamos perante uma bonita história de amor.
De qualquer modo, a interpretação dos actores é notável!


andré

quarta-feira, janeiro 23, 2008

A pedido de várias famílias...

missed me

missed me missed me now you've got to kiss me
if you kiss me mister i might tell my sister
if i tell her mister she might tell my mother and my
mother, mister, just might tell my father and my father
mister he won't be too happy and he'll have his lawyer
come up from the city and arrest you mister 
so i wouldnt miss me if you get me, mister, see?

missed me missed me now you've got to kiss me
if you kiss me mister you must think im pretty 
if you think so mister you must want to fuck me 
if you fuck me mister it must mean you love me 
if you love me mister you would never leave me
it's as simple as can be!

missed me missed me now you've got to kiss me
if you miss me mister why do you keep leaving
if you trick me mister i will make you suffer
and they'll get you mister put you in the slammer and forget 
you mister then i think you'll miss me won't you miss me 
won't you miss me

missed me missed me now you've got to kiss me
if you kiss me mister take responsibility
i'm fragile mister just like any girl would be
and so misunderstood (so treat me delicately!)

missed me missed me now you've gone and done it
hope you're happy in the county penitentiary
it serves you right for kissing little girls but i will visit if you miss me
do you miss me? MISS ME??
how's the food they feed you??
do you miss me
will you kiss me through the window?
do you MISS ME? MISS ME??!!
will they ever let you go???
i miss my mister so!!!!


 The Dresden dolls

in: http://www.dresdendolls.com/downloads_n_lyrics/lyrics/missedme.htm 

Sónia


Dresden dolls

Alguém sabe pôr a bolinha vermelha no canto de um blog?






(espero que não...)


Sónia