quinta-feira, julho 31, 2008

Os belgas são feios?


(Trailer de  'L'Enfant' de Jean-Pierre and Luc Dardenne (2005) )

Sónia

Bem-vindo



Deus, little arithmetics, do álbum In a bar under the sea.


andré

Boas vindas!


A música é - escusado será dizer - de Wim Mertens...
Aceder aqui, para mais informação sobre o video.

Sónia

Um gelado na grua

O meu país é um gelado num dia como hoje. Estão 32 graus em Bruxelas - azar dos azares, o verão calhou este ano numa 5a feira - e o povo arrasta-se. A pé, semi-nu com os ombros brancos a exaltar-se em tons de caranguejo. Ou em carros climatizados, em bicha de baixo da minha janela.
Em frente ao quartel general da NATO está um camião supostamente cheio de explosivos. Suspiro. Os très representantes das regiões indicados pelo rei entregaram hoje o seu relatório, dizendo que todas as partes envolvidas neste crise, ainda estão dispostas a falar um com o outro. Ficamos mesmo contentes. E em várias obras na cidade pendurarem-se refugiados em gruas, exigindo a regularização da sua situação, o que ontem resultou na queda dum Argelino, ficando ele gravemente ferido.
Mas qual quê? O povo, suspirando, está preocupado com o poder de compra, como mostra uma sondagem de hoje. Querem eles lá saber de crises políticas, bombas ou homens em gruas. Estão mas é procupados com a sua próxima Coca-Cola, que eles precisam mesmo, hoje, agora, para refrescar. Ou um gelado, também seria uma boa ideia, a noite, talvez numa grua, para ver melhor as estrelas.
Mas afinal quem é este gajo que está a falar? Se calhar devia apresentar-me.
Olá, sou o Wouter, espécie humano vulgarmente categorizado como belga. Há dias tive o prazer e asorte de reunir-me com duas famosas participantes neste crónica num jantar de amigos, aqui muito (4 vezes) comentando. Falou-se muito, e foram ditas até algumas coisas. Entre as quais o username e o password para entrar neste blog. Aceitei o convite com muito prazer, e com a promessa de notíciar esporadicamente das coisas que acontecem neste país doido. É isso que farei. Mas antes de mais, vou comer um gelado.

Saudades e saudaçoes,

Wouter

quarta-feira, julho 30, 2008

Trabalhadores Intelectuais pelos Direitos do Trabalho, pela Democracia

"As propostas de revisão do Código do Trabalho apresentadas pelo Governo PS, se fizessem vencimento, representariam um enorme retrocesso social e um novo e grave empobrecimento da democracia portuguesa, já hoje seriamente debilitada. 

Elas revelam um intolerável espírito de serviço ao poder económico: 
  • desregulamentam o horário de trabalho, permitindo o aumento dos limites diários e semanais, sem pagamento de trabalho suplementar ou nocturno; 
  • facilitam os despedimentos individuais sem justa causa; 
  • fragilizam a negociação colectiva, permitindo que o patronato, por declaração sua obtenha a caducidade dos contratos colectivos; 
  • atacam a liberdade de organização sindical; 
  • tornam mais barato o custo do trabalho, tornando mais injusta a distribuição da riqueza socialmente produzida entre remunerações do trabalho e pelos lucros do capital. 

Estas alterações para pior de um Código do Trabalho que já era mau são um escândalo para a nossa consciência livre e democrática. 

É importante que cada trabalhador compreenda que não é a precarização do trabalho dos outros que beneficiará as suas condições de trabalho 

Não pode ser aceite que o poder político entregue ainda mais poder a quem já o tem, à custa de quem é crescentemente esbulhado dos seus direitos fundamentais. A protecção constitucional do direito ao trabalho e do trabalho como fonte de direitos é fundamental à democracia portuguesa. Pelo contrário, a ofensa a esses direitos enfraquece a democracia. 

A política que permite que o grande capital possa contar com uma mão de obra barata, para fazer crescer os seus lucros, tem no nosso país uma negra história de cumplicidades ao longo da ditadura fascista. Quando em nome da “modernização” capitalista se argumenta hipocritamente com a liberdade de escolha individual de cada trabalhador para conseguir destruir direitos do conjunto dos trabalhadores e de cada trabalhador, é bom lembrar que essa argumentação é velha e foi derrotada há mais de 150 anos. 

É a política deste governo que é velha e retrógrada. Nós, trabalhadores intelectuais, não a deixaremos passar. "

(Petição redigida por André Levy Martins Coelho e publicada em www.PetitionOnline.com)


Podem assinar a petição aqui.

