sexta-feira, novembro 14, 2008

LINDO!!!!!!!!!!!!


Carta Aberta do Sindicato dos Inspectores da Educação e do Ensino

 ao Senhor Secretário de Estado Adjunto e da Educação


(daqui)


Sónia

Corporativismo docente!?




Somos Pais e Encarregados de Educação de Alunos da ESCOLA SECUNDÁRIA COM 3º CICLO INFANTA D. MARIA, habituados a contar com uma escola organizada, exigente, de clima estável e pacífico, como convém a uma instituição de ensino de referência como esta. Como parte interessada e interveniente no processo educativo, tal como está consagrado no actual modelo de gestão escolar, pretendemos chamar a atenção da tutela, dos agentes sócio-educativos e da sociedade civil em geral para a situação preocupante que se vive nesta Escola e que julgamos não ser caso isolado no panorama nacional. 

É com grande preocupação que temos vindo a assistir a situações que podem fazer perder progressivamente os atributos que nos levaram a procurar esta escola como a melhor para os nossos filhos. A grande quantidade de legislação que durante todo o ano passado foi chegando à escola obriga a um esforço enorme de reajustamento, perturbando a organização — o Conselho Executivo ficou totalmente mergulhado na burocracia, enquanto, pelo lado dos professores, o cansaço e a insatisfação, devido às mudanças que não aprovam ou não compreendem, contaminaram o clima geral, ameaçando parâmetros como a exigência. Arriscamo-nos a ter professores mais ocupados com a implementação das novas regras do que com a preparação das aulas e mais absorvidos com o futuro das suas carreiras do que com o futuro dos seus alunos.

Este ano lectivo, o grande número de professores que solicitou a aposentação na Escola Infanta D. Maria, mesmo sujeita a penalizações (20% dos professores da Escola, se contarmos as aposentações que se prevêem até final do ano) acrescido ao daqueles que tem recorrido a atestados médicos por doença — tem deixado muitos alunos sem aulas e tem sobrecarregado desmesuradamente os professores remanescentes com aulas de substituição (durante só uma semana no mês de Outubro deram-se 100 aulas de substituição!). Vemos cansaço prematuro e sinais de desmotivação em professores e alunos com risco para as aprendizagens, grupos disciplinares desfalcados dos seus elementos mais experientes (História perdeu todos os professores do quadro, Físico-Química perdeu 4 num grupo de 9), turmas do 7º ano desde 23 de Setembro até agora sem professor a disciplinas fundamentais como o Português! 

Lamentando a perda de um corpo docente experiente e estável, uma das garantias de qualidade desta instituição, indagamos então:

— o que levará estes professores, que tanto têm ainda para dar ao sistema, a recorrer à aposentação prematura?
 

No passado, as aposentações aconteciam espaçadamente e de forma gradual; hoje, antecipam-se e acumulam-se. No passado, as substituições de professores  podiam ser solicitadas semanalmente; hoje só podem ser pedidas por ciclos abertos quinzenalmente, o que atrasa visivelmente o processo e prejudica os alunos. 

Somos, então, levados a perguntar: 

­— será este método de substituição de professores o mais adequado?

Estamos convictos de que certas mudanças eram necessárias, nomeadamente um processo de avaliação de desempenho dos professores, mas aos nossos olhos de Pais e Encarregados de Educação, a perturbação causada por este modelo de avaliação no funcionamento normal da escola prejudica o fundamental que é ensinar e aprender. 

— irá este modelo de avaliação contribuir para uma escola melhor?

— não estaremos perante sinais de alerta que apontam para uma escola burocratizada em vez de uma escola de qualidade?

Não queremos perder professores disponíveis para os alunos, capazes de os motivar para a aprendizagem com entusiasmo e exigência, fazendo da qualidade das suas aulas o objectivo fundamental do seu desempenho profissional. 

Não queremos ganhar, em vez disso, burocratas que esgotam as energias no preenchimento de tabelas, objectivos e planificações: é que podem passar a ver números no lugar dos rostos dos nossos filhos. 

Por tudo isto decidimos que tínhamos que nos fazer ouvir!

Coimbra, 6 de Novembro de 2008
A Associação de Pais e Encarregados de Educação 
da Escola Infanta D. Maria


Sónia
(com o meu agradecimento ao João, pelo texto)


Quiz político

Via Blogue Atlântico, um teste político da revista Veja. Vão lá e não se esqueçam de discordar da invasão da propriedade privada, sim?
Não estou totalmente de acordo com este centrismo, confesso. De resto, nada a acrescentar.

evva

Terá mesmo de ser?

«O pesadelo burocrático e a desobediência à lei

11.11.2008 - 16h20, por Aires Almeida *

“O facto de os cidadãos estarem em geral dispostos a recorrer à
desobediência civil justificada é um elemento de estabilidade numa
sociedade bem ordenada, ou seja, quase justa” John Rawls, Uma Teoria da Justiça

Tenho 48 anos e sou professor do ensino secundário há quase 26. Sou
professor titular de Filosofia, não estou sindicalizado, não me recordo
de ter faltado ao trabalho, mesmo em dias de greve, e não costumo
participar em manifestações – nem sequer participei nas duas últimas
grandes manifestações de professores, se bem que tenha pena de não o
ter podido fazer. Nunca me passou pela cabeça ter outra actividade
profissional, mesmo ganhando mais do que os 1850 euros que, após todos
estes anos, recebo no final do mês.

Sei que para ensinar bem os meus alunos tenho de continuar a estudar,
a ler e a aprender. Como costuma dizer um amigo meu, Desidério Murcho,
para se ensinar bem até à letra C é preciso dominar as matérias até
pelo menos à letra M: é preciso um grande à vontade e um bom domínio do
que se ensina para se antecipar dificuldades dos alunos, para se
responder a dúvidas inesperadas, para se encontrar o exemplo certeiro,
para indicar as leituras adequadas, etc. Isto exige uma grande
preparação e uma actualização permanente do professor, além de um
ambiente de trabalho tranquilo e estimulante. Até porque são as
deficiências científicas que originam, na maior parte da vezes, as
situações pedagogicamente mais desagradáveis.

Infelizmente, os escassos estímulos que ainda poderiam existir nesse
sentido parecem pertencer ao passado. As escolas transformaram-se, de
há dois anos para cá, numa balbúrdia constante e num verdadeiro
pesadelo burocrático em que ninguém parece entender-se. E, com muita
tristeza minha, vejo os livros de filosofia que todas as semanas
encomendo na Amazon ou outras livrarias acumular-se sem quase ter tempo
para os folhear. Preparar aulas decentemente é algo que também deixei
de fazer, caso contrário nem sequer vida familiar poderia ter. Não
fosse o caso de os alunos estudarem por um manual que conheço de cor –
porque sou um dos seus autores – e as aulas seriam um completo
improviso. Comparar o que se tem passado nas escolas nos últimos dois
anos com a barafunda gerada com o atraso da colocação de professores no
tempo do ministro David Justino é como comparar um episódio infeliz com
a própria infelicidade. E o ministro David Justino caiu por causa
disso.

