sexta-feira, abril 25, 2008

Fim-de-semana prolongado

Onde é que eu estava há 34 anos atrás? Provavelmente aos pulos junto do berço da minha irmã, a saudar o seu primeiro ano de vida.

Onde vou estar hoje?

Loooooooonge!



Regresso Domingo. Por favor, não me estraguem o estaminé.


evva

quinta-feira, abril 24, 2008

Concordo plenamente

(...) Não vale a pena, portanto, insistir e, por favor, deixem-se do ambiente sustentável, do impacte ambiental, da avaliação ambiental estratégica, e de todas essas missas tecnocráticas que só nos confundem. Dizem os filhos da mãe natureza que de emissões de CO2, a maior factura vem da China e dos EUA e de uma Europa de que nós somos só uma migalha, e que pondo uma percentagem mínima de indianos e chineses de automóvel será um estoiro e não se perceberá por que é que eles não haveriam de gostar tanto de automóveis como nós. Porque raio é que, estando a despesa tão mal distribuída, havemos todos de ter a mesma consciência e as mesmas práticas ambientais é coisa mais difícil de perceber do que a Arca de Noé.

(...) Nós não queremos mais martírios e culpas ambientais e já pagamos demasiado pelos automóveis, os seguros, os impostos de circulação, a taxa sobre os combustíveis, as portagens, as reparações, as vistorias, as pinturas, os pneus, as jantes e o tuning. Se pagamos tanto, é porque nos fazem muita falta. Não queremos biomassa, só massa e que o preço dos cereais não faça com que a massa fique mais cara. Não queremos mais discussões baseadas em sustentabilidades porque não se sabe que coisa isso seja e onde mora, e porque diz o bom senso não se poder medir nada por coisas que não se sabem o que são. Política tem mais a ver com gestão de conflitos do que com construção de consensos, segundo dizem. Que se diga então quais são os conflitos e de quem são e ficará tudo mais claro do que andar a encanar a perna à rã com sustentabilidade e outros conceitos-esponja que tudo absorvem e, em espremendo-os, também sai de lá qualquer coisa. Anda assim o povo tão baralhado que tanto faz que o novo aeroporto vá para Alcochete como para o meio do mar da Palha num mouchão sustentável (para que não se afunde) e os flamingos que se desviem ou que se suicidem em bandos para dentro das entranhas das turbinas antes que os aviões embatam nas pontes.
Razão têm as cegonhas (natureza voadora) do Baixo Mondego que, ao contrário dos flamingos, fazem ninhos nas torres de alta tensão, verdadeiros resorts naturais que compatibilizam a REN com a REN e a RAN e que dispensam declaração de PIN.

Excertos da crónica de Álvaro Domingues que saiu hoje no Público.


andré

terça-feira, abril 22, 2008

O pior bairro de Berlim?

Encontrei um blog de um artista americano (um dos muitos) que se mudou para Berlim há pouco tempo. Neste post, ele explica porque decidiu procurar casa em Neukölln, tido como um dos piores distritos da cidade e que, por acaso, até é aquele onde nós moramos...
Além de partilhar o bairro com este partilho também as suas opiniões sobre o dito. E passo a partilhá-las convosco:


"Berlin's worst district

I'm flathunting. I'm flathunting in Berlin. And I'm flathunting at a time when, thanks to my Wired column, I have a regular income for once, and can afford something really quite nice, especially in a city where rents are on average one third what they'd be in London or New York. I could be flathunting in one of Berlin's four trendy districts -- Mitte, Prenzlauer Berg, Friedrichshain or Kreuzberg. Instead, I'm flathunting in Neukölln.




Neukölln, by most accounts, is Berlin's worst district, an area with "problem schools" where teachers walk in fear of assault and students are passed through metal detectors every morning. Reports on the area stress that "Neukölln is not South Central LA. But..." (They always add the but.) Wiki-Travel says: "Neukölln was and likely always will be an under-class working borough with a big migration scene. Neukölln offers big contrasts between the poor northern part of Neukölln and the more village-looking south parts..."

