quarta-feira, março 05, 2008

Radio Futura, Pop de Antanho



Dicen que tienes veneno en la piel
y es que estás hecha de plástico fino.
Dicen que tienes un tacto divino
y quien te toca se queda con él.

Y si esta noche quieres ir a bailar
vete poniendo el disfraz de pecadora,
pero tendrás que estar lista en media hora
por que si no yo no te paso a buscar.

Pero primero quieres ir a cenar
y me sugieres que te lleve a un sitio caro
a ver si aceptan la cartilla del paro,
porque sino lo tenemos que robar.

Yo voy haciéndome la cuenta de cabeza
y tu prodigas tu sonrisa con esmero
y te dedicas a insultar al camarero
y me salpicas con espuma de cerveza.

Y aquí te espero en la barra del bar,
mientras que tú vas haciendo discoteca.
Como te pases, te lo advierto, muñeca,
que yo esta vez no te voy a rescatar.

Te crees que eres una bruja consumada
y lo que pasa es que estás intoxicada;
y eso que dices que ya no tomas nada,
pero me dicen por ah¡: "Que sí, que sí, que sí, que sí", y dicen, dicen...

Dicen que tienes veneno en la piel
y es que estás hecha de plástico fino.
Dicen que tienes un tacto divino
y quien te toca se queda con él.

Dices que yo no soy tu hombre ideal
mientras hojeas con soltura una revista
y me pregunto si tendrás alguna pista
o alguna foto de tu "tal para cual".

Te crees que eres una bruja consumada
y lo que pasa es que estás intoxicada;
y eso que dices que ya no tomas nada,
pero me dicen por ahi: "Que sí, que sí, que sí, que sí", y dicen, dicen...

Dicen que tienes veneno en la piel
y es que estás hecha de plástico fino.
Dicen que tienes un tacto divino
y quien te toca se queda con él.

[evva]

BCP antecipa-se ao Acordo Ortográfico?

Querido cliente,


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[Pérola gentilmente enviada pelo BCP para a minha caixa de correio electrónico.

evva]

terça-feira, março 04, 2008

Um novo partido

Não, não é o MEP (Movimento Esperança Portugal), mas o, desculpem o termo por demais adequado, MERDA (Movimento dos Esposos Revoltados de Docentes Abusados). A sugestão partiu daqui (via Blogotinha).


evva

Aprende Inglês com Franco

Vejam lá se percebem a última frase...

Sónia

Ainda o Franco...


Sónia

segunda-feira, março 03, 2008

Ainda o papel do Estado...


Sónia

Ca ganda cowboiada práqui vai!…




Ora vejamos:

1. Hillary Clinton anda a fazer uma campanha à custa da preparação que supostamente teve quando era primeira dama — ou seja, à custa da glória do marido —, e contra o seu opositor, que agradece a notoriedade que lhe é concedida.

2. Barak Obhama anda a fazer uma campanha à custa de méritos que ninguém lhe reconhece e tenta fazer-nos acreditar que um negro, muito rico, e altamente qualificado, vai mudar um país que em que a pobreza e a falta de educação afecta significativamente os negros. Aqui em Inglaterra, algumas organizações que lutam contra a discriminação racial já vão dizendo que o voto neste candidato é tudo menos útil para os próprios negros.

3. O candidato republicano, John McCain, é visto pelo seu partido como mais democrata que os dois anteriores e, nos bastidores, já há democratas a dizer que eram capazes de votar nele.

Alguém é capaz de ajudar-me a entender isto?
Desde já, obrigado.


andré

domingo, março 02, 2008

Futebol de bairro

A pedra tem um contexto: a "pelota vasca", a "intifada", a escultura, o jogo da malha... Não o campo de futebol, como aconteceu hoje entre Sporting /Benfica no Estádio de Alvalade.  Os grandes clubes estão cada vez mais longe do desporto e cada vez mais perto da luta de gangs e das "jogadas" financeiras. Outro futebol é possível!
Deliciem-se com este fragmento de "El penalti más largo del mundo" de Roberto Santiago. 



Sónia

Eleições em Espanha

Acedo à página do servidor do meu correio pessoal e encontro uma notícia que remete para as iminentes eleições legislativas em Espanha. O título da notícia é "As grandes questões em debate entre Zapatero e Rajoy". Selecciono a notícia e encontro isto:


Pergunto: 
1) onde estão as grandes questões?
2) onde estão os outros candidatos?