Creio poder dizer, sem qualquer exagero nem arrogância, que conheço
melhor do que a senhora ministra o que se passa nas escolas, pois há 25
anos que passo a maior parte da minha vida nelas. Ora, nunca, mas mesmo
nunca, houve tanta confusão e um ambiente tão pouco adequado ao ensino
e à aprendizagem como o que se verifica actualmente.

Perguntar-se-á: o que ando então a fazer o tempo todo para deixar de
preparar as minhas aulas como deve ser?
A resposta poderia ser dada até
pelo meu filho, apesar de ainda ser criança: além das aulas, passo os
dias em reuniões intermináveis para entender o sentido do terrorismo
legislativo com que se tolhem e intimidam os professores
. Na verdade
são muito mais as horas que tenho gasto a reunir por causa da avaliação
do que com aulas. E o pior ainda nem sequer chegou. Como avaliador de
oito colegas, terei de inventar mais 36 horas para assistir a aulas
suas, além das reuniões preparatórias que tenho de fazer com cada um
deles e dos quilos de papelada para preencher. De resto, na minha
escola os professores irão passar o ano a assistir às aulas uns dos
outros, pois somos 165 professores, o que dá cerca de 500 aulas
assistidas por ano. Além disso, terei de preparar tudo para o meu
avaliador – um colega de Economia que não tem culpa de nada e que fará
certamente o seu melhor – poder assistir às minhas aulas de Filosofia.

Que o novo modelo de avaliação é inútil e ineficaz já o provou
definitivamente, sem o querer, a senhora ministra
. Diz ela
repetidamente que esta avaliação é absolutamente necessária para a
qualidade do ensino e para a melhoria dos resultados. Porém, anunciou
com grande pompa ao país que os resultados melhoraram no último ano, o
que acabou por ser reforçado com a divulgação dos resultados dos exames
nacionais. Só que esta apregoada melhoria da qualidade e dos resultados
verificou-se ainda antes de o modelo de avaliação produzir qualquer
efeito. Logo, fica provado que a avaliação não é uma condição
necessária para a melhoria da qualidade e dos resultados
. O que leva
então a ministra a dizer que a avaliação é absolutamente necessária?

Os responsáveis pelo actual ministério da educação parecem, talvez
inconscientemente, querer pôr em prática o cenário tenebroso descrito
por George Orwell em "Mil Novecentos e Oitenta e Quatro", em que a
catadupa de despachos, decretos regulamentares, documentos
orientadores, ordens de serviço, instruções superiores, recomendações,
etc., frequentemente incoerentes – vale a pena dizer que acumulo em
casa mais de mil fotocópias sobre avaliação, que me foram entregues na
escola –, são a tradução quase literal do "Big Brother is watching you"
da 5 de Outubro. A obsessão do ministério por controlar tudo e todos
até ao mais pequeno detalhe está bem patente no modelo de fichas de
avaliação que impõe às escolas e aos professores
(parece que a ideia é
a de que, entre tanta coisa pedagogicamente inane, sempre há-de haver
uns quantos aspectos em que o avaliado vai falhar, de modo a não
atrapalhar as escassas cotas disponíveis para progressão na carreira).
E o mais irónico é que, quando se encontram incoerências e impasses nas
instruções oriundas do ministério, a ministra deixa o problema para as
próprias escolas com o argumento de que lhes quer dar autonomia na
construção dos seus instrumentos de avaliação
. Não é, pois,
surpreendente que os professores se sintam desorientados, cansados,
chantageados e até insultados. Isso acaba naturalmente por se reflectir
na sua prática lectiva e os alunos notam bem a diferença quando o
professor dá as aulas cansado.

Mas o pior de tudo é que o modelo de avaliação fabricado na 5 de
Outubro não vai permitir distinguir os bons dos maus professores, ao
contrário do que a senhora ministra alega. Talvez seja até pior do que
a completa ausência de avaliação, premiando arbitrariamente alguns dos
maus e castigando cegamente muitos dos bons
. Se assim não fosse, que
razões teriam os bons professores que desfilaram na manifestação de
sábado para lá estarem? Ou será que os mais de cem mil são todos maus
ou simplesmente estúpidos? Os professores sentem-se compreensivelmente
ameaçados porque o modelo, além de burocrático, como convém ao Big
Brother, obedece a uma espécie de pensamento único pedagógico: há um
dogma pedagógico subjacente a que todos têm de aderir, tal como se
emanasse do Ministério da Verdade orwelliano. Esse dogma é o da
pedagogia do eduquês: são os resultados a qualquer preço, é a inovação
a martelo, são as “estratégias de ensino-aprendizagem” como se o
professor fosse o aprendiz (também o é, mas noutro sentido). Enfim, é a
avaliação do portfólio e dossiê do professor para ver se ele tem o seu
caderno diário em ordem, infantilizando uma actividade em que, pelo
contrário, se exige autonomia e auto-confiança.

De resto, não é preciso muita atenção para ser confrontado com essa
novilíngua do eduquês que, de há muitos anos para cá, tem caracterizado
o Ministério da Verdade. Só que agora passou a ter uma força imparável,
pois vai ser a destreza no uso dessa novilíngua a determinar se o
professor é dos bons ou dos maus. Esta é, sem dúvida, a avaliação do
pior eduquês em todo o seu esplendor
. É um enorme passo para a asfixia
intelectual dos professores e para a sua menoridade profissional. E é a
negação da desejável diversidade pedagógica, transformando os
professores em meros instrumentos de uma cadeia de produção em série e
impedindo os alunos de se enriquecer no contacto com diferentes estilos
e metodologias
.

Mas o que realmente importa no desempenho do professor é, respeitando
os alunos e os seus direitos, ensinar-lhes e ajudá-los a aprender o que
é suposto aprenderem, recorrendo às concepções pedagógicas que muito
bem se entender. É relativamente fácil apurar se o professor soube
realmente ensinar e se os alunos conseguiram realmente aprender,
independentemente da metodologia usada e das concepções pedagógicas em
jogo, desde que os seus alunos realizem no final do percurso exames bem
concebidos. E se se ponderarem os resultados dos exames comparando-os
com a média de cada disciplina nas respectivas escolas, estamos muito
próximos de um sistema de avaliação muito mais justo, simples, eficaz e
dignificante para todos. Claro que para isso era preciso haver mais
exames, além de melhores programas e de mais formação de professores,
coisas que não parecem interessar minimamente a senhora ministra.

