quinta-feira, novembro 04, 2010

Sophia

Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para enfrentarmos juntos o terror da morte
Para ver a verdade, para perder o medo
Ao lado dos teus passos caminhei

Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem
E abandonei os jardins do paraíso

Cá fora à luz sem véu do dia duro
Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo

Por isso com teus gestos me vestiste
E aprendi a viver em pleno vento.


Sophia de Mello Breyner Andresen, Livro Sexto


(Não me posso esquecer de ler poesia todos os dias, a vida só faz sentido assim. Recordem-mo, por favor. Obrigada.

Elsa)

terça-feira, junho 22, 2010

(clicar na imagem para ver melhor, vale a pena)


Elsa

segunda-feira, junho 07, 2010

Mac-Bibliofilia








Com argumentos destes
até começo a ponderar
tornar-me 'Mac Addicted'.










Elsa

sexta-feira, abril 09, 2010

The Durutti Column

Agora que finalmente chegaram os dias azuis e as noites estreladas, apetece-me ouvir e ouvir e ouvir Sketch for Summer... De um dos discos que mais tocava lá em casa nos anos 80.




Elsa

Malcom Maclaren (1946-2010)

Um incontornável ícone e genial criador de ícones da música popular do último quartel do século XX, a quem devemos a loucura punk dos idos 70 (sim, confesso, também eu saltei até à exaustão com as minhas Doc Martens aos gritos de I wanna be a... anarchist!; vá lá, gozem à vontade, é só música). Mas mais do que Madame Butterfly, para mim a marca indelével do Malcom Maclaren pós-punk é Paris, Paris (1994):



I feel love, Paris Paris
Love to love, Paris Paris
Feelings so close to my heart

Barman dans le shaker, d’abord de l’élégance
Un trait de Sacré-Coeur et deux doight de Doisneau
Une Piaf, quelques moineaux et Joséphine Baker…

Là une de Prévert, mais sans raton-laveur
Prenons un dernier verre pres Bateau lavoir
Une Sinone de Beauvoir et deux singes en hiver…
Last night was made for love

Mettez trois notes de jazz dans un quatier latin
Un menu sur l’ardoise un fond d’un bar-tabac
Et la résille d’un bas sur un genou qu on croise

Oh Baby, just take my frozen hands and hear me say
Don’t let me turn to sand and blow away
Though this crowded desert called Paris

I feel love, Paris Paris
Love to love, Paris Paris
Feelings so close to my heart

Un zeste de Javanaise, un tour de
Moulin Rouge et deux de Notre-Dame
Nappé de macadam, décoré d’un chaland
D’Anvers ou d’Amsterdam un canal, Arletty

Oh Baby, just hold this lonely fan and hear him say
Don’t let me turn to sand and blow away
Though this crowded desert called Paris
Sans doute la seule femme qui pouvait dire
“Paname”

I feel love, Paris Paris
Love to love, Paris Paris
Feelings so close to my heart

Mettez trois notes de jazz dans un quatier latin
Un menu sur l’ardoise un fond d’un bar-tabac
Et la résille d’un bas sur un genou qu on croise

I feel love, Paris Paris
Love to love, Paris Paris
Feelings so close to my heart

Saupoudrez, pour finir, de poussière du métro
Mais n’en prenez pas trop, Paris perdrait son âme


Elsa

P.S.: Já agora, só por curiosidade, espreitem Deep in Vogue, editado uns bons anos antes do clássico de Madonna.

quinta-feira, abril 08, 2010

segunda-feira, março 29, 2010

segunda-feira, março 22, 2010

sexta-feira, março 19, 2010

quinta-feira, março 18, 2010

Águas de Março



Regressou a abençoada chuva. Só por hoje, sim? Amanhã quero de novo o sol, sff.

Elsa

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

terça-feira, fevereiro 02, 2010

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

domingo, janeiro 24, 2010

sábado, janeiro 23, 2010

sexta-feira, janeiro 22, 2010

Amanhã...


...vou plantar os meus bolbos de tulipas. Sónia, se não vieres buscar rapidamente os teus podes dizer-lhes adeus.


Elsa



Elsa


Picasso, O sonho
(...)

—¿Qué llevas en la boca
Que se te enciende?

—La estrella de mi amante
Que vive y muere.

—¿Qué llevas en el pecho
Tan fino y leve?

—La espada de mi amante
Que vive y muere.


(...)

Federico García Lorca (1898 - 1936), Julio de 1919


[Elsa]

terça-feira, janeiro 19, 2010

sábado, janeiro 16, 2010

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Leda me ando eu...


Levad', amigo, que dormides as manhanas frías;
toda-las aves do mundo d'amor dizían:
Leda m'and'eu.

Levad', amigo, que dormide-las frías manhanas;
toda-las aves do mundo d'amor cantavan:
Leda m'and'eu.

Toda-las aves do mundo d'amor dizían;
do meu amor e do voss'en ment'havían:
Leda m'and'eu.

Toda-las aves do mundo d'amor cantavan;
do meu amor e do voss'i enmentavan:
Leda m'and'eu.


(...)

Nuno Fernandes Torneol

Cancioneiro da Biblioteca Nacional 641, Cancioneiro da Vaticana 242

[ElsaVV]