sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Por outras palavras, Manuel António Pina

Chegou-me por correio electrónico o seguinte texto:

 

"A todos os manifestantes. Carta-tipo para avisarem o Governo Civil.

O abuso do poder e o ridículo bate à porta dos contestários portugueses.  

Exma. Sra. Governadora Civil 

Por outras palavras, Manuel António Pina 

O acima assinado, cidadão português e cronista, vem, muito respeitosamente, expor e requerer a V. Ex.ª o seguinte:

1 - Tendo o signatário tido conhecimento de que a PSP identificou três professores que, convocados por sms, se reuniram no sábado na Avenida dos Aliados para, supõe-se, não dizer bem das políticas educativas do Ministério da Educação;

2 - Mais tendo sabido que, entre as centenas de presentes, a PSP decidiu identificar (já que tinha que identificar alguém e não levara consigo bolinhas numeradas para proceder a um sorteio) três pessoas que falaram às TV's;

3 - E tendo sabido ainda que tal identificação (e tudo o que se lhe seguirá) se deveu ao facto de as pessoas em causa não terem, em devido tempo, informado V. Ex.ª de que pretendiam ir nessa tarde à Avenida dos Aliados;

4 - Tendo, por fim, conhecimento de que, pelo mesmo motivo, um sindicalista foi recentemente condenado em Oeiras; vem o signatário solicitar autorização de V. Ex.ª para, logo à noite, se reunir com alguns amigos no Café Convívio, sito na Rua Arquitecto Marques da Silva, nº 303, no Porto, a fim de discorrerem todos ociosamente sobre assuntos diversos, entre os quais provavelmente não dizer bem das políticas educativas do Ministério da Educação. Pede deferimento."


É por estas e por outras que a marcha pela liberdade e democracia convocada para amanhã, dia 1 de Março, tem todo o sentido.

Sónia

Olá!


Sónia

Fevereiro chega ao fim

"The dream of the fisherma's wife" de Katsushika Hokusai


Finalmente!!! Isto de alimentar o espírito do mês do S. Valentim já começava a ameaçar pieguice! Para acabar em beleza (literalmente) uma sugestão de arte erótica japonesa.

Sónia

O nosso mundo é uma grande macacada



andré

Gaffes


Via Blogotinha.

evva

Elogio da vacuidade



Daqui.

evva

Ah, Raposão!


Tribunal de Portalegre julga falso (?) professor.


Deverá este homem ser condenado? Claro que sim. Falsificou certificados de habilitações, usurpou funções de chefia. Deverá devolver ao estado a totalidade dos honorários que recebeu? Creio que não.

Avaliem-no, não por este esquizofrénico sistema de avaliação, mais interessado na assiduidade, ou falta dela, justificada ou não - enquanto que o novo estatuto do aluno, pasme-se!, a secundariza totalmente -, empenhado em calcular o 'sucesso' pelas classificações atribuídas aos alunos (reprovar, ou 'reter' um cábula, segundo o eduquês em voga, deixou de ser pedagógico), pela 'boa relação pedagógica' (o que quer que isso seja: os professores que mais me ensinaram eram exigentes e autoritários), julguem-no pelas suas qualidades pedagógicas. Explicava bem a matéria? Tornava o complicado simples e assimilável? Tratava os alunos como seres humanos ou com a condescendência de 'coitadinhos!' a quem tudo se perdoa, pela falta de imaturidade ou deseducação dos pais?

Afinal o que é preciso para se ser um bom professor?

evva

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Who's gonna drive you home, tonight?



Who's gonna tell you when,
It's too late,
Who's gonna tell you things,
Aren't so great.

You cant go on, thinkin',
Nothings' wrong, but bye,
Who's gonna drive you home,
tonight.?

Who's gonna pick you up,
When You fall?
Who's gonna hang it up,
When you call?

Who's gonna pay attention,
To your dreams?
And who's gonna plug their ears,
When you scream?

You can't go on, thinkin'
Nothings wrong, but bye,
(who's gonna drive you)
(who's gonna drive you)
Who's gonna drive you home, tonight?
(who's gonna drive you home)

(bye baby)
(bye baby)
(bye baby)
(bye baby)

Who's gonna hold you down,
When you shake?
Who's gonna come around,
When you break?

You can't go on, thinkin',
Nothin's wrong, but bye,
(Who's gonna drive you)
(who's gonna drive you)
Who's gonna drive you home, tonight?
(who's gonna drive you home)

Oh, you know you can't go on, thinkin',
Nothin's wrong,
(Who's gonna drive you)
(Who's gonna drive you home)
Who's gonna drive you home, tonight?

(bye baby)
(bye baby)
(bye baby)

Drive (Ric Ocaseck)
Cars


[evva]

Quem diria...?

You Are Animal
A complete lunatic, you're operating on 100% animal instincts.
You thrive on uncontrolled energy, and you're downright scary.
But you sure can beat a good drum.
"Kill! Kill!"


The'>http://www.blogthings.com/themuppetpersonalitytest/">The Muppet Personality Test


evva

P.S.: Puro engano, M. A realidade é bem mais assustadora que a tua ficção.

A Abelha

A abelha que, voando, freme sobre
A colorida flor, e pousa, quase
Sem diferença dela
À vista que não olha,

Não mudou desde Cecrops. Só quem vive
Uma vida com ser que se conhece
Envelhece, distinto
Da espécie de que vive.

Ela é a mesma que outra que não ela.
Só nós — ó tempo, ó alma, ó vida, ó morte! —
Mortalmente compramos
Ter mais vida que a vida.

Ricardo Reis

[evva]

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

69 love songs

(The Death of Ferdinand de Saussure, in 69 Love songs, vol.3, by The Magnetic Fields)

Porque Fevereiro está a acabar e há que continuar a celebrar o São Valentim, ou melhor: apenas o Valentim, o Manel a Maria, ou os três à mistura e quem mais  quiserem, mas celebrar, celebrar, celebrar, pelo resto do ano fora,  aqui fica uma sugestão para mais 69 dias... dedicada especialmente aos linguistas (mais reticências malandras)...