Assim, tudo indica que quando a senhora ministra afirma
totalitariamente que ou se aplica o seu modelo ou não há outro, só pode
estar a fazer chantagem, o termo que utiliza para descrever o
comportamento dos sindicatos junto dos professores, como se os
professores fossem idiotas. A verdade é que neste momento já não são os
sindicatos a comandar os professores, mas os professores a empurrar os
sindicatos, de tal modo que os próprios sindicatos já não estão em
condições de cumprir o acordo assinado há meses com o ministério
. De
nada serve, portanto, ao primeiro-ministro apontar o dedo ao
incumprimento dos sindicatos. Se estes tivessem representado
devidamente os professores, nunca teriam de voltar agora atrás com a
palavra. Por isso, não vale a pena recorrer a fantasias e negar uma
realidade muito crua: a insistência do governo no actual modelo está a
degradar como nunca o sistema educativo nacional e a pôr em causa o
normal funcionamento das escolas
. E esta ministra ficará seguramente na
história como a maior desgraça que se abateu nos últimos tempos sobre a
educação em Portugal
. Isso só ainda não é mais notório porque os
efeitos das políticas educativas só se tornam evidentes passados vários
anos. Por isso é arrepiante ver a senhora ministra insistir – contra
tudo e contra todos os que, em Portugal, já alguma vez revelaram
interesse pelas questões da educação – numa teimosia própria de mentes
obstinadas e dogmáticas. E é também por isso um imperativo de justiça
desobedecer a esta lei arbitrária e injusta, sobre uma questão de tão
grande importância. Chama-se a isto desobediência civil e foi isso que
fizeram em diferentes circunstâncias Gandi, Luther King, Bertrand
Russell e muitas das referências cívicas e culturais do nosso mundo. É
ilegítimo não cumprir a lei, diz a senhora ministra sem se aperceber
que está a ser redundante. Pois é, é ilegítimo não obedecer à senhora
ministra, pois foi ela que fez a lei. Mas terá mesmo de ser.


*Professor titular de Filosofia da Escola Secundária Manuel Teixeira
Gomes, de Portimão»

Terá mesmo de ser? Ainda não estou convencida. Para mostrar que um modelo é ineficaz, há que cumpri-lo até à exaustão e implosão.
E não me venham com greves. Só servem para dar razão à opinião pública de que trabalhamos pouco ou não queremos trabalhar, para além de serem eticamente inaceitáveis.

evva (recebido por mail)

Mãe à beira de um ataque de nervos

Palavras de uma mãe

«Estive esta semana, na qualidade de representante dos encarregados de Educação, numa reunião intercalar da turma da minha filha mais velha, que frequenta o 10º ano numa escola pública . Cansada do trabalho, pq a reunião se realizou ao fim do dia, fiquei impressionada com a fragilidade do corpo docente desta turma. Professores empenhados e que têm dado provas sistemáticas de trabalho mto para além das suas obrigações legais. Gd parte dos professores entrou na reunião não mais de 5 min, dp de ter tocado para a saída. Chegaram esbaforidos, carregados de papelada e ainda a arrumar o material da aula q tinham acabado de leccionar. As olheiras eram bem visíseis e percebi que gd parte deles já tinha reunido de manhã bem cedinho, tinham tido aulas durante o resto do dia e ali estavam para dar e receber informações sobre os seus alunos. Percebi que uma das professoras tem mais de 160 alunos, mas fez um esforço suplementar para corrigir os testes, de forma a já ter informações concretas para dar na reunião. Mostrava gd preocupação com os casos de menor sucesso da turma, mas apresentou 1 plano de recuperação mto bem elaborado e exequível. No final da reunião confessou-me que o q a segura é preservar a qualidade do ensino e zelar pelo melhor interesse dos alunos. Esta professora, que é só 1 exemplo entre muitos, explicou como se tenta desdobrar entre a enorme sobrecarga de trabalho a que está sujeita e os seus 3 filhos, tb em idade escolar. Para ser sincera fiquei com receio (pq esta docente está a fazer 1 bom trabalho) que ela não resista até ao fim do ano. Essa sensação repetia-se no olhar triste e desanimado de mtos outros professores. Como psicóloga apercebi-me que esta classe foi realmente bombardeada com ataques em todas as frentes. Percebi que o trabalharem para os alunos é feito com grande entusiasmo, é todo o trabalho burocrático que os asfixia e o problema da avaliação passa mto por aí e pela sensação de grande injustiça que os avassala. Informada de todas estas questões, indignada com este novo estatuto dos alunos (sobretudo no q diz respeito ao regime de faltas) e pq admiro a maior parte dos professores que conheço fui ao Conselho Executivo e consegui inscrever-me para estar ao lado dos professores dos meus filhos dia 8, o que farei com a consciência que estou a ensinar aos meus filhos que devem sp lutar pelo q é justo e mostrar solidariedade. Não sou ingénua ao ponto de pensar que tudo está perfeito no sistema de ensino. Estou à beira de 1 ataque de nervos, pq percebo q tudo o q está a ser feito é 1 tentativa de denegrir o ensino público (ao qual eu e a minha família devemos gd parte do q somos e sabemos) e sobretudo um achincalhar de 1 classe profissional que me merece enorme respeito. Isto n quer dizer q nós, enc. de Educação nos calemos qd nas escolas algo n está bem. Devemos conversar, tentar chegar a 1 entendimento e batermo-nos pela escola pública de qualidade a q temos direito. Isso consegue-se indo à escola, conversando com os intervenientes neste processo e ficando do lado da razão. Quem está devidamente informado terá que ficar do lado dos professores e contra o ME, pelo bem dos nossos filhos e da sociedade em geral. Dia 8 lá estarei!

Por mãe à beira de 1 ataque de nervos, Coimbra.»

No PÚBLICO on-line.



evva

quinta-feira, novembro 13, 2008

A nobreza ibérica

Andava eu na net à procura de qualquer referência genealógica sobre Nuno (munio, monio, munho, muño) Fernandes, quando à falta de resultados de busca insuficientes, resolvi alargar o espectro de busca, introduzindo as palavras "nobleza iberica". Senti-me com sorte... e fui parar aqui. Muito elucidativo:)


Joana

Balanço II

Hoje o dia não correu mal na escola: o Presidente do Conselho Executivo alertou para o estado de tensão nas escolas e recolhemos rapidamente quase metade das assinaturas dos professores da escola para mais um abaixo assinado por uma melhor avaliação.

Hoje também não choveu nas salas.
Vá lá... Vamos ver como corre amanhã.


Sónia

banca de jornais




sónia

Books won't let you down


evva


P.S.: Obrigada, Anabela!

Na mouche

Pelo Almocreve:

«Ensino: agravos, calúnias & blogs



1. Maria de Lurdes Rodrigues, ainda ministra da educação, deu ontem uma série de entrevistas às televisões a propósito da manifestação de repúdio dos professores contra a sua pessoa. Esteve em todas elas, pastoreando os incautos espectadores e celebrando a sua incompetência política. Em todas elas, a arrogância e "teimosia" assumidas apontam para a sua insipiência em "matéria de gestão de organizações". Que é total. Tratando quer um "quartel”" quer uma escola, como sendo uma única e a mesma organização, logo iguais conceptualmente, o seu exercício intelectual e académico põem em evidência as suas fracativas competências científicas-pedagógias na matéria. E revelam o estado do ensino académico indígena. E logo ela que, não por acaso, aparece como sendo uma putativa expert nesse folheto curioso que é a sociologia das organizações. Se não se soubesse que tal panegírico é assunto recopilado via o imaginário providente de João Freire (anarquista aposentado), com o apoio dos inefáveis empregados do regime que vegetam no ISCTE ou desconhecendo-se como a douta socióloga aplica na prática política e governativa os ensinamentos teóricos que lecciona, seríamos julgados a acreditar na bondade das suas medidas. Infelizmente não é assim! Qualquer um que queira saber as razões que estão por detrás do conflito entre (todos) os professores e a ministra tem à sua disposição na internet todos os materiais para uso do contraditório nessa matéria. Que o faça, livremente. Se for ainda capaz.


