quinta-feira, março 20, 2008
De viaxe
Cinco anos depois
"Bush considera que a divisão de invadir o Iraque 'foi justa'. "
terça-feira, março 18, 2008
segunda-feira, março 17, 2008
Cinco anos depois
Foi há cinco anos, feitos ontem, a "cimeira dos Açores" em que, à margem da ONU e do Direito Internacional, Bush, Blair e Aznar (com Durão Barroso no triste papel de mestre de cerimónias) declararam guerra ao Iraque. Uma guerra longamente preparada a partir de mentiras e provas forjadas. Segundo estudos independentes, só entre 2001 e 2003, Bush, Powell, Rumsfeld, Cheney, Condoleezza Rice e mais membros da Administração americana proferiram um total de 935 declarações falsas (incluindo fotos forjadas e informações fabricadas) sobre a existência de armas biológicas no Iraque. Cinco anos e três biliões de dólares depois (a estimativa é de Joseph Stiglitz, Nobel da Economia em 2001), o Iraque continua mergulhado numa sangrenta carnificina civil, a democracia está mais longe que nunca e a corrupção e o terrorismo campeiam. A invasão, que fez soltar "lágrimas furtivas" de emoção a alguns, traduziu-se na maior catástrofe de sempre da política externa americana. Mas o saldo de vidas iraquianas é ainda mais devastador: centenas de milhares de mortos e um número inimaginável de exilados.
Neste quadro de terror e mentira impunes, não deixa de ser chocante que, nos Estados Unidos, um governador seja forçado a demitir-se por ter mentido sobre a sua vida sexual.
Manuel António Pina
Vai no Batalha
domingo, março 16, 2008
Aprende Inglês com...
sábado, março 15, 2008
A Dama das Camélias
Não, não é um romance, mas uma cidade granítica, que esconde em recantos idílicos verdadeiras preciosidades:
Dedicatória
This life is not one that I own, Do I dramatise?
These days I think I'll stay at home, By the fireside
Just leave the outdoors to get on, While I theorise
There is nothing here to celebrate
I should be kickin' out my heels parade, Ah
If it fits then I'll wear it
If you can hear me I'll declare it, Share it
I've called your name out, Sunny and blue
I've picture sitting, Just me and you
No one else is, Ever around
This is the acid test that I've, Found
At least three times in a single week, I am run aground
There is no warning I can seek, I am always found
There is no rhyme or reason to this, A fault appears
With the gaping hollow under my feet, I disappear
There is nothing here to stop me
I just fall until it's got me, Ah
If it fits then I'll wear it
If you can hear me I'll declare it, Share it
I've called your name out, Sunny and blue
I picture sitting, Just me and you
No one else is, Ever around
This is the acid test that I've, Found
I think I need to shake up, wake up fast
Forgive a little low, I won't let it last
With every little day that passes
Something is fixin' if something is broken
This conversation is no longer talkin'
I've called your name out, Sunny and blue
I picture sitting, Just me and you
No one else is, Ever around
This is the acid test that I've, Found
sexta-feira, março 14, 2008
Christina Rosenvinge
Requerimento
«Quando se fazem balanços é, certamente, para realçar aquilo que se fez bem. [...] E foram tantas as coisas que fizemos bem, que não temos de perder tempo com o que fizemos mal.» (Vitalino Canas, porta-voz do Partido Socialista, 12.Março.2008) Senhora Ministra da Avaliação, Venho, por este meio, solicitar a V. Ex.cia autorização para aplicar, na minha auto-avaliação, o mesmo critério utilizado pelo partido político que sustenta o Governo na avaliação que fez do seu próprio desempenho. Se alguns demonstram ausência de critérios, mostremos nós como se faz, para avaliar uns e outros (professores e Governo). A FENPROF, no seguimento das propostas por si já apresentadas vai levar a cabo um processo de debate entre professores para construção de um modelo de avaliação alternativo. Façamos nós, cidadãos, por encontrar uma alternativa ao Governo. Sónia
quinta-feira, março 13, 2008
Douro









A bandeira mais premiada
Panero, sempre Panero
MUTIS
Era más romántico quizá cuando
arañaba la piedra
y decía por ejemplo, cantando
desde la sombra a las sombras,
asombrado de mi proprio silencio,
por ejemplo: "hay
que arar el invierno
y hay surcos, y hombres en la nieve"
Hoy las arañas me hacen cálidas señas desde
las esquinas de mi cuarto, y la luz titubea,
y empiezo a dudar que sea cierta
la inmensa
tragedia
de la literatura.
El que no ve (1980)
[evva]
terça-feira, março 11, 2008
O Bolhão é nosso
Cadeiras
The mysteries of love
Sometimes
A wind blows
And you and I
Float
In love
And kiss forever
In a darkness
And the mysteries of love
Come clear
And dance
In light
In you
In me
And show
That we
Are Love
… a propósito de Blue Velvet, onde este tema é interpretado por Julie Cruise. Eu prefiro esta versão do Antony and the Johnsons, retirada do EP I fell in love with a dead boy.