Sónia

segunda-feira, julho 28, 2008

A propósito da suposta morte da cultura francesa




Em Novembro do ano passado a revista norte americana Time teve como título de capa The death of French Culture. Perante impacto que esta reportagem teve em França, o Público publicou no passado dia 24 de Julho, no seu suplemento P2, um artigo de duas páginas dedicado ao assunto.

Eu confesso que de cultura francesa sei muito pouco. Como pequeno exemplo, neste blog há pessoas com um conhecimento muito mais vasto e profundo sobre o tema. Eu limito-me a ouvir e tentar entender. Contudo, não posso deixar de manifestar a minha admiração e entusiasmo pela actividade cultural que vem de lá. Hoje por exemplo vou ver mais um filme francês, de nome Paris, uma das minhas cidades preferidas.

Estando em Inglaterra mas não em Londres, a comparação entre as a cultura inglesa e francesa é quase inevitável. E aquilo que mais me salta à vista é a diferença que ambas dão à valorização das ideias de belo e de prazer. Em Inglaterra parece haver uma atitude quase esquizofrénica em relação às duas. Por um lado toda a gente olha para os franceses quando pensa em vestir com charme ou luxo, ou então quando pensa em bons vinhos e comida sofisticada. Por outro lado, no dia-a-dia, esta visão é completamente posta de lado, porque para além do mais aqui fica sempre muito bem dizer mal dos franceses (nunca me dei ao trabalho de saber se esta atitude é reciproca). Em Inglaterra a funcionalidade das coisas prevalece ao seu aspecto exterior (uma das razões para eu querer ir à Alemanha é saber se lá conseguiram combinar os dois factores). Enfim... diferenças históricas.

Quando penso em países bonitos e em gente bonita e bem vestida, vou dar invariavelmente a Paris, Provença, Veneza, ou Florença. Quando penso no melhor cinema, na melhor pintura, nos melhores vinhos, ou em alguma da melhor comida, vou dar ao mais ou menos ao mesmo sítio. Mas lá está, são ideias muito marcadas pelo passado. Os poucos pintores comtemporâneos que conheço e gosto são norte-americanos. A industria da moda tem hoje uma escala global e não tão marcada por Paris ou Milão. E apesar de continuar fiel ao cinema francês, os temas e as imagens vindas da Asia ou da América do Sul já há muito que me conquistaram também.

Como escreveu um dia Edward Said, cultura é performance, e basta olhar para Hollywood ou para a Coca-cola para perceber isso rapidamente. Quem hoje ler os Maias de Eça de Queiroz percebe bem o impacto que o chic teve em Portugal há umas dezenas de anos. Mas já foi. Hoje o marketing e o cool têm mais impacto. Sinais dos tempos...
Fico todavia descansado pelo facto de os Ingleses, os Norte-americanos, e gente de muitos outro países continuar a achar que ir a Paris é obrigatório porque é lindo. Creio que enquanto houver procura pelo que é belo viveremos todos um pouco melhor.


andré

Crass

Seguindo a pista de "12 Crass songs" de Jeffrey Lewis:




Mais aqui

Sónia

(Obrigada Wouter!)

As primeiras letras




Sónia

domingo, julho 27, 2008

Jantar de amigos IV

A Amélia diz que o "gazpacho" está a ficar frio...

tsss, tsss...

Sónia

Jantar de amigos III

E para digerir as entradas antes do gaspacho...



caminhemos!

evva

Jantar de amigos II

Onde estão os canelones de espinafres, hum?


evva 

Jantar para os amigos



Mais aqui.

Sónia

sábado, julho 26, 2008

quinta-feira, julho 24, 2008

segunda-feira, julho 21, 2008

Frase do mês

Yesterday is history, tomorrow is a mystery, but today is a gift. That is why it is called the present.

Mestre Oogway, em Kung Fu Panda.

andré

Bolas de Berlim


Quando as come um português,

Como logo duas ou três


As do Zé Natário, claro...