2. Calúnias. Não falamos das afirmações do caluniador e provocador Emídio Rangel, porque o caso é de foro psicanalítico e não argumentativo. As palavras insulsas ficam sempre bem a quem as profere. Mas os editoriais do DN e do JN, pelo fraseado gasto e a manifesta inverdade no que escrevem, para além de ridículo são de lamentar. O editorial do DN é, de facto, de uma leviana ignorância e maledicência ao considerar puras deturpações como "casos concretos". O jornalista (?), presume-se o próprio Marcelino, não estudou a matéria em causa, limitando-se a repetir os rumores lançados pela ministra da educação. É ignorante porque afirma que "professores avaliados tem apenas de preencher uma ficha de definição de objectivos com duas páginas" – o que não é verdade totalmente – repetindo ad nauseam o que é lançado via governo. O porquê deste extraordinário e típico rumor era curioso de descobrir. O João Marcelino tinha (e tem) ocasião de saber se é ou não assim: basta ir a uma qualquer escola ou consultar documentação na internet. Mais: o João Marcelino repete "que há muitos professores que já foram avaliados". O Marcelino, dando préstimos a iguais afirmações da ministra, não sabe que tipo de professores foram avaliados, em que contexto e como. Esquece-se de dizer que a tais docentes (os contratados e os que subiam de escalão até final do ano lectivo) não se utilizou a mesma metodologia (só tiveram de fazer a sua autoavaliação) com que agora se brinda os docentes do quadro e que, curiosamente, se encontram actualmente a trabalhar, na sua maioria, em caixas de supermercado ou estão no desemprego. Mas podia saber quem foi "avaliado" (e como?) se fosse autónomo, tivesse interesse, fosse atento e soubesse fazer uma simples pesquisa. Isto é, se fosse jornalista. Por fim, é inútil referir o study case desse típico gerente dos jornais dos regimes, o senhor José Leite Pereira, director do JN. Num editorial abjecto, repetindo a pataco as enormidades do seu camarada João Marcelino (porque será?) pincela uma sensaborona croniqueta, onde o que avulta é apenas a pífia repetição desse espantalho das corporações e da defesa de direitos adquiridos. Para isso estamos conversados. Não é o jornalista Leite Pereira que pode vir dar lições sobre essa matéria. Ou a vergonha caiu de vez?


3. Por sua vez a Blogosfera, quase sempre escrava de factos e da retórica política posta a correr por criaturas sem nome, dorme "como um cevado". Bem comportadinha e sem liberdade de acção, como qualquer liceal, faltou à chamada. O ensino ou a educação irritam-lhe ou parcos neurónios, sonega-lhe a inspiração e a verve. A Blogosfera embirra com o ensino e os educadores. Fosse outro o escarcéu, já tinha publicado excelentes gatafunhos de gramática política & parido tão artificiosos como retrincados textos. Muitos dos blogs, ditos de referência, estão mais para a agulha e o dedal partidário. Ou sindical. Ou corporativo. Afinal porque razão haveriam de prosar e debater o ensino ou a educação? Acaso alguns desses extraordinários "cães de guarda" do regime, na sua boémia internauta, poderiam gastar as teclas, contestar ou opinar sobre a questão, talvez, absolutamente vital do país que é o ensino e a educação? Não podiam! Isto porque, tais fervorosos bloguers frequentam, como almas gémeas ou como comensais, o repasto do regime. Ora nunca se viu alguém morder a mão que lhe dá de comer. Evidentemente que não.»


evva

P.S.: A acompanhar igualmente no Almocreve o Leilão do Ano (já agora, se ninguém estiver interessado, eu gostaria muito de ficar com os livrinhos do António Botto, sim?).

quarta-feira, novembro 12, 2008

Um dia gostava de saber dançar assim




Excerto de Sacred Monsters, concebido por Sylvie Guillem e Akram Khan, aqui também com Lim Hwai Min

andré

terça-feira, novembro 11, 2008

S. Martinho



Viva a Maria Castanha!!!

Sónia

Prognóstico



Sónia

(com o meu agradecimento ao Hugo pela pista)

Balanço



Hoje o dia não correu mal na escola: não choveu na sala; consegui dar a minha aula. 
Vamos lá ver como corre amanhã...

Sónia


Vã tentativa de regresso

Após longas e infindáveis semanas de silêncio, arranjei finalmente tempo e disposição para deixar aqui algumas linhas. Após a grandiosa manifestação de sábado, que me encheu de orgulho de ser professor (sempre serve para contrabalançar com a vergonha que senti de ser português quando ouvi um certo e determinado chefe de governo metamorfosear-se em chefe de vendas numa qualquer cimeira Ibero- Americana...), eis que hoje me começo a arrepender de ter seguido tal profissão. Passo a explicar: no decorrer de mais uma maravilhosa aula de CEF (mais uma sigla...), com apenas onze dos milhares de alunos que a nossa ministra diz que salvou do abandono escolar, tive que ouvir um pouco de tudo! Uma pérola que lá tenho, após muito esforço meu, lá abriu o caderno para escrever o sumário, não sem antes ter soltado um f***** entre dentes. Como tenho ouvidos de tísico, senti-me na obrigação de elucidar o latagão das inconveniências do uso de tal tipo de linguagem na vã esperança que tal corrija o que expulsões parecem não fazer. De seguida, o menino não quiz trabalhar alegando estar indisposto. Como tenho que manter a minha sanidade mental e energia, lá o deixei para um canto, não sem antes o ter advertido para as consequências nefastas que tal postura teria na sua avaliação e ter registado numa das inúmeras fichas de observação de aula a sua atitude. Não satisfeito, enquanto os colegas trabalhavam, pontapeia o caixote do lixo com estrondo!! Farto de tanta estupidez dei-lhe ordem de saída. Nem vos relato a quantidade de barbaridades que vociferou, tento começado por um elucidativo "Deve estar tolo!" e uma estrondosa saída, seguida de reentrada e nova saída na sala, a que a porta milagrosamente sobreviveu!!
Terão sido também alunos CEF aqueles que hoje vaiaram a nossa ilutríssima ministra da educação em Fafe? Ou terão sido mesmo alunos com objectivos e metas que, fartos de tanta asneira ministerial e saturados da política do número em vez da exigência no ensino público, decidiram arremessar-lhe com um bom par de ovos?! Deixem-me, pois, parabenizar a justiça de Fafe, algo que julguei nunca vir a fazer!