Música: Angelo Badalamenti. Letra: David Lynch.
andré
segunda-feira, março 10, 2008
MEEEEEEEE
do que um carneiro
a dizer que sim ao pastor
o dia inteiro
e a dar-lhe de lã e da carne e da vida
e do traseiro
mais vale ser diferente do carneiro
um cão raivoso que sabe onde ferra
olhos atentos e patas na terra.
Viva o cão raivoso
tem o pelo eriçado
seu dente é guloso
e o seu faro ajustado
Cão raivoso, cão raivoso, cuidado.
Mais vale ser um cão raivoso
que um caranguejo
que avança e recua e depois
solta um bocejo
e que quando fala só se houve a garganta
no gargarejo
mais vale não ser como o caranguejo
um cão raivoso que sabe onde ferra
olhos atentos e patas na terra.
Viva o cão raivoso
tem o pelo eriçado
seu dente é guloso
e o seu faro ajustado
Cão raivoso, cão raivoso, cuidado.
Mais vale ser um cão raivoso
que uma sardinha
metida, entalada na lata
educadinha
pronta a ser comida, engolida, digerida
e cagadinha
Mais vale ser diferente da sardinha
um cão raivoso que sabe onde ferra
ferra fascistas e chama-lhe um figo
olhos atentos e patas na terra.
Viva o cão raivoso
tem o pelo eriçado
seu dente é guloso
e o seu faro ajustado
Cão raivoso, cão raivoso, cuidado.
Mais vale ser um cão raivoso
dentes à mostra
estar sempre pronto a morder
e a dar resposta
a toda e qualquer podridão escondida
dentro da crosta
dentro da crosta das belas ideias
gato escondido de rabo de fora
dentro da crosta das belas ideias
ABC
Adão e Eva
A Rua
Até há uns dias atrás "a Rua" era coisa que pertencia ao passado. Ou como diz, o Pacheco Pereira, a um número restrito de habituées, de nostálgicos. Ou entao aos outros, um bocado primitivos, que, nao entendendo bem o parlamentarismo, ou nao tendo acesso ao dito, vinham para A Rua gritar por tudo e por nada, geralmente em nome de Allah. Pois parece que, e ainda segundo o Pacheco Pereira, a Rua voltou à rua. E o que tenho para dizer nao é tanto sobre a estrondosa manifestacao dos professores, sobre a qual os colegas bloguistas estarao infinitamente mais informados do que eu, mas da rua berlinense e do que nela vai. Também aqui a Rua pertencia à gente do costume: antifá, anti-alemanha, neo-nazis, comunidade gay, minorias, etc. Pois na última semana, a Rua voltou a receber os trabalhadores. Na semana passada, o sindicato dos transportes colectivos de Berlin decretou greve por tempo indeterminado (já dura há 6 dias) , isto é, até que sejam satisfeitas as condicoes reclamadas pelo sindicato. Em solidariedade com os trabalhadores do BVG, os trabalhadores dos comboios que circulam por Berlin (e que pertencem a Cp cá do sítio) resolveram decretar pré-aviso de greve a comecar hoje e também por tempo indeterminado. Perante o cenário de caos (coisa a que esta gente tem um horror patológico) que se avizinhava, a companhia dos comboios resolveu aceder às reivindicacoes dos trabalhadores do S-bahn e por isso os comboios ainda funcionam. Mas o metro continua assim:
domingo, março 09, 2008
Porquê a rua? De como o PCP se tornou nos últimos tempos o principal partido da oposição
Mais um texto fundamental de Pacheco Pereira, no Público de ontem:
«O REGRESSO DA RUA
Analisemos três momentos deste crescendo. Primeiro, a CGTP fez uma manifestação com cerca de 100.000 pessoas e continuou a indiferença. No tratamento noticioso valeu menos do que um anúncio da máquina de propaganda de Sócrates, menos do que um incidente parlamentar ou um caso de doença rara com que se metem as lágrimas nos telejornais. Nos blogues era o mesmo ambiente em pior, porque os blogues estão cheios de gente cuja classe social se acha acima destas coisas e conhecem pouco mais do que o Portugal das livrarias e das páginas de opinião. Mas as pessoas estavam lá, na "rua", elas pelo menos sabiam que eram muitas.