Sónia

Lee. Peggy Lee.

Não, a minha preferida da Peggy Lee não é Fever ou tantas outras.





evva

Estorãos

Recantos perfeitos para piqueniques. Não contem a ninguém.


evva

Avaliação






evva

terça-feira, fevereiro 26, 2008

Prós e prós: a saga continua

E o "Oscar" vai para:

1) a Ministra da Educação, por se ter mantido calma e serena (salvo um ou outro deslize, de que se falará adiante...) durante todo o debate, reconhecendo mesmo algum erro de argumentação: tão diferente da senhora que vaiou os professores em St.ª Maria da Feira...
(UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUHHHHH!!!!!!!!!!)




2) o Secretário Geral da FENPROF, por ter defendido a posição mais justa, pela denúncia certeira, pela argumentação pertinente, pela serenidade e correcção com que reagiu às difamatórias reacções da Ministra da Educação relativamente à suposta inverdade das suas informações, pela tónica na exigência da dignidade para o exercício de uma profissão generosa e pela boa notícia do triunfo da justiça no que se refere à luta nos tribunais sobre o pagamento das horas de substituição como serviço docente extraordinário!!! (respiro...)

3) a jornalista de serviço, cujo nome não me lembro... (se ela mo pudesse recordar....) por não saber o nome dos seus convidados (nada mais, nada menos do que o Presidente do Conselho de Escolas), pelo ralhete que se atreveu a dar aos professores e educadores pela "falta de educação" manifestada ao bater palmas durante o programa e pelo desequilíbrio com que solicitou a plateia. Refiro-me ao tempo dado ao "melhor professor do ano", falando em nome individual, versus o concedido aos representantes de colectivos muito significativos, como sejam as Federações de Sindicatos de Professores, o Conselho de Escolas, a CONFAP... . Este é, claro,  o "Oscar" para o pior desempenho...

4) a nossa correspondente em directo (evva) pela resistência demonstrada em acompanhar o que deveria ter sido um melhor programa, enquanto a resistência comunista, na nossa célula, "solidária" com o Secretário de Estado, já dormitava lá para o final do debate, cansada claro, depois de um dia de trabalho (desgaste?) nas nossas escolas...

Sónia

Prós e Contras VIIIIIIIII

zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz...



evva

On the peaks again









andré

Prós e Contras VI

De acordo. Esta dos resultados dos exames é igualmente uma falácia. Com exames do grau de dificuldade dos do ano lectivo 2006/2007, não há estatísticas de sucesso que resistam à 'galvanização' (termo muito em voga nos políticos da nossa praça, que diz muito, ou nada, do que se está a fazer com o ensino).

evva

Prós e Contras V

Walter Lemos acaba de acordar do sono de beleza.


evva

Prós e Contras IV

Uma das frases da noite: 
"Se vão buscar profissionais inexperientes para leccionar nos Cursos de Educação e Formação, qualquer dia qualquer um pode ser Ministro", Fernanda Velez, Professora da Escola Secundária da Moita.


evva

Prós e Contras III

Esta do facilitismo é uma pura verdade. Pena ter sido mal defendida.


evva

Prós e Contras II

Não sei se aguento isto até ao fim. Hoje cheguei à escola às nove da manhã e saí às 20h30. Amanhã começo às dez e termino... tenho uma reunião que começa às 18h35, deve terminar depois das 20h30. Para quando a instalação nas escolas daquele aparelhinho para registar a hora de entrada e saída?

evva

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Prós e Contras

A acompanhar o debate numa célula comunista. É impressão minha ou o Walter Lemos já passou pelas brasas? E as toneladas de base da Ministra? Apanhou recentemente um escaldão? Vai demorar muito até responder a Mário Nogueira?
Ah! até que enfim que fala o Presidente do Conselho de Escolas. 


evva 

domingo, fevereiro 24, 2008

O não-professor

*A VERDADE BEM ESCRITA*

Faço projectos, planos, planificações;
Sou membro de assembleias, conselhos, reuniões;
Escrevo actas, relatórios e relações;
Faço inventários, requerimentos e requisições;
Escrevo actas, faço contactos e comunicações;
Consulto ordens de serviço, circulares, normativos e legislações;
Preencho impressos, grelhas, fichas e observações;
Faço regimentos, regulamentos, projectos, planos, planificações;
Faço cópias de tudo, dossiers, arquivos e encadernações;
Participo em actividades, eventos, festividades e acções;
Faço balanços, balancetes e tiro conclusões;
Apresento, relato, critico e envolvo-me em auto-avaliações;
Defino estratégias, critérios, objectivos e consecuções;
Leio, corrijo, aprovo, releio múltiplas redacções;
Informo-me, investigo, estudo, frequento formações;
Redijo ordens, participações e autorizações;
Lavro actas, escrevo, participo em reuniões;
E mais actas, planos, projectos e avaliações;
E reuniões e reuniões e mais reuniões!...

"E depois ouço,
alunos, pais, coordenadores, directores, inspectores,
observadores, secretários de estado, a ministra
e, como se não bastasse, outros professores,
e a ministra!...

Elaboro, verifico, analiso, avalio, aprovo;
Assino, rubrico, sumario, sintetizo, informo;
Averiguo, estudo, consulto, concluo,
Coisas curriculares, disciplinares, departamentais,
Educativas, pedagógicas, comportamentais,
De comunidade, de grupo, de turma, individuais,
Particulares, sigilosas, públicas, gerais,
Internas, externas, locais, nacionais,
Anuais, mensais, semanais, diárias e ainda querem mais?
- O Quê? Querem que dê aulas!?..."