On my first visit to Berlin, back in 1987 (I was touring with Primal Scream), I took the U-bahn to Neukölln to check out what had inspired David Bowie to write the fractured, angsty track on the instrumental side of "Heroes" -- his sax seems to splinter like a breaking mirror. What I discovered -- that misty evening back in the time when Berlin was still segmented, walled, and cordoned -- was the villagey-looking southern part. The place I'm now targeting for my new home is the high-density Turkish quarter in the northern part of the district. (By the way, it turns out that Bowie just wanted to pay tribute to the band Neu! The track had little to do with Neukölln itself.)

So why am I focusing my housing hunt on "Berlin's worst district"? I'll need to give you a multi-part answer:

a) As in all "bad" districts, the rents are pretty low. You get lots of space for your euro, and I have a shipment of boxes arriving soon from New York, all the books and records that have been sitting there in storage since I lived on Orchard Street.

b) I want to be near my favourite Berlin food market, the Turkish Maybuchufer market that operates, two days a week, alongside the Landwehrkanal. (This market was the site of my Fashion Muslim action last September.)



c) Districts like Prenzlauer Berg are full of yuppyish shops selling twee jewelry, expensive coffee, exotic chocolate and so on. They're full of middle class people and their children. Laidback, slow-paced, yet often uptight. (How can you be laidback yet uptight? The Germans manage it.)

d) Friedrichshain gets more and more like the Lower East Side; invaded at weekends by obnoxious people who bar-hop, ear-marked by developers who turn charmingly fusty buildings (like the big corner block on Kopernicus Strasse and Simon-Dach Strasse) into horrible "luxury apartment" complexes. The dirt and patina are being squeezed out. Money ruins everything.

e) I prefer Turkish-German culture to German-German culture. Turks, being Muslims, don't drink. They also don't rock, an important consideration! Their food is better than German food, they dress better than the Germans dress, and they embrace the sort of high-vitality, high-density lifestyles I prefer: Asian-style living.

f) Perhaps this is the most important thing, but it's the least definable: there's just some sort of magic in the corner of Neukölln where it meets Kreuzberg at the canal. It's got leafy cobbled streets, charming old buildings with atmospheric lobbies, lots of mature trees, grubby high-density bargain shopping (the kind I like) on the main streets, a subway line (the U8), water and fresh vegetables, immigrant exoticism. Yes, I refuse to condemn the exoticization of immigrants. Seeing immigrant quarters as "Romantic" or "exotic" is a valid counter-balance to seeing them as "problematical" or "undesireable".



g) I can sense that this area (eight or ten blocks) is on the cusp of something. In other words, there's a chance that this part of Neukölln (like Wedding, the other poor area currently being infiltrated by artists) will increasingly be a destination for creative people. There are already two or three art galleries on Bürknerstrasse. They're the kind of places which seem to be run entirely for the benefit of the owners, who sit outside on chairs, recognizing but ignoring others of their type and race. It's pretty much just Turks and creatives here at the moment, no yuppie babies, little dogs (with their little blobs of little dog shit), Thai restaurants or luxury apartment developments.

It's probably this "on the cusp" thing that I'm mostly responding to in this part of Neukölln. I really enjoy that feeling of being part of the birth of an area's hipness, that time when people open eccentric, short-lived businesses: funny cafes with shabby chairs and hardly anything to eat or drink, frequented by oddly-dressed people. Secret cinema clubs. That fragile period (it might last three, four years) before the real cafes and cinemas move in, and everything becomes marketed, slick, targeted, sewn-up.

Of course, even writing this "Neukölln-hype" I'm hastening the day these ten or so blocks at the north end of Neukölln become as trampled and herded as Bedford Avenue or Ludlow Street. But that day is still far off for "Berlin's worst district"."


Joana

Acerca dos medos e de coisas parecidas

Estão duas pessoas fechadas numa jaula com um leão. Nessa jaula há uma janela mas está muito alta e quase inacessível. Perante a ameaça do leão cada uma delas age de modo diferente. A primeira sabe que dificilmente conseguirá atingir a janela mas tenta na mesma. A segunda sabe que dificilmente vencerá o leão mas tenta na mesma.