Sónia


Se eu fosse...

um Blog, gostava de ser assim.

evva

A propósito dos 18 anos do Público

Desmotivado pela enormidade dos formatos do JN e do DN e pelo seu grafismo desordenado, foi com o Público que comecei a levar os jornais um pouco mais a sério. Era bem mais fácil de ler, tinha dossiers, entrevistas e suplementos interessantes.
Tal como tudo na vida, o jornal foi mudando. Mas eu mantive-me fiel na esperança de que, "haja o que houver", o espírito de independência, elegância e correcção se mantivesse.

Agora que passou à maioridade, tenho por vezes dificuldade em reconhecê-lo. O caderno principal continua mais ou menos igual, mas a colagem ao Guardian substituiu a elegância pela funcionalidade. A correcção parece mais relaxada, em detrimento da superficialidade das imagens, que agora parecem ser o mais importante (?!). A indepêndencia tem-se vindo a perder, como o demonstra esta semana o provedor do Público (ver extracto mais abaixo), a propósito de mais um artigo "a pedido" que saiu na Pública, um suplemento que tinha interesse mas que se transformou na versão domingueira da Marie Claire.

Contudo, nem tudo se perdeu. Os últimos provedores têm dado bastante que ler, tal como as colunas de opinião que ainda conseguem atrair pessoas com algo interessante para dizer. O P2 tem alguma piada, mas eu receio que as pessoas não tenham tempo para o ler todos os dias. Acima de tudo, ainda aparecem artigos com substância, que se preocupam em analisar os fenómenos com profundidade e seriedade, deixando ao leitor a tarefa de decidir pela sua cabeça.

Enfim… a maioridade é um momento complicado da nossa vida. É a altura em que nos começamos a definir e isso gera dúvidas e receios. É nesses momentos que temos de pensar naquilo que somos, e sobretudo naquilo que não somos. E há coisas que não ficam nada bem no currículo:



(in Público 2/3/08, p. 47, o Provedor do Leitor, Joaquim Vieira)
A revista Pública dedicou há três semanas a capa e 11 páginas interiores ao norte-americano Tommy Hilfiger. Para os leitores menos familiarizados com a figura, Hilfiger criou uma marca de sucesso comercial no ramo das confecções, ao estabelecer certo conceito de imagem adoptado pela geração jovem. A própria reportagem considera que ele "não é tanto um designer de roupas, mas mais um vendedor de ideias e um homem de negócios". O artigo veio a propósito de um livro que o "homem de negócios" acabara de conceber e lançar internacionalmente (e em Portugal nessa semana). O volume, no formato de coffee table book, consiste numa antologia de emblemas gráficos da civilização ianque, aquilo a que nos EUA se chama Americana e que ao longo do tempo tem sido objecto de diversas abordagens editoriais (com a particularidade de o modesto Hilfiger se colocar a ele próprio entre as imagens dessa simbologia).
Os responsáveis do PÚBLICO são inteiramente soberanos nas suas opções editoriais, e não compete ao provedor pronunciar-se sobre elas (a não ser em caso de flagrante contradição com o Estatuto Editorial). Mas, de qualquer modo, tendo em conta a prática habitual e os meios do PÚBLICO, surpreende tão extensa cobertura do assunto, que implicou uma ida a Nova Iorque para o jornalista falar com o protagonista. Só que o motivo revela-se por uma frase no fim do texto: "O jornalista viajou a convite da Tommy Hilfiger." O jornal apenas publicou o trabalho sobre a personagem porque esta pagou a viagem e a estada ao repórter.
O método observa-se hoje com frequência na imprensa portuguesa: a oferta de deslocações a jornalistas, por empresas e instituições privadas, na ânsia de obterem cobertura noticiosa para as suas actividades. Um dos factores de sucesso na sociedade mediatizada em que vivemos consiste no grau de notoriedade pública alcançado (a extensão das referências nos media ao nome ou ao produto, mais do que o elogio das suas características), e há quem esteja disposto a pagar por isso. Alguns jornais não referem sequer o "pormenor" da oferta, mas o Livro de Estilo do PÚBLICO estabelece que quando "os jornalistas viajam a convite de empresas ou em comitivas oficiais [que o provedor coloca em categoria distinta da relativa às entidades privadas], esse facto deve ser referido de forma clara junto aos textos resultantes dessas viagens". (…)


andré

sábado, março 01, 2008

A coisa está preta...