(autor não identificado)

Se não fosse pela última parte, diria que a o texto acima  é tal e qual um daqueles anúncios que em algumas manhã apanho no pára-brisas: "Professor Macumba: cura mau olhado, dor de costas, problemas com o dinheiro, impotência, queda de cabelo, falta de trabalho, desgosto amoroso...." (mal sabe o professor Macumba que, para alguns, a falta de trabalho não é problema...)

Sónia

O desespero


(autor não identificado)


Sónia

Apetece mergulhar


A biblioteca-escada, sugestão da Apartement Therapy no Origem das Espécies.


evva

And the Oscar goes to...

O preferido cá de casa.







evva




P.S.: Não vi os outros nomeados, mas DUVIDO que cheguem aos calcanhares deste épico sangrento e pretensioso (estão ali todos os truques, garanto-vos), recheado de cenas antológicas:


E a banda sonora de Jonny Greenwood (guitarrista dos Radiohead)? F-A-B-U-L-O-S-A.

sábado, fevereiro 23, 2008

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Luta pela sobrevivência

(a propósito do documento da SEDES)



Estava eu a navegar pela net quando dei conta, em simultâneo, deste vídeo do Youtube que pelos vistos tem tido enorme popularidade, e da mais recente tomada de posição da SEDES, um “think-tank” que existe num país que não é famoso por os ter.
Quer o vídeo quer o documento parecem abordar o mesmo problema, a sobrevivência, muito aliada à procura de sustento e à definição de territórios de intervenção.
Colocar a questão nestes termos não é menorizar o documento da SEDES mas sim tentar ilustrar de forma simples o que está em causa. Porque as causas básicas da vida em sociedade podem parecer diferentes mas são sempre as mesmas: justiça no respeito das liberdades e direitos dos cidadãos. Fazendo um paralelismo com o vídeo do Youtube, se alguém quiser comer um dos meus, vai ter de comer também.

O teor do texto da SEDES é de grande preocupação, o que não é de estranhar face à situação de tensão que se vive no país. Os alvos dessa preocupação são o poder político – nomeadamente os partidos –, a comunicação social e, de forma ligeira, o sistema de justiça. Uma vez mais, não é de estranhar. As razões dessa preocupação são, em primeiro lugar, a excessiva intervenção do Estado na vida pública e a ligação dessa intervenção a interesses partidários, em segundo, a forma como a comunicação social sensacionaliza a vida pública esvaziando o interesse pelo tema anterior, e em terceiro e último lugar, a forma passiva com que o sistema de justiça lida com tudo isto. Sei que me estou a repetir mas nada disto é de estranhar.
Mais uma nota apenas, para sublinhar a requintada ironia na comparação que é feita ás preocupações do governo em relação à criminalidade versus as bolas de Berlim e colheres de pau. Lindo.

Perante isto, o apelo da SEDES incide sobretudo na regeneração dos partidos de forma a que estes reflictam de forma mais clara e justa as sensibilidades dos portugueses. Apela-se à decência e à criação de uma “elite de serviço” que ajude a combater a crescente dissociação entre o conceito de “res pública” e o de intervenção política.
O pedido é sensato mas é ingénuo. Creio que é claro que na democracia dos nossos dias os partidos se tornaram independentes das elites que fizeram o 25 de Abril. Foi um passo inevitável da ascensão social de uma população que era em geral pobre e que, apesar de todo o investimento, continua a manifestar baixos níveis de educação e cultura logo, menos sensível aos interesses das elites. Por outro lado, o mesmo capitalismo que alimentou esta ascensão nunca veio munido de preocupações éticas. Mas foi este o modelo que algumas das pessoas da SEDES propagaram e que eu aposto que algumas delas ainda ensinam.

Ora, se as pessoas da SEDES sabem isto tão bem como eu, então já deviam era ter começado há muito a arregaçar as mangas, a sair mais vezes das suas casas, dos seus carros e das suas férias e começar a fazer aquilo que os partidos sempre fizeram, agir na vida pública.
Da pouca informação que tenho sobre algumas das pessoas da SEDES, creio que agir civicamente nos mesmos moldes de alguns dos nossos dirigentes políticos está fora de questão mas se calhar não seria mal ver bem o vídeo do Youtube e pensar qual que, tal como as causas também as estratégias continuam as mesmas: união, força e uma forte convicção naquilo em que se acredita.


andré

QUE CALOR!


Portugueses em busca de sol invadem as praias do Norte.


22º! Repeat after me: 22º!



evva

Cegos surdos e mudos



É verdade que, às vezes, vontade não falta, mas ao tapar os orifícios, por onde se escapa a raiva? Sem mais comentários...

Sónia

(Para mais informação sobre estes macaquinhos aceder a

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

I don't want to sleep alone



Embora este não seja um desejo de todo invulgar o filme que dá corpo à frase é-o com certeza. Pelo menos para mim. Após algum esforço de memória encontro o Rosetta, onde a ausência de música acentua ainda mais o sufoco da vida que se nos apresenta. Em
Hei yan quan, realizado pelo taiwanês Ming-liang Tsai, só a luz nos salva.
…e, de vez em quando, a rádio que fala ou canta por detrás das cenas. Quase tudo é vivido mas não falado. E a acreditar na brochura que li antes do filme, as metáforas estão por toda a parte. A maior de todas é o homem em estado vegetal a lembrar a cidade e a vida que os personagens tentam enganar. É triste, por vezes até brutal. E talvez por isso é que a beleza, noutros casos difícil de encontrar, é aqui tão nítida e tão profunda. Vale tudo para se tentar sobreviver, e ainda mais para se tentar ser feliz.