História tradicional árabe


andré

A não perder!



Happy-go-lucky, o novo filme de Mike Leigh, o realizador de Vera Drake, Nu, e Segredos e Mentiras. Mais um belo momento de cinema acerca das coisas do dia-a-dia.

andré

segunda-feira, abril 21, 2008

domingo, abril 20, 2008

sábado, abril 19, 2008

Sabia que?

Berlim tem o dobro dos cinemas de Nova Iorque, apesar de ter menos de metade da população?

(informação gentilemente cedida pelos compatriotas exilados na capital alemã, e que eu confirmei aqui)
Joana

sexta-feira, abril 18, 2008

Sons de Primavera

Enquanto chove lá fora, dancemos cá dentro



If I was young, I'd flee this town
I'd bury my dreams underground

As did I, we drink to die, we drink tonight
Far from home, elephant gun

Let's take them down one by one
We'll lay it down, it's not been found, it's not around

Let the seasons begin - it rolls right on
Let the seasons begin - take the big king down

Let the seasons begin - it rolls right on
Let the seasons begin - take the big king down

And it rips through the silence of our camp at night
And it rips through the night

And it rips through the silence of our camp at night
And it rips through the silence, all that is left is all that i hide

Beirute

[evva]




andré

quinta-feira, abril 17, 2008

quarta-feira, abril 16, 2008

Quiero sacar a don Diego de la boca del dragón*


A notícia tem já uma semana, mas só hoje tive conhecimento, via mail, da morte de Diego Catalán Menedez Pidal.

Estou chocada, triste, revoltada.

Que grande, grande perda.

Este homem deixa uma obra ímpar, monumental, desde a investigação sobre a historiografia medieval hispânica, cujo contributo é incontornável, para dizer pouco, até ao mais recentes estudos sobre o Romanceiro. Já não se fazem homens assim.

Que os seus seguidores saibam honrar a sua memória.
Curvemo-nos.



evva

*EL INFANTE VENGADOR

Don Arbelo Pardo viene
en un caballo andador,
el cabello trae revuelto,
demudada la color.

Se topó con conde Carlos,
hijo del Emperador.
-¿A dónde va, don Arbelo
en su caballo andador?

- Voy a sacar a don Diego
de boca de aquel dragón,
y a muchos más compañeros,
que de buena sangre son.

Jornada de treinta leguas
en un día caminó;
y en llegando a los portales,
por don Diego preguntó.

¡A espacio, a espacio, Arbelo,
que estas puertas del rey son!
Tomó él la lanza en la mano
y con ella le tiró.

Se la metió por los pechos
y a la espalda le salió;
de sangre que de él salía
todo el patio se llenó.



ADENDA:

In memorian

Obituário do El País

In memorian II

In memorian III

ADENDA (17 de Abril de 2008)

Mais testemunhos: aqui e aqui.

segunda-feira, abril 14, 2008

G&J


Uns amigos à espera da cegonha criaram um blog para divulgar as suas criações. Eu quero uma trepadeira discreta na parede da sala de jantar, sim?


evva

So glad to see you



Like all birds together we will squawk and we squeak
The joy comes from all our beaks
And ringing bells is our fun
Now our ass is moving as one

If we are forgetting all the rules that we learnt
As all the rule books are burnt
And just as A follows B
Our chorus must always be

[Chorus]
So glad to see that you came
We had best times
We hope you come again
Please come and see the sea
If you come we'll have best times again
But now it's time to go
Time to go home

I have but one true friend
She sings to me in my solitude
And I know her name
I tried to know her, in all her changes
And I don't know her place
And I don't see her face

When we come together then we forget ourselves
And just as night follows day
The beginning must become the end
And so we will start again
When we come together then we meet other souls
And then we make our goodbye
And we lay our bones to rest
As birds we dream of the sky

