terça-feira, julho 21, 2009

AEP defende que Estado deve pagar situações de quarentena

As empresas que vêm muitos dos seus colaboradores afectados pela gripe A, sobretudo aqueles que trabalham em «contacto com o público», têm custos decorrentes das ausências dos trabalhadores que, «na nossa opinião, devem ser custos públicos», disse Paulo Nunes de Almeida.

(TSF, 21/07/09)

Repare-se, contudo, que o foco está nos prejuízos das empresas e não nos dos trabalhadores, mas, por outro lado, não seria de esperar outra coisa da Associação Empresaria Portuguesa (AEP).

Sónia


7 comentários:

Esplendor disse...

Lá vem mais uma vez o síndrome 'coitadinhos dos trabalhadores explorados pelas empresários'. Não será uma preocupação legítima das empresas preocuparem-se com a sua sobrevivência enquanto empresas empregadoras, uma vez que da sobrevivência das empresas dependerá o posto de trabalho do trabalhador? E por que razão não seria de esperar uma preocupação destas da parte da AEP?

evva

Sónia Duarte disse...

Como digo no post: "não seria de esperar outra coisa da AEP".

Hugo disse...

não entendo estes liberais, para umas coisas menos Estado, para outras (subsídios e afins) o mais Estado possível. para onde vão os lucros das empresas? para os trabalhadores? para o Estado? esses lucros servem não só para enriquecer uns poucos mas também par cubrir os riscos de ter um negócio a funcionar. penso de que...parasita do sistema esta AEP!

Hugo disse...

cobrir riscos, queria dizer...

Sónia Duarte disse...

Que alegria ter-te de volta por cá e ver ultrapassada a fase "comment shy"!

:)

André disse...

Confesso que não entendo muito bem o argumento o presidente da AEP. Não tenho ideia de que a dimensão do fenómeno seja tão grave…
Quanto às faltas dos trabalhadores serem custos públicos, isso não me parece de todo válido. São problemas sociais que são suportados por todos, incluindo os empresários.

André

João Sá disse...

Do lado dos trabalhadores: não têm culpa de não poderem ir trabalhar. Por eles iam.

Do lado das empresas: se não há trabalho, não há produtividade. Não há produtividade, não há produção de riqueza.

O estado fica no meio, ou deveria ficar, como fiel da balança.

É um dilema que deve ser remetido para questões anteriores relativas ao estado social.

As empresas que exploram/exploraram, deveriam suportar elas os encargos. As que sobrevivem com dificuldades, deveriam ser ajudadas pelo estado.
Como distingui-las, essa é a questão. Os trabalhadores não são todos iguais. As empresas também não.