Por aqui é o Showroom que nos vai trazendo estas obras a que quase ninguém dá atenção. Espero que por aí o Cidade do Porto e o Campo Alegre continuem também a sua acção filantrópica.


andré

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Por falar em Fidel

Quando penso em Fidel Castro, a minha consciência leva-me inconscientemente para a parte bonita da história. Do Fidel.
Líder revolucionário, inspirado no Che Guevara e libertador daquele que era conhecido como o bordel dos EUA.
Depois de mais uns esforços de memória, e de uns arrebates de consciência, sempre difíceis, lembro-me que Cuba é nos dias de hoje o bordel dos EUA, e de todos os quantos lá quiserem ir. Ah! E dos discursos de 4, 5, e mais horas. Valentes ouvintes…

Mas isto são tudo fait divers. Fidel Castro foi um dos símbolos da autonomia da América Latina face à política utilitária dos EUA. Tal como o são Hugo Chaves e Evo Morales, por muito que nos custem a engolir, e tal como o foi Ghandi na libertação da India da Inglaterra, e Amilcar Cabral ou Agostinho Neto na libertação daquelas que eram as ex-colónias de Portugal.
E, a faltarem mais razões, estas já chegam para merecer a admiração de muita gente.

O resto da história de Fidel mistura poder, um país pequeno isolado, sem aliados nem muitas alternativas políticas. A partir de determinado momento, pareceu-me que para os cubanos, acreditar en el comandante deve ter sido mais uma questão de orgulho do que de convicção. Pátria o muerte.
Como é óbvio nem todos acreditaram. E a partir de determinada altura o sonho virou pesadelo. O poder invariavelmente corrompe. Não há nada a fazer.

Uma coisa me descansa, o facto de Fidel sair numa altura em que os EUA começam a perder a sua posição hegemónica, e passam a ocupar aquela que sempre mereceram. A de uma grande democracia. E chega.
A saída de Fidel deixa agora nas mãos da China o papel de herdeiro da revolução de 17, embora duvide que ela se goste de ver desta maneira. Mas enfim…
Não posso deixar de prestar homenagem a este homem, tal como prestei a Álvaro Cunhal e a todos aqueles que numa altura díficil da vida do seu país, lutaram pelo sonho de fazer dele um país melhor. Mesmo que ache que alguns deles estavam enganados.


andré

Ainda a propósito de Adele



You should be stronger than me
You been here 7 years longer than me
Don't you know you're supposed to be the man,
Not pal in comparison to who you think I am,

You always wanna talk it through - I don't care!
I always have to comfort you when I'm there
But that's what I need you to do - stroke my hair!

Cos' I've forgotten all of young love's joy,
Feel like a lady, but you my lady boy,

You should be stronger than me,
But instead you're longer than frozen turkey,
Why'd you always put me in control?
All I need is for my man to live up to his role,
Always wanna talk it through - I'm ok,
Always have to comfort you every day,
But that's what I need you to do - are you gay?

Cause I've forgotten all of young love's joy
Feel like a lady, and you my lady boy

He said 'the respect I made you earn -
Thought you had so many lessons to learn'
I said 'You don't know what love is - get a grip!' -
Sounds as if you're reading from some other tired script

I'm not gonna meet your mother anytime
I just wanna rip your body over mine
So tell me why you think that's a crime

I've forgotten all of young love's joy
Feel like a lady, and you my lady boy

You should be stronger than me
You should be stronger than me
You should be stronger than me


Amy Winehouse, Stronger than me
do álbum Frank


andré

JÁ VAI TARDE!


Apesar de já lá não estar há algum tempo...


evva


P.S.: Leiam aqui como, na mensagem de despedida, Fidel enfia na gaveta a velha guarda da brigada do reumático. Aquela mini-derrota nas últimas eleições deve ter-lhe custado a engolir. A forma como alimentou o culto de personalidade ao longo destas décadas, só pode deixar supor que desejava morrer no poleiro e venerado por todos. Adiós!

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

A propósito de Adele




Depois de ter andando grande parte da década de 80 à procura de um substituto para os Beatles (os Smiths andaram lá bem perto), parece que agora a demanda em Inglaterra anda centrada em torno da voz. Aquela voz que faz estremecer, apaixonar, enfim, que nos emocione profundamente. Ou talvez só quanto baste.

Lembro-me da Joss Stone, da Amy Winehouse, e outras devem ter aparecido com certeza, mas isso não interessa. Agora chegou a vez da Adele. Uma miuda com cara simpática, do sul de Londres, e que tem uma voz jeitosa e uma interpretação simpática. E pronto.
Passado o período de encantamento de Daydreamer, e após algumas escutas do álbum, 19, o melhor que consigo dizer é que fica bem como música de fundo quando recebemos amigos ou a namorada, e alguns dos temas servem muito bem para ouvir na rádio. Como para música de fundo tenho coisas melhores, fico-me pela rádio.

A indústria músical já há muito que percebeu que com uns bons arranjos se pode dar seriedade a quase tudo. O nosso Toni Carreira percebeu isso e a Madonna dá lições sobre o tema em cada álbum que faz. Daí que é hoje relativamente fácil passar para o público uma obra músical perfeitamente comum e banal, disfarçando-a com pós de seriedade. Este é mais um caso.
Há quem diga o mesmo da Norah Jones, embora eu não concorde inteiramente. Há também quem faça o mesmo juízo em relação aos Madredeus mas aqui eu só concordo com essa análise depois do Espírito da Paz e não antes.

Note-se que não há mal nenhum em coisas banais. O problema é quando elas são pretensiosas. Por exemplo, o primeiro álbum da Amy Winehouse faz bem juz ao título, Frank. As letras são giras e a música também. E é bem tocada. É comum mas vale por isso. Como muitos dos filmes de Hollywood que vemos nos cinemas com regularidade.
E também não há mal nenhum em ouvir a Adele. Mas é um pouco como as novas sandwiches do Mcdonalds. É a mesma coisa mas com outra roupa.
Daí que vou passar novamente à escuta da Ella Fitzgerald a cantar os diversos autores do American Songbook. Uma voz única que canta algumas das músicas mais banais que tive oportunidade de ouvir. Ou, para ser mais justo, música que fala de coisas banais. Mas de forma muito invulgar.