[Repeat x4]
Please let me go
Please help me go


Hot Chip, do álbum The Warning


andré

sábado, abril 12, 2008

No meu tempo também não era assim

Quando este texto for publicado, o leitor já viu várias vezes o vídeo em que uma aluna da escola Carolina Michaëlis dá início a um motim porque a professora de Francês teve a ousadia de lhe confiscar o telemóvel. (Se não viu o filme, digo-lhe que impressiona. Sobretudo porque, enquanto a generalidade dos cidadãos é assaltada na rua, a esta senhora o gang apareceu-lhe no local de trabalho.) Também calculo que já terá tido oportunidade de ouvir várias pessoas a garantirem-lhe que isto, no tempo delas, não era assim. Eu nunca perco uma oportunidade de me juntar a um coro de moralistas (que, normalmente, têm uma afinação irrepreensível), e por isso estou aqui para dizer o mesmo: isto, no meu tempo, não era assim.

Primeiro parágrafo de uma crónica de Ricardo Araújo Pereira na Visão, intitulada 'No meu tempo não era assim', e que pode ser lida na totalidade aqui.


andré

A propósito de Beowulf



Há filmes que enganam e este é um deles.
Com saudades do cinema e á procura de qualquer coisa para ver, um gajo olha pra este título, dá uma vista de raspanço no cartaz e começa e pensa de imediato: qua raio da nome. Biological wolf? Be a wolf? Um gajo todo musculado? dass…
Mas um gajo é curioso (e lembra-se dos bons velhos tempos do Conan o Bárbaro) e lá vai ver quem entra aqui. Anthony Hopkins. Malkovich. Um gajo chamado Ray Winstone que representa o tal Beowulf. Ah. E a Angelina Jolie (que geralmente serve como critério de exclusão na escolha de um filme). E um gajo pensa: mais uma pessegada com um ou dois bons actores a servir de isco (lembra-se de uma ou duas e pronto, as razões para ir ver o filme são iguais a 0).

Mas eis que a vida dá as suas voltas e passados alguns dias, ainda com saudades do cinema e no meio de mais uma busca infrutífera, um gajo dá de frente com uma crítica sobre o filme (o tal Beowulf) no site do cinema.
Fala da construção do mito do heroi, passa-se na idade média, e está cheio de CGI (um gajo vai ver o quisto é, e descobre que CGI quer dizer computer generated image, uma técnica utilizada num outro filme, o Polar Express).
Por esta altura (antes de saber o que era o CGI e da ligação com o Polar Express) um gajo que já estava a ficar motivado, perde logo o power todo. O quê?! Mais uma dessas animações ambivalentes? Tipo Final Fantasy, que nem é carne nem é peixe? Nem pensar! Não vejo.
… o tipo que fez a crítica devia masé estar a querer vender bilhetes. Isto é mais um daqueles filmes pós Senhor dos Aneis que não sendo igual, não é coisa nenhuma.

Pois é…
Mas há dias em que um gajo se sente mais fraco, com vontade de ver um filme para não pensar… e eis que cai na tentação. O bilhete na associção de estudantes só custa 2 libras… as saudades do cinema… e pronto. Lá vai um gajo ver o Beowulf.
E no fim do filme, um gajo pensa: há filmes que enganam. E este é um deles.

Ok. Eu continuo a não gostar da animação ambivalente. Não vale a pena tentarem convencer-me dos méritos daquilo.
Mas o tipo da crítica, apesar estar a tentar vender bilhetes, tinha mesmo razão. O filme, passado na idade média, em terras da Dinamarca, centra-se de facto sobre a construção do mito do heroi. Mas faz mais do que isso. Contextualiza-a num momento histórico que exprime de forma muita clara a nossa necessidade de herois. E neste caso a animação permite mostrar em simultaneo um universo de personagens "reais" e um outro em que a imaginação (necessária e inerente à criação e à promoção das histórias) domina. Ao contrário de filmes como o Senhor dos Aneis, onde o discurso é dominado pela ficção, em Beowulf os problemas do dia-a-dia estão presentes, numa alusão ao que poderiamos supor que fosse a realidade da época.
Daí que, no fim de contas, não sendo nenhuma obra-prima, o filme é um bom achado.
E um gajo pensa: o resto da noite vai saber muito melhor.


andré


PS: Podem ver o trailer de Beowulf aqui. Não confundir este filme com Beowulf & Grendel cujo trailer pode ser visto aqui.