Manel

segunda-feira, novembro 10, 2008



Sometimes I feel like I'm falling
Fall back again, fall back again,
Fall back again, fall back again

Oh, life it seems a struggle between
what we see and what we do
Well I'm not going to change my ways
just to please you or appease you
Inside a crowd, five billion proud
willing to punch it out
Right, wrong, weak, strong
ashes to ashes all fall down
Look around about this round about
this merry-go-round and around
Well If at all God's gaze upon us falls
it's with a mischievous grin, look at him

Forget about the reasons and
the treasons we are seeking
Forget about the notion that
our emotions can be swept away
Forget about being guilty
we are innocent instead
For soon we will all find our lives swept away

Oh look at me in my fancy car
and my bank account
Oh, how I wish I could take it all down
into my grave, God knows I'd save and save
Man, take a look again, take a look again
things you have collected, well in the end piles up
to one big nothing, one big nothing at all

Forget about the reasons and
the treasons we are seeking
Forget about the notion that
our emotions can be swept away
Intentions are not wicked, don't be tricked into thinking so
And soon we will all find our lives swept away

You seek up an emotion
and your cup is overflowing
You seek up an emotion,
sometimes your well is dry
You seek up a big monster
for him to fight your wars for you
But when he finds his way to you, the devil's not
going, "Ha ha, ha ha"

Late at night with TV's hungry child
his belly swells
Well, for the price of a coke or a smoke
I could keep alive those hungry eyes
Man, take a look again, take a look again
Eveyday things change
Basically they stay the same

Forget about the reasons and
the treasons we are seeking
Forget about the notion that
our emotions can be kept at bay
Forget about being guilty
we are innocent instead
For soon we will all find our lives swept away

You seek up an emotion
and your cup is overflowing
You seek up on emotion,
sometimes your well is dry
You seek up a big monster
for him to fight your wars for you
But when he finds his way to you, the devil's not
going, "Ha ha, ha ha"

Fall back again, fall back again
Fall back again, fall back again


Seek up, no álbum de Dave Mathews e Tim Reynolds "Live at Ruther College"


andré

Regressemos ao CAOS


evva

domingo, novembro 09, 2008

Ressacando a manif...

Quero dormir uma semana....!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Sónia

Esplendor na manifestação dos 120 mil

Ontem estivemos AQUI.

evva

Esplendor na manifestação dos 120 mil



01h30: Professores do Autocarro 63 chegam finalmente a casa, mas não sem antes terem jurado solenemente ir a pé da sua escola à Santa Rita, Senhora das Causas Impossíveis, se

  • este Estatuto da Carreira Docente for revisto


  • eliminada a distinção Professor Titular/Mero Professor


  • extintas para todo o sempre as Áreas Curriculares de Área de Projecto e Estudo Acompanhado, que só servem para sobrecarregar os alunos com carga horária inútil


  • revogado o Novo Estatuto do Aluno, que iguala as faltas justificadas às injustificadas e que até os alunos contestam

  • suspenso o projecto de extinção dos Quadros de Zona Pedagógica (pelo amor de Deus, eu não andei estes anos todos a trabalhar para conseguir entrar no Quadro de Zona Pedagógica do Porto e agora ficar sem lugar no Quadro)
  • e enfiada ad eternum na gaveta esta avaliação senil que permite que situações que não são da total responsabilidade dos professores influam na sua 'classificação' (veja-se o exemplo do Abandono Escolar: papás emigram e levam crias consigo, mas 'esquecem-se' de ir à escola anular ou transferir a matrícula dos filhos; resultado: abandono escolar e todo um Conselho de Turma tramado na sua avaliação).



evva

sábado, novembro 08, 2008

Esplendor na manifestação dos 120 mil

22h39: Mulheres em desespero de causa invadem casa-de-banho dos homens da Área de Serviço de Leria. Meninos às moitas! Chegámos a temer que a polícia não nos deixasse parar em Leiria, por excesso de lotação. Guapos, desde já aviso que quando me vir aflita vou usar as vossas toilettes. São muito limpas e têm papel higiénico, parabéns.

evva

Esplendor na manifestação dos 120 mil

20h40: O pessoal de Cantanhede devia aprimorar as massagens, confidencia colega de informática de Autocarro 63. Muito fraquinhas…
E um cafezinho, não se arranja?

evva

Esplendor na manifestação dos 120 mil

20h35: Motorista protesta de cansaço e a malta decide recolher o farnel e prepara-se para regressar a casa.

evva

Esplendor na manifestação dos 120 mil

20h27: Em agradecimento pelo divino manjar, colega de Cantanhede oferece-se para massajar ombros cansados de colega de informática de Autocarro 63.

evva

Esplendor na manifestação dos 120 mil


20h20: Cantanhede já se juntou ao piquenique, estão a protestar porque não trouxemos coca-cola, só tintol, água e sumos.

evva

Esplendor na manifestação dos 120 mil

20h17: Atenção! Atenção! Magnífico piquenique junto ao Autocarro 63, a poente do Cais do Sodré, em frente ao Clube Naval. Apareçam que chega para todos.


evva

Esplendor na manifestação dos 120 mil

18h50: Professores da grande Lisboa começam agora a subir a avenida. Os do norte começam a descer pelas ruas laterais. Faixa da Escola Secundária de Camões, de Lisboa: "Suspendemos a avaliação porque queremos continuar a ensinar".

evva

Esplendor na manifestação dos 120 mil


18h30: Chegamos ao Marquês! (ou seja, sensivelmente a meio da Avenida da Liberdade, porque daqui para a frente não dá para avançar). Anunciam as escolas que vão conseguindo chegar ao fim da sua marcha desde o Terreiro do Paço. A Escola Secundária de Viriato, de Viseu, veio em peso protestar até Lisboa, estão presentes na manifestação TODOS OS DOCENTES a trabalhar naquela escola, não ficou ninguém em casa. Que orgulho, colegas!




evva

Esplendor na manifestação dos 120 mil

18h17: Corrijo, ainda estou no Rossio, mas sempre a andar. Está ali uma aparelhagem sonora que transmite em directo o que se vai dizendo no palco e me induziu em erro. Com este elegante metro e meio de altura no meio de uma multidão e já noite cerrada não dá para reconhecer o espaço envolvente. A última colega vinda de carro junta-se finalmente à sua escola, a malta do Autocarro 63. Um acidente na A1, com capotamento de uma viatura ligeira e choque e despite de duas outras, a que assistimos, criou uma fila de dezenas de quilómetros e obrigou-os a desviarem-se pela A8, onde encontraram igualmente imenso trânsito.

evva

Esplendor na manifestação dos 120 mil

18h16: Muita, imensa gente! O norte abriu a manifestação. Atrás vem o centro, o sul, as ilhas, e Lisboa fecha a multidão. Chegamos agora ao Marquês. Não me venham com greves, pleeeeeeease! Não é deixando de trabalhar que se luta por direitos laborais. Vão sendo anunciadas as escolas que têm vindo a suspender o processo avaliativo através de moção assinada por todos ou grande, imensa maioria dos seus docentes. São os professores que reunidos na sua escola decidem esta suspensão para trabalhar em paz sem acessos de reunite ou burocracite aguda, os Conselhos Executivos estão de pés e mãos atados.


