sexta-feira, abril 11, 2008

Não resisti a comprar:




Joana

Voltando ao assunto...

Um texto de leitura obrigatória, por Alice Vieira

«Desculpem se trago hoje à baila a história da professora agredida pela aluna, numa escola do Porto, um caso de que já toda a gente falou, mas estive longe da civilização por uns dias e, diante de tudo o que agora vi e ouvi (sim, também vi o vídeo), palavra que a única coisa que acho verdadeiramente espantosa é o espanto das pessoas.
Só quem não tem entrado numa escola nestes últimos anos, só quem não contacta com gente desta idade, só quem não anda nas ruas nem nos transportes públicos, só quem nunca viu os "Morangos com açúcar", só quem tem andado completamente cego (e surdo) de todo é que pode ter ficado surpreendido.

Se isto fosse o caso isolado de uma aluna que tivesse ultrapassado todos os limites e agredido uma professora pelo mais fútil dos motivos- bem estaríamos nós! Haveria um culpado, haveria um castigo, e o caso arrumava-se. Mas casos destes existem pelas escolas do país inteiro. (Só mesmo a sr.ª ministra - que não entra numa escola sem avisar…- é que tem coragem de afirmar que não existe violência nas escolas…).

Este caso só é mais importante do que outros porque apareceu em vídeo, e foi levado à televisão, e agora sim, agora sabemos finalmente que a violência existe!
O pior é que isto não tem apenas a ver com uma aluna, ou com uma professora, ou com uma escola, ou com um estrato social. Isto tem a ver com qualquer coisa de muito mais profundo e muito mais assustador. Isto tem a ver com a espécie de geração que estamos a criar. Há anos que as nossas crianças não são educadas por pessoas. Há anos que as nossas crianças são educadas por ecrãs. E o vidro não cria empatia. A empatia só se cria se, diante dos nossosolhos, tivermos outros olhos, se tivermos um rosto humano.
E por isso as nossas crianças crescem sem emoções, crescem frias por dentro, sem um olhar para os outros que as rodeiam. Durante anos, foram criadas na ilusão de que tudo lhes era permitido. Durante anos, foram criadas na ilusão de que a vida era uma longa avenida de prazer, sem regras, sem leis, e que nada, absolutamente nada, dava trabalho. E durante anos os pais e os professores foram deixando que isto acontecesse. A aluna que agrediu esta professora (e onde estavam as auxiliares-não-sei-de-quê, que dantes se chamavam contínuas, que não deram por aquela barulheira e nem sequer se lembraram de abrir a porta da sala para ver o que se passava?) é a mesma que empurra um velho noautocarro, ou o insulta com palavrões de carroceiro (que me perdoem os carroceiros), ou espeta um gelado na cara de uma (outra) professora, e muitas outras coisas igualmente verdadeiras que se passam todos os dias.

A escola, hoje, serve para tudo menos para estudar. A casa, hoje, serve para tudo menos para dar (as mínimas) noções de comportamento. E eles vão continuando a viver, desumanizados, diante de um ecrã. E nós deixamos.»


evva

E o dia começa bem...

Sónia

Para cada dia que amanhece

… e para os outros também.




Though there are tears around your heart
And your eyes are of stone
Every bright star
Will pale when you come home

Though the ground is wet with sorrow
It will always look that way
Everyone will walk in brightness
Cause it's a new day

A new day

Spring and rose again
Will see the living end

When your heart is sick with wonder
At a long and lonely way
Everyone walk in brightness
Cause it's a new day

A new day

Oh dream of mine
Not lost in sleep
I'll call you down
With the love you don't give words to
With the love you give away
Everybody walk in brightness
Cause it's a new day

A new day

Is it better to disappear
Than just to stand so near a hole?
When your hand won't recognize your face
Makes you maybe go someplace

With the tears round your heart
And the stone in your eyes
Look out your change of heart
And look at the same skies
Over ground wet with sorrow
That will always look that way
Everybody walk in brightness
It's a new day

A new day

You and the rose again
Will be the living end
When your heart is sick with wonder
At a long and lonely day
Walk in brightness
Cause it's a new day

A new day


Mary Margaret O'Hara, A new day, do álbum Miss America

andré

quinta-feira, abril 10, 2008

Bonanza!!!!!!!


Provados e aprovados... Obrigado pela dica, evva!

Sónia

Era uma vez uma idade.
Sentada à porta de casa, apascentava os seus mortos.
Quando eles se aproximavam demasiado, separava-os com uma varinha.
"Sim, porque o peso dos mortos para onde vai?" — perguntava a idade. E nesses momentos envelhecia.
Recolhia a casa e os mortos deitavam-se debaixo das árvores.
Quando os ramos extremeciam, os mortos perguntavam: a idade, para onde irá?
E erguiam-se de sob as árvores.

Tisana n.º 75
Ana Hartherley, no Pessoal e Transmissível de 28 de Março.


andré

Boa noite!


Nada como uma boa chávena de chá antes de dormir... 

Daqui )

Sónia


quarta-feira, abril 09, 2008

o SOL nem sempre nasce para todos


Na página electrónica de um jornal de referência (?), onde até às 11h30 do dia de hoje um único e singelo comentário alertava 'quando é que começam a ver pelo menos uns segundos dos jogos?', ininteligível para os mais distraídos. Na impossibilidade de comentar (é só para assinantes), aqui fica.

evva

terça-feira, abril 08, 2008

BOAS PRÁTICAS

Sala EVT1

evva

P. S.: Com um grande beijo de Parabéns

sábado, abril 05, 2008

Outro clássico

O rótulo aplica-se não só ao compositor, mas também ao intérprete e mesmo ao vídeo. Depois de uma breve introdução sobre as origens do trompete, o mexicano Rafael Méndez, no seu programa "The Trumpet", interpreta o rondó do concerto para trompete de Haydn.



Sónia

O trompete na música clássica



Torelli Trumpet Concerto in D, performed by Lertkiat Chongjirajitra with Silpakorn Chamber Orchestra, led by Tasana Nagavajara, at Mae Fah Luang University, Chiang Rai, during Jan 2008 Northern Concert Tour

andré

Al Hirt


Interpretando "Green hornet", tema  inspirado no original "Flight of the Bumblebee" de Rimsky Korsakov (na imagem).

Sónia

sexta-feira, abril 04, 2008

Enrico Rava

Ouvi pela primeira vez Enrico Rava num trabalho conjunto com o argentino Dino Saluzzi (Volver, ECM, 1987) e reencontrei-o depois no Porto, no Rivoli com o seu quinteto, num dos concertos do Festival de Jazz, nos início dos anos 90. Directamente dos "setenta", vem este registo da televisão italiana. 


Sónia

Nils Petter Molvær




andré

quinta-feira, abril 03, 2008

Swimming

Desculpem fugir ao tema musical do momento, mas com este calor só apetece mesmo




(Winning, The Sound)




nadar!




evva

Chet Baker


Sónia

terça-feira, abril 01, 2008

Novo instrumento




andré

Obrigado!

Chegou ao fim o desafio. Soube bem cada guitarrada! Em agradecimento por terem participado e por nos terem aturado, dois videos dedicados a Andrés Segovia.

i) Richard Johnson interpretando um Prelúdio de Bach  (BWV998) para Andrés Segovia no último dia do famoso masterclass de 1965  em Compostela. 




ii) o próprio Segovia interpretando Bach (Chaconne ,Part 1) 



( mais aqui )

Sónia

Quando o telefone toca...

Com o meu agradecimento ao Hugo!





Sónia

ONTEM


HOJE



andré