Quanto à demanda inglesa pela voz, só me apetece citar uma das letras da Adele:

Should I give up
Or should just keep chasing pavements
Even if it leads nowhere


andré

Há coisas que não queremos esquecer



A propósito de mais um final cut de Blade Runner

andré

Splish-dash!


Para as amigas do Sul enfrentarem a intempérie. Nós por cá estamos bem, obrigada. Céu cinzento mas não chove. Toca a chapinhar! Depois enviem as fotos.


evva

Desabafos

«Exma. Senhora Ministra da Educação


Um dia destes colocaram, no placar da Sala dos Professores, uma lista dos
nossos nomes com a nova posição na Carreira Docente.

Fiquei a saber, Sr.ª Ministra, que para além de um novo escalão que
inventou, sou, ao final de quinze anos de serviço, PROFESSORA.

Sim, a minha nova categoria, professora!

Que Querida! Obrigada!

E o que é que fui até agora?

Quando, no meu quinto ano de escolaridade, comecei a ter Educação Física,
escolhi o meu futuro. Queria ser aquela professora, era aquilo que eu queria
fazer o resto da minha vida. Ensinar a brincar, impor regras com jogos,
fazer entender que quando vestimos o colete da mesma cor lutamos pelos
mesmos objectivos, independentemente de sermos ou não amigos, ciganos,
pretos, más companhias, bons ou maus alunos. Compreender que ganhar ou
perder é secundário desde que nos tenhamos esforçado por dar o nosso melhor.
Aplicar tudo isto na vida quotidiana.

Foi a suar que eu aprendi, tinha a certeza de que era assim que eu queria
ensinar! Era nova, tinha sonhos...

O meu irmão, seis anos mais novo, fez o Mestrado e na folha de
Agradecimentos da sua Tese escreve o facto de ter sido eu a encaminhá-lo
para o ensino da Educação Física. Na altura fiquei orgulhosa! Agora, peço- te
desculpa Mano, como me arrependo de te ter metido nisto, estou envergonhada!

Há catorze anos, enquanto, segundo a Senhora D. Lurdes Rodrigues, ainda não
era professora, participava em visitas de estudo, promovia acampamentos,
fazia questão de ter equipas a treinar aos fins-de-semana, entre muitas
outras coisas. Os alunos respeitavam-me, os meus colegas admiravam-me, os
pais consultavam-me. E eu era feliz. Saia de casa para trabalhar onde
gostava, para fazer o que sempre sonhará, para ensinar como tinha aprendido!

Agora, Sr.ª Ministra, agora que sou PROFESSORA, que sou obrigada a cumprir
35 horas de trabalho, agora que não tenho tempo nem dinheiro para educar os
meus filhos. Agora, porque a Senhora resolveu mudar as regras a meio (Coisa
que não se faz, nem aos alunos crianças!), estou a adaptar-me, não tenho
outro remédio: Entrego os meus filhos a trabalhadores revoltados na
esperança que façam com eles o que eu tento fazer com os deles. Agora que me
intitula professora eu não ensino a lançar ao cesto ou a rematar com
precisão à baliza, não chego, sequer a vestir-lhes os coletes.

Passo aulas inteiras a tentar que formem fila ou uma roda, a ensinar que
enquanto um 'burro' mais velho fala os outros devem, pelo menos, nessa
altura, estar calados. Passo o tempo útil de uma aula prática a mandar
deitar as pastilhas elásticas fora (o que não deixa de ser prática) e a
explicar-lhes que quando eu queria dizer deitar fora a pastilha não era para
a cuspirem no chão do Pavilhão. E aqueles que se recusam a deita-la fora
porque ainda não perdeu o sabor? (Coitados, afinal acabaram de gastar o
dinheiro no bar que fica em frente à Escola para tirarem o cheiro do cigarro
que o mesmo bar lhes vendeu e nunca ninguém lhes explicou o perigo que há ao
mascar uma pastilha enquanto praticam exercício físico). E os que não tomam
banho? E os que roubam ou agridem os colegas no balneário?

Falta disciplinar?

Desculpe, não marco !

O aluno faz a asneira, e eu é que sou castigada? Tenho que escrever a
participação ao Director de Turma, tenho que reunir depois das aulas (E quem
fica com os meus filhos?). Já percebeu a burocracia a que nos obriga? Já viu
o tempo que demora a dar o castigo ao aluno? No seu tempo não lhe fez bem o
estalo na hora certa?

Desculpe mas não me parece!

Pois eu agradeço todos os que levei!

Mas isto é apenas um desabafo, gosto de falar, discutir, argumentar com quem
está no terreno e percebe, minimamente do que se fala, o que não é, com toda
a certeza, o seu caso.

Bastava-lhe uma hora com o meu 5ºC. Uma hora! E eu não precisava de ter
escrito tanto! E a minha Ministra (Não votei mas deram-ma. Como a médica de
família ,que detesto, mas que, também, me saiu na rifa e à qual devo estar
agradecida porque há quem nem médico de família tenha - outro assunto)
entendia porque não conseguirei trabalhar até aos 65 anos, porque é injusto
o que ganho e o que congelou, porque pode sair a sexta e até a sétima versão
do ECD que eu nunca fui nem serei tão boa professora como era antes de mo
chamar!

Lamento profundamente a verdade!



Viana do Castelo



Ana Luísa Esperança

PQND da Escola EB 2,3 Dr. Pedro Barbosa»

Recebido por mail.