Estando Governo e oposição na "rua", frente a frente, estamos numa situação em que se vai para a "rua" por falência (ou inexistência) de mecanismos institucionais que impliquem mediações no processo político. Falência do Parlamento, em primeiro lugar, dos partidos, em particular do PSD, na oposição, e do PS como apoiante do Governo, falência de muitos instrumentos de mediação. Por isso é que, estando toda a gente na "rua", nem sempre se sabe como de lá sair.»
sábado, março 08, 2008
Para reflectir
© José Pacheco Pereira»
sexta-feira, março 07, 2008
Crosswords
| You Are a Crossword Puzzle |
![]() You are a wordsmith. You have a way with words, and you're very literate. You are a mysterious person who enjoys dropping little clues every now and then. |
evva
quinta-feira, março 06, 2008
quarta-feira, março 05, 2008
Radio Futura, Pop de Antanho
Dicen que tienes veneno en la piel
y es que estás hecha de plástico fino.
Dicen que tienes un tacto divino
y quien te toca se queda con él.
Y si esta noche quieres ir a bailar
vete poniendo el disfraz de pecadora,
pero tendrás que estar lista en media hora
por que si no yo no te paso a buscar.
Pero primero quieres ir a cenar
y me sugieres que te lleve a un sitio caro
a ver si aceptan la cartilla del paro,
porque sino lo tenemos que robar.
Yo voy haciéndome la cuenta de cabeza
y tu prodigas tu sonrisa con esmero
y te dedicas a insultar al camarero
y me salpicas con espuma de cerveza.
Y aquí te espero en la barra del bar,
mientras que tú vas haciendo discoteca.
Como te pases, te lo advierto, muñeca,
que yo esta vez no te voy a rescatar.
Te crees que eres una bruja consumada
y lo que pasa es que estás intoxicada;
y eso que dices que ya no tomas nada,
pero me dicen por ah¡: "Que sí, que sí, que sí, que sí", y dicen, dicen...
Dicen que tienes veneno en la piel
y es que estás hecha de plástico fino.
Dicen que tienes un tacto divino
y quien te toca se queda con él.
Dices que yo no soy tu hombre ideal
mientras hojeas con soltura una revista
y me pregunto si tendrás alguna pista
o alguna foto de tu "tal para cual".
Te crees que eres una bruja consumada
y lo que pasa es que estás intoxicada;
y eso que dices que ya no tomas nada,
pero me dicen por ahi: "Que sí, que sí, que sí, que sí", y dicen, dicen...
Dicen que tienes veneno en la piel
y es que estás hecha de plástico fino.
Dicen que tienes un tacto divino
y quien te toca se queda con él.
[evva]
BCP antecipa-se ao Acordo Ortográfico?
Considere Re-autenticação
Notificação importante : Lhe aconselham estritamente que corresponda a sua informação justamente para evitar suspensão de serviço. Obrigado por seu co-operação .
[Pérola gentilmente enviada pelo BCP para a minha caixa de correio electrónico.
evva]
terça-feira, março 04, 2008
Um novo partido
evva
segunda-feira, março 03, 2008
Ca ganda cowboiada práqui vai!…

Ora vejamos:
1. Hillary Clinton anda a fazer uma campanha à custa da preparação que supostamente teve quando era primeira dama — ou seja, à custa da glória do marido —, e contra o seu opositor, que agradece a notoriedade que lhe é concedida.
2. Barak Obhama anda a fazer uma campanha à custa de méritos que ninguém lhe reconhece e tenta fazer-nos acreditar que um negro, muito rico, e altamente qualificado, vai mudar um país que em que a pobreza e a falta de educação afecta significativamente os negros. Aqui em Inglaterra, algumas organizações que lutam contra a discriminação racial já vão dizendo que o voto neste candidato é tudo menos útil para os próprios negros.
3. O candidato republicano, John McCain, é visto pelo seu partido como mais democrata que os dois anteriores e, nos bastidores, já há democratas a dizer que eram capazes de votar nele.
Alguém é capaz de ajudar-me a entender isto?
Desde já, obrigado.
andré
domingo, março 02, 2008
Futebol de bairro
Eleições em Espanha
A propósito dos 18 anos do Público
Desmotivado pela enormidade dos formatos do JN e do DN e pelo seu grafismo desordenado, foi com o Público que comecei a levar os jornais um pouco mais a sério. Era bem mais fácil de ler, tinha dossiers, entrevistas e suplementos interessantes.
Tal como tudo na vida, o jornal foi mudando. Mas eu mantive-me fiel na esperança de que, "haja o que houver", o espírito de independência, elegância e correcção se mantivesse.
Agora que passou à maioridade, tenho por vezes dificuldade em reconhecê-lo. O caderno principal continua mais ou menos igual, mas a colagem ao Guardian substituiu a elegância pela funcionalidade. A correcção parece mais relaxada, em detrimento da superficialidade das imagens, que agora parecem ser o mais importante (?!). A indepêndencia tem-se vindo a perder, como o demonstra esta semana o provedor do Público (ver extracto mais abaixo), a propósito de mais um artigo "a pedido" que saiu na Pública, um suplemento que tinha interesse mas que se transformou na versão domingueira da Marie Claire.