Confeitaria Natário
Rua Manuel Espregueira - 37
Viana do Castelo 


Sónia

domingo, julho 20, 2008



Please, remember me, happily,
by the rosebush laughing
with bruises on my chin, the time when
we counted every black car passing
your house beneath the hill, and up until
someone caught us in the kitchen
with maps, a mountain range, a piggy bank
a vision too removed to mention

But please remember me, fondly,
i heard from someone you're still pretty
and then they went on to say that the Pearly Gates
have such eloquent graffiti
like: “we'll meet again” and “fuck the Man”
and “tell my mother not to worry”
and angels with their great handshakes
but always done in such a hurry

and please remember me, at Halloween
making fools of all the neighbors
our faces painted white, by midnight
we'd forgotten one another
and when the morning came I was ashamed
only now it seems so silly
that season left the world and then returned
and now you're lit up by the city

so please remember me, mistakenly
in the window of the tallest tower
call, then pass us by, but much too high
to see the empty road at happy hour
gleam and resonate just like the gates
around the Holy Kingdom
with words like: “lost and found” and “don't look down”
and “someone save temptation”

and please remember me, as in the dream
we had as rug-burned babies
among the fallen trees and fast asleep
beside the lions and the ladies
that called you what you like and even might
give a gift for your behavior:
a fleeting chance to see a trapeze-
swinger high as any savior

but please remember me, my misery
and how it lost me all i wanted
those dogs that love the rain, and chasin' trains
the colored birds above there runnin'
in circles round the well, and where it spells
on the wall behind St. Peter
so bright on cinder gray in spray paint:
“who the hell can see forever?”

and please remember me, seldomly
in the car behind the carnival
my hand between your knees, you turn from me
and said the trapeze act was wonderful
but never meant to last, the clowns that passed
saw me just come up with anger
when it filled with circus dogs, the parking lot
had an element of danger

so please remember me, finally
and all my uphill clawing
my dear, but if i make the Pearly Gates
i’ll do my best to make a drawing
of God and Lucifer, a boy and girl
an angel kissin’ on a sinner
a monkey and a man, a marching band
all around the frightened trapeze-swinger

nah nah nah, nah nah nah nah …

The trapeze swinger, de Iron & Wine, incluido na banda sonora do filme In Good Company


andré

Handel - Ombra mai fu - Andreas Scholl


Sónia

sexta-feira, julho 18, 2008

Boa sorte Carlos!


Foto de Enric Vives-Rubio, no Público de 17 de Julho de 2008

Não há muitas figuras do desporto nacional pelas eu sinta simultaneamente respeito e admiração. Enfim… não é que a nossa opinião conte para nada na vida de pessoas que se conseguem evidenciar mas não é por chegarmos a adultos que nos deixamos de identificar ou de referenciar nas atitudes e comportamentos de pessoas que são um bocado mais conhecidas do que nós.

Carlos Queiroz é talvez o mais qualificado e aquele com maior palmarés de entre todos os treinadores portugueses da actualidade. O seu trabalho com selecções nacionais inclui o título de campeão do mundo sub20 com Portugal em 1989 e 1991, o apuramento da selecção de Africa do Sul para o mundial sénior de 2002, e a elaboração de um plano de desenvolvimento do Futebol nos EUA com vista ao Mundial de 2010. É por muitos considerado o principal responsável pela organização dos escalões de formação da selecção nacional que esteve na origem da chamada "geração de ouro" da qual fizeram parte entre outros Luis Figo, Rui Costa e João Pinto.
Enquanto treinador de clubes esteve no Real Madrid, no Sporting, no NY/NJ Metro Stars (EUA) e no Nagoya Grampus Eight (JPN). Actualmente era treinador adjunto do Manchester United onde foi campeão de nacional e campeão europeu de clubes (Champions League).

Para além do seu currículo de treinador, Carlos Queiroz tem também trabalhos publicados ao nível da organização do jogo de Futebol que constavam do currículo da cadeira de Futebol na universidade onde me licenciei. Apesar de não poder ser qualificado como um académico, esta combinação entre a boa investigação e excelência no trabalho prático não é comum do desporto nacional. O único exemplo de comparação de que me lembro é o de Jorge Araújo no Basquetebol.

Já passaram muitos anos desde a sua saída intempestiva da selecção nacional e grande parte do seu palmarés foi alcançado a seguir. Entretanto o patamar de exigência em relação à selecção nacional e à performance do futebol português aumentou.
Pode ser que desta vez as coisas lhe corram melhor. Eu fico a torcer para que sim.


andré

terça-feira, julho 15, 2008

domingo, julho 13, 2008

Mathieu Boogaerts

Porque um professor não descansa nem quando relaxa... uma sugestão musical para actividades de compreensão oral nas aulas de Francês:



Sónia
(na verdade, procurava do mesmo autor "Bon voyage", mas não arranjei o video. Fica registada a intenção e os votos de que assim seja.)

Escolhas difíceis...




Sónia

quinta-feira, julho 10, 2008

The whitest boy alive



("Golden Cage", video oficial)

Sónia

segunda-feira, julho 07, 2008

Temos MESTRE!


Parabéns, Sónia!


evva

O nosso coração está hoje em Évora



FORÇA, SÓNIA!


evva et alii

domingo, julho 06, 2008