Fazem anos III



1968: Maio de 68.


















Joana

Fazem anos II




1948: A "catástrofe" palestiniana.



















Joana

Fazem anos I




1848- Manifesto do Partido Comunista





















Joana

sexta-feira, abril 11, 2008

Quero uumm!!!!!!





Se alguém souber de um revendedor da Brastemp em Portugal, agradece-se. Se fizerem descontos a professores "congelados", ainda melhor!

Sónia

Não resisti a comprar:




Joana

Voltando ao assunto...

Um texto de leitura obrigatória, por Alice Vieira

«Desculpem se trago hoje à baila a história da professora agredida pela aluna, numa escola do Porto, um caso de que já toda a gente falou, mas estive longe da civilização por uns dias e, diante de tudo o que agora vi e ouvi (sim, também vi o vídeo), palavra que a única coisa que acho verdadeiramente espantosa é o espanto das pessoas.
Só quem não tem entrado numa escola nestes últimos anos, só quem não contacta com gente desta idade, só quem não anda nas ruas nem nos transportes públicos, só quem nunca viu os "Morangos com açúcar", só quem tem andado completamente cego (e surdo) de todo é que pode ter ficado surpreendido.

Se isto fosse o caso isolado de uma aluna que tivesse ultrapassado todos os limites e agredido uma professora pelo mais fútil dos motivos- bem estaríamos nós! Haveria um culpado, haveria um castigo, e o caso arrumava-se. Mas casos destes existem pelas escolas do país inteiro. (Só mesmo a sr.ª ministra - que não entra numa escola sem avisar…- é que tem coragem de afirmar que não existe violência nas escolas…).

Este caso só é mais importante do que outros porque apareceu em vídeo, e foi levado à televisão, e agora sim, agora sabemos finalmente que a violência existe!
O pior é que isto não tem apenas a ver com uma aluna, ou com uma professora, ou com uma escola, ou com um estrato social. Isto tem a ver com qualquer coisa de muito mais profundo e muito mais assustador. Isto tem a ver com a espécie de geração que estamos a criar. Há anos que as nossas crianças não são educadas por pessoas. Há anos que as nossas crianças são educadas por ecrãs. E o vidro não cria empatia. A empatia só se cria se, diante dos nossosolhos, tivermos outros olhos, se tivermos um rosto humano.
E por isso as nossas crianças crescem sem emoções, crescem frias por dentro, sem um olhar para os outros que as rodeiam. Durante anos, foram criadas na ilusão de que tudo lhes era permitido. Durante anos, foram criadas na ilusão de que a vida era uma longa avenida de prazer, sem regras, sem leis, e que nada, absolutamente nada, dava trabalho. E durante anos os pais e os professores foram deixando que isto acontecesse. A aluna que agrediu esta professora (e onde estavam as auxiliares-não-sei-de-quê, que dantes se chamavam contínuas, que não deram por aquela barulheira e nem sequer se lembraram de abrir a porta da sala para ver o que se passava?) é a mesma que empurra um velho noautocarro, ou o insulta com palavrões de carroceiro (que me perdoem os carroceiros), ou espeta um gelado na cara de uma (outra) professora, e muitas outras coisas igualmente verdadeiras que se passam todos os dias.

A escola, hoje, serve para tudo menos para estudar. A casa, hoje, serve para tudo menos para dar (as mínimas) noções de comportamento. E eles vão continuando a viver, desumanizados, diante de um ecrã. E nós deixamos.»


evva

E o dia começa bem...

Sónia

Para cada dia que amanhece

… e para os outros também.