Daqui a pouco, também eu vou iniciar mais uma semana de 'aulas'. Não uma semana de 'trabalho', porque não fiz outra coisa este 'fim-de-semana'. Estou desde as seis da manhã a corrigir testes, ou melhor, desde sábado de manhã que os corrijo, apenas com breves intervalos para refeições, dormidas e para vir até aqui arejar um pouco a cabeça, sempre que sentia estar a perder a imparcialidade, tal a quantidade de asneiras que me passou pela frente. Desta vez, nas turmas mais fracas, dei um 'teste modelo' para trabalho de casa, a ver se alguém aparecia na aula de revisões com dúvidas sobre a matéria leccionada. Apenas os melhores alunos tiveram a preocupação de olhar para ele e, como estudam todos os dias (fazem o trabalho de casa, como é da sua responsabilidade), praticamente não tinham questões a colocar sobre a matéria. Tive depois a preocupação de copiar parte deste teste de avaliação formativa para o teste sumativo. As notas melhoraram? Nem por isso. Por isso vim para aqui desabafar um pouco, a ver se a minha raiva não prejudica a imparcialidade da correcção.
Tenho o dia repleto de aulas, só com uma hora de intervalo para almoço, até às 18h35. Depois, mais uma 'reunião intercalar', que com sorte terminará antes das 21h A que horas regresso a casa? Não faço idéia. Apenas sei que, quando regressar, e depois dos afazeres domésticos, ainda terei uma longa noite de trabalho pela frente.

evva

Porque o terrorismo também passou (passa?) por aqui

Um texto de leitura imprescindível, no 31 da armada:

«Porque há histórias que não devem ser esquecidas
Gaspar Castelo-Branco – foi decidido esquecê-lo

Era uma tarde de sábado, de chuva miudinha, igual a tantas outras. Gaspar Castelo-Branco tinha amigos para jantar e faltava-lhe o queijo. À primeira aberta, já ao cair da noite, resolve dar uma saltada ao comerciante da zona. Saiu, por uns minutos. Foi morto com um tiro na nuca, disparado à queima-roupa, no passeio em frente à casa onde morava.

Era véspera de eleições, dia de reflexão. Os portugueses ficaram com que pensar, até ao dia seguinte pelo menos: o terrorismo em Portugal não é uma abstracção, existe mesmo.
O assassinato, a sangue frio, de um homem que era então o director geral dos Serviços Prisionais, poderá ter sido um choque para a opinião pública ou para aqueles que têm por dever o ofício de lidar com o fenómeno, mas não suscitou a indignação que seria de esperar (veja-se o que acontece por esse mundo fora em casos semelhantes). Não houve manifestações, campanhas de imprensa, abaixo-assinados de protesto, proclamações de repúdio. Foi este jornal dos poucos a fazer imprimir diante do “cobarde assassinato” uma posição de revolta, perplexidade e preocupação.
Outros calaram-se, confirmando que o Dr. Castelo-Branco tinha razão quando dizia ao nosso repórter: “se me derem um tiro quero ver como reagirão os grandes defensores dos direitos humanos…” Os grandes defensores viraram a cara para o lado - é um facto. Mas até nisso a morte do director-geral das cadeias teve importância: desacreditaram-se os grandes defensores.

Gaspar Castelo-Branco era um homem marcado e sabia-o.

“Tem recebido ameaças?” – perguntou-lhe Manuel Arouca, quando com ele contactou para conversar sobre a situação das prisões. “Constantemente” – foi a resposta. “E não tem medo de ser morto?” O director-geral encolheu os ombros. Alguns amigos, poucos, falariam mais tarde de “coragem, verticalidade, sentido do bem-comum, cumprimento do dever”. Castelo-Branco assumiu as suas responsabilidades, todas. Em algumas circunstâncias terá assumido mesmo “perante a demissão de outros, responsabilidades que verdadeiramente não lhe cabiam”, como afirmou a propósito o deputado Nogueira de Brito, seu amigo.

Terá sido o que se passou por exemplo quando foi preso em Portugal um homem que dizia chamar-se Al-Awad, membro do célebre grupo terrorista de Abu Nidal e aparentemente culpado de ter assassinado em Montechoro o dirigente da OLP Issam Sartawi. O próprio Abu Nidal, de seu nome verdadeiro Sabril Khalil el Banna, começou a telefonar ao director-geral Castelo-Branco, ignora-se por recomendação de quem. O chefe terrorista exigia que libertassem ou deixassem fugir o seu militante. Dava sugestões de como isso deveria fazer-se: “numa transferência de prisões”, “bastava que os guardas fossem mijar” e “a carrinha ficasse abandonada o tempo suficiente”. Seria preciso é claro prevenir atempadamente o grupo Abu Nidal da operação e deixar livre campo aos seus operacionais para fugirem com segurança do País... Castelo-Branco recusou indignado. Passou a mandar gravar pela DCCB os telefonemas que continuou a receber de Abu Nidal, cada vez mais ameaçadores. Soubemos que pelo menos um magistrado recebeu idênticos telefonemas e pressões. Al-Awad acabou por ser libertado cumprida mais de metade da pena a que foi condenado “por uso de passaporte falso”, menos de 24h depois Gaspar Castelo-Branco ter sido assassinado, por coincidência, certamente.

Na morte de Castelo-Branco o caso Al-Awad não passa de um “fait divers”. Ele dizia ao nosso colaborador Manuel Arouca: “… sou sempre eu o responsável. Os FP fogem: sou o responsável por não lhes dar um regime mais duro. Não cedo à greve da fome dos FP: criticam-me porque estou a ser duro demais. Os outros tiram a água do capote”.

Em não ter cedido à greve da fome dos FPs, poderá residir a explicação da sua morte. Soube-se depois – e sabia-o o Director-Geral desde o início – que aquela greve da fome não era para levar muito a sério. Mas os ecos dela, que então chegaram à opinião pública, eram de partir os corações: os réus, um pelo menos, estava a morrer, já tinham entrado também em greve da sede, em 48 horas, teríamos não sei quantos “Bobby Sands” na penitenciária de Lisboa. Passaram-se vários dias. Um advogado em Monsanto falava de “comportamento criminoso” do responsável prisional e anunciava uma queixa-crime contra Gaspar Castelo-Branco. Depois, enfim, quando os “media” já desesperavam de poder noticiar o aparecimento de um “Bobby Sands” entre nós, a greve acabou e ninguém mais voltou a falar do assunto. E quando o réu João Gomes apareceu a depor em Monsanto, ágil como uma gazela, ninguém se lembrou de notar que ali estava o recordista mundial de greves da sede. A menos que – nós não queremos acreditar – o seu advogado tenha mentido. Gaspar Castelo-Branco não cedeu à greve, ou pseudo-greve da fome porque, dizia ele, “em nenhum País da Europa, um governo cede a greves da fome” e “mesmo os grandes defensores dos direitos humanos, pouca importância lhes dão”.