evva

Esplendor na manifestação dos 120 mil

18h05: Chegamos ao Rossio. Esta malta de Felgueiras só ocupou meio autocarro, mas grita por 20 ou 30. Entretanto, reagimos com raiva às declarações da ministra de que tudo continuará na mesma e os 120 mil que invadiram Lisboa foram instrumentalizados por sindicatos e partidos da oposição. Não há pachorra para esta mulher! Desça à rua e venha ler os cartazes e as faixas. Só queremos tempo para ensinar, que é para isso que nos pagam. É para que formemos cidadãos responsáveis, livres e preparados para pensar pela própria cabeça que vai uma boa maquia dos impostos deste país.

evva

Esplendor na manifestação dos 120 mil

17h22: Sic Notícias acaba de anunciar que estão 150 mil professores na manifestação. 4h depois de terem chegado ao Terreiro do Paço, professores do autocarro 63 conseguem finalmente entrar na Rua do Ouro. Onde estais, pardais?

novio: Rua do Ouro, a olhar para a entrada do Metro do Chiado.
Manel: Ainda?! Estamos no Rossio. Aqui já se avança mais depressa.
Sónia: ... [desaparecida em combate]

evva

Esplendor na manifestação dos 100 mil




15h30: Autocarro 63 posicionado e aperaltado em frente à Rua do Ouro, já na companhia dos colegas que chegaram a Lisboa de carro e de comboio. Ai, ai, ai, tanta gente.... Não foi por estas bandas que o chão desabou há tempos? Isto começa a ficar um tanto ou quanto apertado. Onde estais, pardais? Estou junto daquela faixa com a cara da ministra e uma mão que diz BASTA!





novio: A tentar furar, mas está impossível. Não vejo mão nenhuma. Se a multidão começar a avançar, depois será mais fácil encontrarmo-nos.


Manel: Estamos em frente ao Ministério da Justiça. E aí não se avança?


Sónia: ... [sem bateria no telemóvel]


evva

Esplendor na manifestação dos 100 mil

14h39: Já almoçámos e conseguimos tomar um cafézinho na Rua Augusta após agradável meia-hora em fila de espera. Aquelas casas-de-banho ambulantes recomendam-se, acreditem. Onde estais, pardais?




Manel: Junto à estátua de D. José.


Sónia: Em frente ao Arco da Rua Augusta, a irritar-me com o gajo do palco.




evva

Esplendor na manifestação dos 100 mil

10h17: Fila quilométrica para cafés e casa de banho na área de serviço da Mealhada. Autocarro 63 avança com dificuldade entre centenas de pessoas e decide parar só em Leiria. Abram alas colegas. Aqui vamos de novo na A1! Onde estais, pardais?

Manel, o único que respondeu: Área de Serviço de Leiria. É melhor não pararem aqui, está pior do que na Mealhada, aposto.


evva

Esplendor na manifestação dos 100 mil

09h08: Podem tocar os sinos a rebate! Aqui vai a reacção a caminho do mega protesto docente em Lisboa. Autocarro 63 do SPN diz presente! Onde estais, pardais?


novio: autocarro 23!
Manel: autocarro 89!
Sónia: autocarro 85!

evva

Esplendor na manifestação dos 100 mil

07h22: A concentração é daqui a pouco (8h30). Devemos ser mais de 100 mil. Há mais cento e tal camionetas alugadas do que na manifestação a 8 de Março. A bola de bacalhau acabou de entrar no forno, será que ainda dá tempo para o bolo de chocolate?…

evva

quinta-feira, novembro 06, 2008

Eu quero

Ir nadar na maravilhosa Badeschiff-Sauna:










Esta piscina-sauna fica em Treptow, na antiga Berlin-Leste, e resulta da reconversão de um cais industrial desactivado (Treptow era o sector industrial da antiga capital da Repúbica Democrática Alemã).

Joana

eleições, discursos e afins

Este post era para ser um comentário ao post do André sobre os discursos do vencedor e do vencido das eleições americanas, mas como o meu computador sofre de arterioesclerose não me deixa ver os números da verificação. Portanto publico o comentário em página aberta:

Confesso que esperava melhor do Obama, mas afinal ele habituou-nos mal:) Quanto ao Mccain achei que mostrou no discurso aquilo que pareceu perder durante a campanha: um homem honesto.
Vamos ver agora o que vai acontecer. Com as previsões do FMI a alertar para a recessão geral nos paises mais ricos, não sei se o Obama vai ter margem para nos maravilhar com actos como o fez com as palavras. Aguardemos


joana

Será que é desta?…



Que este log sai do desepero?…
Nem a Ladytron, nem os discursos provocaram qualquer reação. Se os GF também não o fizerem então não sei o que tentar mais…
Mas eu tenho esperança que o problema das pessoas deste blog não seja mais grave do que uma dor de costas.


andré

quarta-feira, novembro 05, 2008

A escutar com atenção

Confesso que não me consigo decidir sobre qual dos discursos gosto mais, pois os dois parecem tirados de um grande filme ou de um grande livro. Dois momentos mediáticos fabulosos. Oxalá inspirem muita gente nos dois lados do Atlântico.

Discurso de vitória de Barack Obama
Discurso de aceitação da derrota de John McCain


andré

segunda-feira, novembro 03, 2008

Ladytron pra acabar com o desepero



I don't hate you, or want you
Enough to wake you.
There's a crack in the window
Return off the key in ignition

So if you freeze tomorrow
Come back
Lucky
We saw that your eyes were closing

There's a crack in the window
Return off the key in ignition.
But I don't hate you, or want you,
or celebrate you

So if you freeze tomorrow
Come back
Lucky
We saw that your eyes were closing

So if you freeze tomorrow
Come back
Lucky
We saw that your eyes were closing

But I don't hate you, or want you,
enough to wake you

So if you freeze tomorrow
Come back
Lucky
We saw that your eyes were closing

So if you freeze tomorrow
Come back
Lucky

We saw that your eyes were closing x5

So if you freeze tomorrow
Come back
Lucky


Ladytron, Tomorrow, do álbum Velocifero

andré

domingo, novembro 02, 2008

E lá se foi um fim-de-semana



Sónia


8 de Novembro - Indicações Práticas

Já definiste os teus OBJECTIVOS INDIVIDUAIS?

Consignados no Decreto-Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro?

"Os objectivos individuais são formulados tendo por referência os seguintes itens:

a) A melhoria dos resultados escolares dos alunos;

b) A redução do abandono escolar;

c) A prestação de apoio à aprendizagem dos alunos incluindo aqueles com dificuldades de aprendizagem;

d) A participação nas estruturas de orientação educativa...



VAMOS antes DEFINIR

OBJECTIVOS COLECTIVOS!

8 de Novembro - Lisboa

(Sábado)



Sónia

Dosti!