Though there are tears around your heart
And your eyes are of stone
Every bright star
Will pale when you come home

Though the ground is wet with sorrow
It will always look that way
Everyone will walk in brightness
Cause it's a new day

A new day

Spring and rose again
Will see the living end

When your heart is sick with wonder
At a long and lonely way
Everyone walk in brightness
Cause it's a new day

A new day

Oh dream of mine
Not lost in sleep
I'll call you down
With the love you don't give words to
With the love you give away
Everybody walk in brightness
Cause it's a new day

A new day

Is it better to disappear
Than just to stand so near a hole?
When your hand won't recognize your face
Makes you maybe go someplace

With the tears round your heart
And the stone in your eyes
Look out your change of heart
And look at the same skies
Over ground wet with sorrow
That will always look that way
Everybody walk in brightness
It's a new day

A new day

You and the rose again
Will be the living end
When your heart is sick with wonder
At a long and lonely day
Walk in brightness
Cause it's a new day

A new day


Mary Margaret O'Hara, A new day, do álbum Miss America

andré

quinta-feira, abril 10, 2008

Bonanza!!!!!!!


Provados e aprovados... Obrigado pela dica, evva!

Sónia

Era uma vez uma idade.
Sentada à porta de casa, apascentava os seus mortos.
Quando eles se aproximavam demasiado, separava-os com uma varinha.
"Sim, porque o peso dos mortos para onde vai?" — perguntava a idade. E nesses momentos envelhecia.
Recolhia a casa e os mortos deitavam-se debaixo das árvores.
Quando os ramos extremeciam, os mortos perguntavam: a idade, para onde irá?
E erguiam-se de sob as árvores.

Tisana n.º 75
Ana Hartherley, no Pessoal e Transmissível de 28 de Março.


andré

Boa noite!


Nada como uma boa chávena de chá antes de dormir... 

Daqui )

Sónia


quarta-feira, abril 09, 2008

o SOL nem sempre nasce para todos


Na página electrónica de um jornal de referência (?), onde até às 11h30 do dia de hoje um único e singelo comentário alertava 'quando é que começam a ver pelo menos uns segundos dos jogos?', ininteligível para os mais distraídos. Na impossibilidade de comentar (é só para assinantes), aqui fica.

evva

terça-feira, abril 08, 2008

BOAS PRÁTICAS

Sala EVT1

evva

P. S.: Com um grande beijo de Parabéns

sábado, abril 05, 2008

Outro clássico

O rótulo aplica-se não só ao compositor, mas também ao intérprete e mesmo ao vídeo. Depois de uma breve introdução sobre as origens do trompete, o mexicano Rafael Méndez, no seu programa "The Trumpet", interpreta o rondó do concerto para trompete de Haydn.



Sónia

O trompete na música clássica



Torelli Trumpet Concerto in D, performed by Lertkiat Chongjirajitra with Silpakorn Chamber Orchestra, led by Tasana Nagavajara, at Mae Fah Luang University, Chiang Rai, during Jan 2008 Northern Concert Tour

andré

Al Hirt


Interpretando "Green hornet", tema  inspirado no original "Flight of the Bumblebee" de Rimsky Korsakov (na imagem).

Sónia

sexta-feira, abril 04, 2008

Enrico Rava

Ouvi pela primeira vez Enrico Rava num trabalho conjunto com o argentino Dino Saluzzi (Volver, ECM, 1987) e reencontrei-o depois no Porto, no Rivoli com o seu quinteto, num dos concertos do Festival de Jazz, nos início dos anos 90. Directamente dos "setenta", vem este registo da televisão italiana. 


Sónia

Nils Petter Molvær




andré

quinta-feira, abril 03, 2008

Swimming

Desculpem fugir ao tema musical do momento, mas com este calor só apetece mesmo




(Winning, The Sound)




nadar!




evva

Chet Baker


Sónia

terça-feira, abril 01, 2008

Novo instrumento




andré

Obrigado!

Chegou ao fim o desafio. Soube bem cada guitarrada! Em agradecimento por terem participado e por nos terem aturado, dois videos dedicados a Andrés Segovia.

i) Richard Johnson interpretando um Prelúdio de Bach  (BWV998) para Andrés Segovia no último dia do famoso masterclass de 1965  em Compostela. 




ii) o próprio Segovia interpretando Bach (Chaconne ,Part 1) 



( mais aqui )

Sónia

Quando o telefone toca...

Com o meu agradecimento ao Hugo!





Sónia

ONTEM


HOJE



andré