Contudo, nem tudo se perdeu. Os últimos provedores têm dado bastante que ler, tal como as colunas de opinião que ainda conseguem atrair pessoas com algo interessante para dizer. O P2 tem alguma piada, mas eu receio que as pessoas não tenham tempo para o ler todos os dias. Acima de tudo, ainda aparecem artigos com substância, que se preocupam em analisar os fenómenos com profundidade e seriedade, deixando ao leitor a tarefa de decidir pela sua cabeça.
Enfim… a maioridade é um momento complicado da nossa vida. É a altura em que nos começamos a definir e isso gera dúvidas e receios. É nesses momentos que temos de pensar naquilo que somos, e sobretudo naquilo que não somos. E há coisas que não ficam nada bem no currículo:
(in Público 2/3/08, p. 47, o Provedor do Leitor, Joaquim Vieira)
A revista Pública dedicou há três semanas a capa e 11 páginas interiores ao norte-americano Tommy Hilfiger. Para os leitores menos familiarizados com a figura, Hilfiger criou uma marca de sucesso comercial no ramo das confecções, ao estabelecer certo conceito de imagem adoptado pela geração jovem. A própria reportagem considera que ele "não é tanto um designer de roupas, mas mais um vendedor de ideias e um homem de negócios". O artigo veio a propósito de um livro que o "homem de negócios" acabara de conceber e lançar internacionalmente (e em Portugal nessa semana). O volume, no formato de coffee table book, consiste numa antologia de emblemas gráficos da civilização ianque, aquilo a que nos EUA se chama Americana e que ao longo do tempo tem sido objecto de diversas abordagens editoriais (com a particularidade de o modesto Hilfiger se colocar a ele próprio entre as imagens dessa simbologia).
Os responsáveis do PÚBLICO são inteiramente soberanos nas suas opções editoriais, e não compete ao provedor pronunciar-se sobre elas (a não ser em caso de flagrante contradição com o Estatuto Editorial). Mas, de qualquer modo, tendo em conta a prática habitual e os meios do PÚBLICO, surpreende tão extensa cobertura do assunto, que implicou uma ida a Nova Iorque para o jornalista falar com o protagonista. Só que o motivo revela-se por uma frase no fim do texto: "O jornalista viajou a convite da Tommy Hilfiger." O jornal apenas publicou o trabalho sobre a personagem porque esta pagou a viagem e a estada ao repórter.
O método observa-se hoje com frequência na imprensa portuguesa: a oferta de deslocações a jornalistas, por empresas e instituições privadas, na ânsia de obterem cobertura noticiosa para as suas actividades. Um dos factores de sucesso na sociedade mediatizada em que vivemos consiste no grau de notoriedade pública alcançado (a extensão das referências nos media ao nome ou ao produto, mais do que o elogio das suas características), e há quem esteja disposto a pagar por isso. Alguns jornais não referem sequer o "pormenor" da oferta, mas o Livro de Estilo do PÚBLICO estabelece que quando "os jornalistas viajam a convite de empresas ou em comitivas oficiais [que o provedor coloca em categoria distinta da relativa às entidades privadas], esse facto deve ser referido de forma clara junto aos textos resultantes dessas viagens". (…)
andré
sábado, março 01, 2008
A coisa está preta...
sexta-feira, fevereiro 29, 2008
Por outras palavras, Manuel António Pina
"A todos os manifestantes. Carta-tipo para avisarem o Governo Civil.
O abuso do poder e o ridículo bate à porta dos contestários portugueses.
1 - Tendo o signatário tido conhecimento de que a PSP identificou três professores que, convocados por sms, se reuniram no sábado na Avenida dos Aliados para, supõe-se, não dizer bem das políticas educativas do Ministério da Educação;
2 - Mais tendo sabido que, entre as centenas de presentes, a PSP decidiu identificar (já que tinha que identificar alguém e não levara consigo bolinhas numeradas para proceder a um sorteio) três pessoas que falaram às TV
3 - E tendo sabido ainda que tal identificação (e tudo o que se lhe seguirá) se deveu ao facto de as pessoas em causa não terem, em devido tempo, informado V. Ex.ª de que pretendiam ir nessa tarde à Avenida dos Aliados;
4 - Tendo, por fim, conhecimento de que, pelo mesmo motivo, um sindicalista foi recentemente condenado em Oeiras; vem o signatário solicitar autorização de V. Ex.ª para, logo à noite, se reunir com alguns amigos no Café Convívio, sito na Rua Arquitecto Marques da Silva, nº 303, no Porto, a fim de discorrerem todos ociosamente sobre assuntos diversos, entre os quais provavelmente não dizer bem das políticas educativas do Ministério da Educação. Pede deferimento."