Nisso também o comportamento do ex-director geral foi exemplar. Será difícil no futuro encontrar justificação para cedências dessas. Pagou com a vida, Gaspar Castelo-Branco, morto pelas FP's ao cair da noite do dia 15 de Fevereiro, véspera de eleições. Nada mais será como dantes. Mesmo se numa das celas do EPL continuar escrito, sem reacção dos actuais responsáveis prisionais um dístico deste teor: “morte ao Castelo-Branco”. E depois em letra mais recente: “Este já está”.

Julgamos que os responsáveis do aparelho de estado têm a obrigação de mandar apagar este “graffiti”: quanto mais não seja pelo respeito devido ao mortos!

Hoje passam 22 anos sobre o cobarde assassinato do meu pai e por isso decidi reproduzir aqui o artigo do meu amigo José Teles, publicado no jornal "O Semanário" a 27 de Dezembro de 1986.

PS: As FP 25 de Abril foram responsáveis por 18 atentados mortais, entre os quais um bebé de dois anos e vários cidadãos inocentes. Até hoje não houve por parte dos membros da organização qualquer sinal de arrependimento. A última vítima foi o agente Álvaro Militão que caiu no cumprimento do dever, num cerco a fugitivos das FPs em 1986. Mas não foi só aos mortos que o País não mostrou o seu reconhecimento e gratidão: funcionários corajosos, agentes da Judiciária, da Direcção Geral do Combate ao Banditismo, juízes como Martinho de Almeida Cruz, Adelino Salvado e procuradores como Cândida Almeida, entre muitos outros.

Manuel Castelo-Branco»

[evva, sublinhados meus]

domingo, fevereiro 17, 2008

Estou encantado



Daydreamer,
sitting on the seat
Soaking up the sun
he is a real lover,
Making up the past
And feeling up his girl
like he's never felt her figure before
A jaw dropper
Looks good when he when he walks,
He is the subject of their talk
He would be hard to chase,
But good to catch
And he could change the world
with his hands behind his back,
Oh

You can find him sitting on your doorstep
Waiting for the surprise
It will feel like he's been there for hours
And you can tell that he'll be there for life

Daydreamer,
with eyes that make you melt
He lends his coat for shelter
because he's there for you
When he shouldn't be
But he stays all the same,
waits for you,
then sees you through
There's no way I could describe him
All I say is,
just what I'm hoping for

But I will find him sitting on my doorstep
Waiting for the surprise
It will feel like he's been there for hours
And I can tell that he'll be there for life
You can tell he'll be there for life

andré

PS: Vamos ver se a rapariga não tem o mesmo destino que a Amy Winehouse, que descarrilou completamente com a fama.

Vá lá, parece que para já tanto o Presidente da República como o Ministro dos Negócios Estrangeiros têm sido algo prudentes nas reacções (apesar das declarações de Luís Amado constituirem um implícito reconhecimento da independência), evitando alinhar no politicamente correcto lambe botas dos Estados Unidos. Esperemos que dure. Quanto a mim, que gostava de ver uma recusa liminar por parte do Estado português, não ponho as mãos no fogo por estes dirigentes.

evva

Vaia de professores deixa Sócrates irritado

O que acho "lamentável" é o que o Primeiro Ministro e a Ministra da Educação, enquanto figuras institucionais, só queiram saber o que pensam os professores do Partido Socialista e não os dos outros Partidos e os que não têm Partido. Também acho que "em todos estes anos de Democracia (??)" já vi, sim, qualquer coisa parecida com condicionar a actividade partidária: as recentes propostas de alteração à Lei dos Partidos, por exemplo...

Sónia


(para aceder à notícia, clicar no título deste post)

Um grande, enorme erro

(foto EPA)

Pelas quinze horas sérvias (quatorze em Lisboa), a Europa dá um passo atrás. Uma etnia maioritária (80% da população em 1999, 92% em 2008, depois de criteriosa limpeza étnica) proclama hoje unilateralmente a independência do território* em que vive, com a devida anuência dos Estados Unidos e da União Europeia.


("Nós não desistiremos do Kosovo", foto de Andrej Isakovic/AFP)

O Presidente da República, Anibal Cavaco Silva, chamou ontem a atenção para o grave precedente que esta declaração constitui. Veremos com que celeridade aclamará hoje a independência do Kosovo albanês.

evva


(Dimitar Dilkoff/AFP)

*Onde se situam as minas Trepca, uma das jazidas minerais mais ricas do mundo. Já as tropas hitlerianas por lá andaram desinteressadamente. Após Hitler ter ocupado o Kosovo em 1940, as minas forneceram às fábricas de munições alemãs 40 por cento do seu chumbo.

O meu preferido



Livro de Horas (c. 1475) de Robinet Testard
(França, 149 x 107 mm, M. 1001, fol. 98, detalhe)

A Luxúria encanta-se consigo mesma e desordena o mundo.
O cavaleiro é agora um jovem, bem vestido e de longos cabelos cacheados. Repare-se no símbolo fálico das esporas e na sexualidade que o bode ostenta. Traz um pássaro na mão (não um falcão), que seduz com seu canto.
Na cena inferior, o diabo, de nome Smodeus, longos chifres, parece impulsionar o pecado com a sua mão direita. Na cena principal, uma mulher é assediada por três homens (um agarra-a mesmo por detrás); exibida, parece deleitar-se com a corte. À direita, uma outra mulher é violentada por um homem. Tenta repeli-lo, mas ele é forte e domina-a. Uma jovem de vestido vermelho assiste a tudo, extasiada.

evva

sábado, fevereiro 16, 2008

Bom Domingo...