Tarde de Domingo bem passada a ver uma pérola bollywoodesca (trabalho 'oblige', uma aluna vai fazer um resumo desta obra-prima, imaginem) numa legendagem cifrada e difícil de acompanhar, tal a enormidade desortográfica. Os comentários no IMDB hesitam entre «I loved this a lot that I'm thinking of buying it and I don't do that often» ou «'Dosti: Friends Forever' was a pleasant surprise to me. The performances were very strong and I loved the dynamics between the two lead characters» e «Dosti is a mediocre offering, so only watch it if someone else is paying». Não imaginam o que perderam, mentes perversas! Há meses que não me ria tanto.

Deixo-vos com uma das cenas antológicas. A letra da música versa a amizade (pelo menos foi o que a 'tradução' deu a entender), mas reparem na quantidade de vezes que os actores (?) mudam de indumentária, cada qual melhor que a anterior:





evva

Professores denunciam carga horária ilegal


Federação garante que está a ser inundada por queixas de docentes

00h30m

ALEXANDRA INÁCIO

A carga burocrática faz com que muitos professores trabalhem mais de 40 horas semanais. A FNE está a fazer um levantamento e diz-se inundada de queixas. Cerca de 100 já poderão seguir para tribunal.

É um dos principais ataques ao modelo de avaliação docente. A ligação é, aliás, indissociável para os professores. "A excessiva carga burocrática" e as "reuniões intermináveis", contempladas regularmente, na "componente de trabalho individual", obriga os docentes a prolongarem os seus horários para tempos "ilegais", queixam-se.

Há duas semanas, a Federação Nacional dos Sindicatos de Educação (FNE) lançou uma campanha para fazer o levantamento sobre a frequência desses "horários ilegais". O processo é simples, os professores preenchem um formulário que está disponível no endereço electrónico da FNE.

O sindicato esperava já poder revelar números mas as queixas são tantas "para o gabinete jurídico, secções de informação do sindicato e a delegados no terreno" que, para já, é impossível avançar com informação quantificada, justificou Lucinda Manuela.

O JN apurou, no entanto, que cerca de 100 denúncias estão a ser analisadas pelo gabinete jurídico da FNE e, destas, algumas poderão ser passíveis de seguir a via judicial. A Federação tentará "resolver caso a caso" e só depois avançará para tribunal.

As queixas não variam muito de professor para professor, garante Lucinda Manuela. O excessivo peso das "tarefas burocráticas" e as "reuniões intermináveis" obrigam os professores a cumprir mais de 40 horas de trabalho por semana. "E quando um funcionário trabalha horas extraordinárias recebe", insiste a dirigente.

É no artigo que regula a "componente de trabalho individual", do despacho nº19117/2208 (ler caixa), que está contemplado o tempo para a preparação de aulas, correcção de trabalhos ou testes, investigação e reuniões, "que deveriam ser ocasionais e não diárias", protestou a dirigente. É, precisamente, neste artigo que têm sido cometidos as principais "ilegalidades", considera, já que só os trâmites com a avaliação de desempenho obrigam a "reuniões intermináveis, por vezes, noite dentro".

"Deixem-nos ser professores", defende, argumentando que a falta de tempo para a preparação de aulas e acompanhamento dos alunos está a deixar os professores "desesperados" já no início do ano lectivo: Uns pedem antecipação da aposentação, outros estão à beira de um esgotamento, refere.

Algumas das queixas denunciadas pelos professores têm eco num parecer do Conselho Nacional de Educação, divulgado esta semana, recorde-se.

O órgão consultivo do Governo para a Educação considera que "há descontinuidades" entre os ciclos de ensino que deveriam ser "esbatidas". Nesse sentido alerta para "a instabilidade ao longo de um dia de trabalho escolar causado por horários inadequados aos ritmos de aprendizagem; práticas menos adequadas de atribuição de serviço aos preofessores e aos directores de turma ao longo da escolaridade; a quase inexistência de trabalho colaborativo entre professores; o número excessivo de turmas atribuído a uma grande parte dos professores, tornando inevitável a dispersão e muito difícil a responsabilização destes pelo acompanhamento dos alunos". A ministra da Educação vai ao Parlamento esclarecer a sua posição quanto às recomendações do parecer.

in JN 02/11/08


Sónia

PD: a carga horária semanal dos professores NÃO são 40 horas, MAS SIM 35... Como aliás devia ser, no máximo, para qualquer trabalhador.




sábado, novembro 01, 2008

Leva-nos contigo...



evva et Sónia

Calinadas....



Eis a razão pela qual o meu Inglês anda pelas ruas da amargura...

If I was a better man
Would fellow men take me to their hearts
If I was a stronger man
Carrying the weight of popular demand
Tell me would that alarm her
I'd never harm her at all

If I was a soldier
Captive arms I'd lay before her
If I was a sailor
Seven oceans I'd sail to her

If I was a wiser man
Would other men reach out and touch me
If I was a kinder man
Dishing up love for a hungry world
Tell me would that appease her
I want to please her again

If I was a painter
I'd paint a world that couldn't taint her
If I was her leader
On food of love from above I would feed her

If I was a poet
All my love in burning words I would show it
If I was her lover
Her eyes in kisses I would cover

Come here my baby
Oh they can't touch you now
I'll keep you safe and warm
I'll never leave you at all
Come here my baby
Oh they won't touch you
Dishing up love for a hungry world
Tell me would that appease you
I want to please you again

If I was a soldier
Captive arms I'd lay before her
If I was a sailor
Seven oceans I'd sail to her
If I was a painter
I'd paint a world that couldn't taint her
If I was her leader
On food of love from above I would feed her
If I was a poet
All my love in burning words I would show it

Midge Ure


Mas estamos sempre a aprender, não é verdade? Juro que nunca mais erro a construção condicional 'if I were'...


evva

Todos juntos!!!

TODOS NO DIA 8 DE NOVEMBRO


EM UNIDADE, OS PROFESSORES SERÃO MAIS FORTES PARA DERROTAREM A POLÍTICA EDUCATIVA DO GOVERNO

A FENPROF saúda o facto de ter sido possível chegar a acordo com três movimentos (APEDE, MUP e PROMOVA) no sentido de se realizar apenas uma grande iniciativa nacional de Professores - Plenário seguido de Manifestação, com trajecto ainda a definir - no dia 8 de Novembro. A FENPROF regista o tom construtivo e de procura de consensos e soluções que caracterizou a reunião do dia 29 de Outubro, sem prejuízo das diferenças de opinião e de análise críticas de parte a parte.

A FENPROF tudo fará para manter em aberto todas as vias de diálogo com a certeza de que a unidade de todos os professores e educadores num momento particularmente difícil assim o exige.

O Secretariado Nacional da FENPROF.

daqui

Sónia

BOM DIA!!!



Faz sol sobre o meu computador...