Segundo a comunicação social, só no dia de hoje, centenas de professores manifestaram-se no Porto contra a política educativa deste Governo, outros 500 em Setúbal, 3000 em Viana e 4000 em Braga. Não venha o discurso oficial dizer que eram todos comunistas, porque esses eram  50000 e estavam em  Lisboa de cartão erguido a desfilar numa Marcha pela Liberdade e Democracia.
Para o próximo dia 8, a Plataforma Sindical que organiza a Marcha pela Indignação está a contar com 25 mil professores. Depois de hoje e depois da marcha convocada pelo PCP, acho pouco...
Num dia como este, o Presidente da República apelou à serenidade dos professores. Discordo. Quanto ao conteúdo do apelo, Cavaco Silva devia neste momento dar prioridade à legalidade sobre a serenidade. Quanto à orientação, devia dirigi-lo ao agressor e não ao agredido. 

Sónia

Finalmente



Preguiçar um pouco antes do trabalho árduo (que segue dentro de momentos).


evva

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Por outras palavras, Manuel António Pina

Chegou-me por correio electrónico o seguinte texto:

 

"A todos os manifestantes. Carta-tipo para avisarem o Governo Civil.

O abuso do poder e o ridículo bate à porta dos contestários portugueses.  

Exma. Sra. Governadora Civil 

Por outras palavras, Manuel António Pina 

O acima assinado, cidadão português e cronista, vem, muito respeitosamente, expor e requerer a V. Ex.ª o seguinte:

1 - Tendo o signatário tido conhecimento de que a PSP identificou três professores que, convocados por sms, se reuniram no sábado na Avenida dos Aliados para, supõe-se, não dizer bem das políticas educativas do Ministério da Educação;

2 - Mais tendo sabido que, entre as centenas de presentes, a PSP decidiu identificar (já que tinha que identificar alguém e não levara consigo bolinhas numeradas para proceder a um sorteio) três pessoas que falaram às TV's;

3 - E tendo sabido ainda que tal identificação (e tudo o que se lhe seguirá) se deveu ao facto de as pessoas em causa não terem, em devido tempo, informado V. Ex.ª de que pretendiam ir nessa tarde à Avenida dos Aliados;

4 - Tendo, por fim, conhecimento de que, pelo mesmo motivo, um sindicalista foi recentemente condenado em Oeiras; vem o signatário solicitar autorização de V. Ex.ª para, logo à noite, se reunir com alguns amigos no Café Convívio, sito na Rua Arquitecto Marques da Silva, nº 303, no Porto, a fim de discorrerem todos ociosamente sobre assuntos diversos, entre os quais provavelmente não dizer bem das políticas educativas do Ministério da Educação. Pede deferimento."


É por estas e por outras que a marcha pela liberdade e democracia convocada para amanhã, dia 1 de Março, tem todo o sentido.

Sónia

Olá!


Sónia

Fevereiro chega ao fim

"The dream of the fisherma's wife" de Katsushika Hokusai


Finalmente!!! Isto de alimentar o espírito do mês do S. Valentim já começava a ameaçar pieguice! Para acabar em beleza (literalmente) uma sugestão de arte erótica japonesa.

Sónia

O nosso mundo é uma grande macacada



andré

Gaffes


Via Blogotinha.

evva

Elogio da vacuidade



Daqui.

evva

Ah, Raposão!


Tribunal de Portalegre julga falso (?) professor.


Deverá este homem ser condenado? Claro que sim. Falsificou certificados de habilitações, usurpou funções de chefia. Deverá devolver ao estado a totalidade dos honorários que recebeu? Creio que não.

Avaliem-no, não por este esquizofrénico sistema de avaliação, mais interessado na assiduidade, ou falta dela, justificada ou não - enquanto que o novo estatuto do aluno, pasme-se!, a secundariza totalmente -, empenhado em calcular o 'sucesso' pelas classificações atribuídas aos alunos (reprovar, ou 'reter' um cábula, segundo o eduquês em voga, deixou de ser pedagógico), pela 'boa relação pedagógica' (o que quer que isso seja: os professores que mais me ensinaram eram exigentes e autoritários), julguem-no pelas suas qualidades pedagógicas. Explicava bem a matéria? Tornava o complicado simples e assimilável? Tratava os alunos como seres humanos ou com a condescendência de 'coitadinhos!' a quem tudo se perdoa, pela falta de imaturidade ou deseducação dos pais?

Afinal o que é preciso para se ser um bom professor?

evva