Andy Warhol, Blow Job (1964)

Festejar só a 14 de Fevereiro? Nada disso!!!!

Sónia

Do Orgulho e da Inveja

Livro de Horas (c. 1475) de Robinet Testard
(França, 149 x 107 mm, M. 1001, fol. 84, detalhe)

O Orgulho embevecido.
Montado num nobre e vigoroso leão, o cavaleiro contempla a sua própria beleza reflectida num espelho. Em baixo, o diabo, grossa corrente azul com uma maça dourada e pontiaguda envolvendo o pescoço, aponta para a vaidosa sociedade humana: homens e mulheres exibem a sua superioridade.




Livro de Horas (c. 1475) de Robinet Testard
(França, 149 x 107 mm, M. 1001, fol. 86, detalhe)


A Inveja queima, envenena e dói.
O invejoso cavalga, exibindo-se, com um corvo nas mãos. Na cena inferior, o diabo amarelo aponta três homens que murmuram, corroídos de inveja, a riqueza do burguês. O princípio da inveja, Tomás de Aquino dixit, é impedir a glória alheia, que é o que entristece o invejoso, o que faz diminuindo o bem do outro ou falando mal dele; disfarçadamente, pela murmuração, ou abertamente, com a detracção.

evva

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

No fim de uma semana de trabalho



(Fotografia: Paulo Duarte)


... chega um fim-de-semana de trabalho!
Tudo nos cai em cima!!!

Sónia 
(professora)


quinta-feira, fevereiro 14, 2008

14 de Fevereiro


Andy Warhol (1963) com música de Wim Mertens


Não alimento o comércio, mas quando" a causa é justa",  14 é uma data tão boa para celebrar como outra qualquer.

Sónia

Melhorar a paisagem



Este é apenas um exemplo daquilo que o movimento Improv Everywhere consegue fazer. Mais exemplos podem ser encontrados aqui.


andré

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Primeiro dia de aulas



What did you learn in school today

What did you learn in school today,
Dear little boy of mine?
What did you learn in school today,
Dear little boy of mine?
I learned that Washington never told a lie.
I learned that soldiers seldom die.
I learned that everybody's free,
And that's what the teacher said to me.

Chorus
That's what I learned in school today,
That's what I learned in school.

What did you learn in school today,
Dear little boy of mine?
What did you learn in school today,
Dear little boy of mine?
I learned that policemen are my friends.
I learned that justice never ends.
I learned that murderers die for their crimes
Even if we make a mistake sometimes.

Chorus

What did you learn in school today,
Dear little boy of mine?
What did you learn in school today,
Dear little boy of mine?
I learned that Government must be strong;
It's always right and never wrong;
Our leaders are the finest men
And we elect them again and again.

Chorus

What did you learn in school today,
Dear little boy of mine?
What did you learn in school today,
Dear little boy of mine?
I learned that war is not so bad;
I learned about the great ones we have had;
We fought in Germany and in France
And someday I might get my chance.

Chorus

Sónia

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Regresso ao trabalho


Fragmento de "Metropolis" de  Fritz Lang, com música de Michael Nyman

Sónia

Intérprete


San Isidoro de Sevilla por Bartolomé Esteban Murillo


"El que está en medio de dos (inter partes) lenguas distintas y traduce de la una a la otra. Se denomina también así al que comprende a Dios y transmite a los hombres los misterios divinos."

(San Isidoro de Sevilla, Etimologías)


Sónia

Cu-cu

Assim não vale, festejar o aniversário tão longe! Aqui vai um presentinho, a festa fica para daqui uns meses, sim?





Gros bizouzous


evva

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Plenário de professores e educadores



Sónia

Platão "dixit"


(Platão retratado por Rafael em "A Escola de Atenas" - pormenor)

"A penalização por não participares na política, é acabares a ser governado pelos teus inferiores".

Era pouco provável que tivesse sido Sócrates a dizê-lo...

Sónia



domingo, fevereiro 10, 2008

E pronto.

— E até quando pensa o senhor que podemos continuar neste ir e vir dum caralho? — perguntou-lhe.
Florentino Ariza tinha a resposta preparada há já cinquenta e três anos, sete meses e onze dias com todas as suas noites.
— Toda a vida — disse.


(Últimas linhas de Amor em tempos de cólera de Gabriel Garcia Marquez)


andré

Avaliação

Se bem que os prazos tenham sido alargados (alguém consegue aguentar dias sucessivos de reuniões intercalares à noite, depois de um dia inteiro a aturar miúdos malcriados e encarregados de educação irresponsáveis? E mais reuniões para definir burocaracia avaliativa?), ainda resta eliminar esta pérola de critério:

evva
(imagem recebida por mail)

E que dizer dessa palhaçada do novo estatuto do aluno? Como é que eu vou explicar, na reunião nocturna da próxima semana, à meia dúzia de encarregados de educação interessados com que, graças a Deus, fui abençoada na minha Direcção de Turma, que não posso mandar embora o projecto de 'playboyzinho marginal' que me estraga quase todas as aulas, apesar de já ter ultrapassado o limite de faltas, esgotado a caderneta com recados por assinar e a conta telefónica da escola a ligar para paizinhos que não querem saber e que só se dignaram fazer prova de vida quando o ipod foi apreeendido na aula de Matemática? Ai posso enviá-lo para a Protecção de Menores? Toca a entupir mais uma instituição estatal!

Tenho sono!!!!



(in)sónia

sábado, fevereiro 09, 2008

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Que comam bolos!!!





"Si le peuple n'a plus de pain... qu'il mange des brioches!!"

Sobre o aumento do preço dos cereais...
(Esperemos que não venha a ser argumento apresentado no Parlamento...)

Sónia