Sónia

Vida de Professor IV


Oito da manhã de um soalheiro sábado e já ao computador a fazer testes. #&%$@!

evva

P.S.: parafraseando um post ali em baixo, chegou o fim-de-semaaaaaana!

sexta-feira, outubro 31, 2008

69

Se não fosse eu... ;-)


Sónia

Sugestões

De indumentária para o dia 8 de Novembro: moda escolar 08/09



Sónia

Chegou o fim de semana!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!




Sónia

Leituras

De onde vem esta há outras...

MUUBIPI NEGA

Desde que tengo “uso de corazón” - se dice uso de razón? - recuerdo que a mi casa entraba y salía gente de muchos colores y lenguas. Maestros, aventureros, pastores de almas, curiosos, contrabandistas, anais de las montañas – yardormar-, cuerpos de paz, “smitsonianos”, canoeros de Boca Chica (Cartagena), candidatosacualquiecosaenlapolítica, sirenas perdidas en el mar kuna (una de ellas llegó con la lluvia y con la lluvia se fue) turistas accidentales y occidentales casi todos, marineros dules y no dules… y la linda anfitriona era mi abuela Clementina. Y recuerdo también que la única paga para nosotros era la alegría de la visita, seguida de la promesa nunca cumplida de mi abuela: “un día mis nietos te irán a visitar”.

Algunos de estos visitantes se quedaron unas horas, otros, eventualmente, algunos días, otros semanas y hasta meses. Todos dejaron recuerdos, nuncameolvides, carcajadas, lágrimas, adioses; algunos dejaron u olvidaron ropa, mochilas, discos, libros, fotos, sombreros, y otros, se quedaron pegados a la retina de alguna adolescente tierna. Algunos de ellos eran deliciosos contadores de historias, largas hasta la madrugada, en las hamacas; otros, grandes escuchadores, y otros solo se reían (mi tío Fred era nuestro traductor, poeta y políglota: además del inglés, cualquiera lengua no era misterio para él. Un marinero tiene tatuado además de nombres y corazones, lenguas y países en la piel, nos decía)

Mi abuela Clementina quedó viuda muy joven y nunca salió de Kuna Yala, creo que lo más lejos que viajó fue a la isla de Narganá, donde – Maria, mi madre - estudió su educación básica. Tiempos de vela, tiempos de vientos. La hospitalidad de la abuela la recuerdan viajeros, nómadas incansables de Copenhage y Chiriquí, de Coedup y de Paris, de Boca Chica (Cartagena), Florencia, Washington, Chepo, Mansucun, Mordi, de Caracas o Colón... y otras aldeas de este planeta.

Así recuerdo la MariaNega – la Casa de María -, como le llaman los ustupeños, o MuuBipi Nega (La Casa de la Abuelita), como le llamaban los canoeros (marineros de Cartagena) al albergue de alegrías y aventureros que hoy continúa a la espera de amigos y viajantes.

La casa de mi abuela olía siempre a frutas, creo que ella misma cargaba en su cuerpo ese olor, y de sus manos salían siempre exquisitas comidas, para ella cocinar era una fiesta, y una fiesta eran sus comidas, sus bebidas de cacao con banano, sus dule masi, pescado a manera kuna, sus panes hechos de maíz nuevo y que eran compartidos siempre con visitantes y los de casa.

Tantas veces acompañé a mi abuela al caer la tarde, ya con la noche a la puerta, en los baños de humo, de cacao y palabras a los Nuchus, estos seres mágicos, hechos de balsa que ella estratégicamente colocaba por la casa. Hablaba con ellos y les pedía que cuidase a los seres que amaba, que protegiese a la aldea y sus habitantes y a todos los que habían pasado por casa. Los nuchus han sido y son los guardianes de nuestros sueños, guerreros contra todo mal.

De estas historias y ternuras se alimentan muchas de mis crónicas, con las que tal vez trato de escribir un poema mayor de la aventura de viajar, de los encuentros y desencuentros, una poética de la errancia tal vez. Hoy es esta fabulosa maga –mi abuela Clementina–, su recuerdo quien inspira estas letras y alimenta ese poema escrito a muchas voces; mi abuela quien, con pocas palabras y con muchos de sus actos me enseñó que la aldea es el mundo, que peregrinos somos todos, que un abrazo, una sonrisa y un poco de pan y agua no se le niegan a nadie; mi abuela, a quien, como María, la de la canción de Facundo Cabral, le bastaba abrir los brazos para tener la medida de la ternura y el lazo que une la muerte y la vida…!

inawinapi

Sónia

Gémeos

Pelo menos à primeira vista... ora espreitem aqui.

Sónia

Estou farta


de tanto trabalho burocrático. Só me falta mesmo dormir na escola. O meu horário de trabalho no estabelecimento de ensino onde estou a leccionar, e que este ano inclui, a meu pedido, o turno da noite, começa logo de manhã, termina quase sempre às onze da noite e é quase exclusivamente ocupado com o preenchimento de papéis. Só a essa hora regresso a casa, ainda com muito que fazer (em termos profissionais, pois com a lida da casa já me deixei de preocupar há muito, tive que optar).

Eu quero ter tempo para preparar aulas em condições, corrigir testes e trabalhos, partilhar com os meus alunos o prazer da aprendizagem e do ensino. Mas não tenho tempo. E começo a pensar que as 35 horas de trabalho na escola (ou 40 ou 50, a sério, não me importo, actualemente trabalho muito mais), são cada vez mais indispensáveis.


evva

Falta pouco...


Acham que conseguimos o post n.º 69 antes de acabar o mês?

Sónia

Terroristas há muitos...

É como os chapéus... salvaguardadas as diferenças!



Sónia

quarta-feira, outubro 29, 2008

Vida de professor III




Eu queria era fazer tricot... :-(

Sónia

terça-feira, outubro 28, 2008

Cinema Francês?


Revejam também:



Sónia

Hummmm!!!




Com este frio, com este tempo...
Não são só as folhas que caem...
Tão bem que sabem umas maçãzinhas assadas...
Aceitam-se sugestões para o meu receituário.


Sónia

Para se rever… continuar a rever… rever mais um bocadinho…



Cena de "O fabuloso destino de Amélie Poulain", aqui provavelmente dobrado em espanhol ou coisa assim. Mas quase não se nota. As palavras não têm lugar aqui.
Eu revi o filme na semana passada. E você?

andré

segunda-feira, outubro 27, 2008

Então?




O Verão não ia durar até ao S. Martinho?
Cá por casa, regressou-se hoje ao ritual do chá quente e velas -  para "secar" a chuva...


Sónia

Sugestão

De  como um professor não gastar o pouco tempo que tem...




Espero que não nos caiam processos em cima de historiadores, fadistas ou professores humoristas...

Sónia

(com o meu agradecimento ao Hugo)

Falta pouco...


Ver programa aqui

Fica a meio caminho de Lisboa... 
Espero que os participantes se animem com a memória do código de honra da cavalaria peninsular e venham travar outras batalhas no dia 8... 




Sónia

Procura-se par


para alinhar nestas brincadeiras*.

Maneeeeeeel?! Não é só a nadar ou a caminhar que se queimam calorias.

evva

*Na Salsa, claro, não na competição.